Como é dar aula no ensino superior e a corrupção na universidade

Pensei em escrever um texto crítico e formal a respeito da educação e da sociedade. Mas dizer que a educação é a salvação já ficou meio fora de moda. Portanto, acho melhor apenas contar pra vocês como é dar aula. Lembrando que este texto não é uma crítica à profissão. É apenas uma exposição das frustrações diárias e um apelo a uma mudança urgente de postura, não só dos alunos, mas da sociedade como um todo. Aqui mostro como a postura corrupta está enraizada nos alunos e já virou parte da comunidade acadêmica.

Antes, uma pausa para minha relação com a profissão. Particularmente, gosto muito de ensinar. Gosto de matemática e gosto de entender matemática. Passar adiante minhas paixões é algo que faço por amor. Nunca houve problema sério o bastante para não desaparecer diante do quadro, dos alunos e sobre o tablado. Dar aula e pensar a respeito de matemática apagam, momentaneamente, claro, todos os meus problemas.

“faz prova fácil!”

Minha felicidade se esvai diante das avaliações, dos comentários, da falta de compromisso dos alunos. Ouve-se mais “alivia aí, fessô!” do que “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite.” Há liberdade para chorar, mas não há liberdade para a educação e cortesia.

“vale ponto, fessô?”

Em sua maioria, aluno não faz nada sem receber algo em troca. E a moeda de troca é chamada de ponto. A única motivação é o ponto. Sugestão de livros? Só valendo ponto. Lista de exercícios? Só valendo ponto. Fazer pelo conhecimento é ser taxado de idiota.

trabalhos e listas

Tudo copiado. A cópia é quase sempre nítida. Conjecturo que numa turma de alunos, apenas \sqrt{k} realmente fazem os trabalhos, enquanto todo o restante apenas copia dos colegas.

Pai Rodrigo adivinhando o futuro: Esse aluno que só copia vai taxar de vagabundo moradores de rua. Vai dizer: “emprego tem demais, basta querer!”

aulas de exercícios

Durante aulas de exercícios, ninguém faz nada. O pedido geral é um resumão bem estilo pré-vestibular. Melhor ainda se você dar dicas do que cairá na prova (e pensar que nem assim os resultado são bons.) Gente pra gritar “faz um resumão aí, fessô!” Nunca falta. Você dá aula por meses antes de avaliação e aí lhe aparece vários que não prestaram atenção em nada, mas no dia da aula de exercícios eles aparecem lá só pra gritar a frase anterior ou pra escolher um exercício aleatório que sequer tentaram. Qual a razão de dar aula se no fim é dado um resumo mágico que abre todas as provas e desvenda todos os segredos?

lista de presença

Como aluno, confesso, nunca gostei de ir às aulas. Sempre preferi estudar sozinho. Assim poderia estudar durante a madruga, horário que sempre fui mais produtivo. Nunca tive problemas com chamadas. A aprovação era minha absolvição. Por conta disso, a única postura que adotei como professor foi a de passar uma lista de chamada e reprovar por infrequência apenas aqueles que não obtiveram 60 pontos. Ou seja, não precisou ir à universidade para ser aprovado? Parabéns, campeão.

A regra da UFMG é reprovar aluno infrequente. Tenha ele a pontuação necessária para sua aprovação ou não. Portanto, estou isentando o aluno de um dever: frequentar a universidade. Qual o resultado? Alunos assinam as listas pelos colegas. O sujeito foi livrado de um dever, mas ele não quer dar nada como contra-partida. Ele ainda quer o direito de, caso reprovado na pontuação, fazer o exame especial.

Nem vou comentar que assinar um documento em nome de outra pessoa é crime. Tem até nome: falsidade ideológica.

Logo, se o professor deseja ser rigoroso com a lista de presença, ele deve chamar nome a nome, como lá nos tempos da escolinha infantil Girafinha Feliz.

Pai Rodrigo adivinhando o futuro: Esse mesmo aluno que pede pro colega assinar a chamada, acha um absurdo o médico que só bate ponto e vai embora. Vai reclamar também do deputado que estava batendo dedo lá pro outro. Vai postar lá na timeline “É um absurdo!”

provas e colas

Esta é a pior parte e a maior prova de que ninguém se preocupa com educação. Durante os meses de aula, o aluno não fez nada. Porém, chegada a prova, não foi possível estudar todo o conteúdo ou simplesmente não estudou mesmo. Qual o recurso utilizado? Cola. A pessoa não cumpriu com suas obrigações como aluno, nada fez até o momento da prova, porém ele ainda quer obter bom resultado. Apesar de totalmente irresponsável, o aluno ainda acha plausível apelar para a cola. Ainda quer uma boa nota. Isso é o absurdo dos absurdos. A incoerência da incoerência.

Existem ainda casos mais absurdos. Aqueles que os alunos pagam outros para fazer a avaliação em seus lugares (preciso lembrar que aqui também se comete crime?). Chegamos ao ponto ridículo de precisar olhar documento dos próprios alunos por conta dessa atitude patética. Isso é literalmente comprar o próprio diploma. É ridículo querer o diploma mas não querer fazer nada.

Pai Rodrigo adivinhando o futuro: O aluno colador, que hoje é engenheiro porque pagou gente mais esperta que ele pra se formar, vai gritar “Abaixo a corrupção!” aqui na porta de casa. Ele também vai compartilhar um monte de reportagem sobre escândalos de corrupção e vai dizer que esse país não tem jeito.

o aluno, o patrão e o futuro

Enquanto considerou coisa de otário estudar quatro horas por dia, o aluno corrupto vai gastar 12h do seu dia, muito possivelmente, fazendo dinheiro pra outra pessoa. Ele não vai chegar pro chefe “alivia aí, chefe!”, “quebra essa aí, patrão!” porque ele sabe o destino de empregado molengão: rua. E ele vai dar duro, porque, ao contrário da educação superior, valoriza o emprego que tem. Sua timeline estará repleta de links contra a corrupção na política, contra desvio de verbas, enquanto continua perpetuando que colar não tem problema, assinar lista é “de boa” e pagar para fazerem suas avaliações é coisa de esperto. E assim continuaremos sendo essa sociedade que ainda não entendeu o valor moral e intelectual da universidade, pelos séculos dos séculos…

recomendações de leitura

  1. Meu filho, você não merece nada;
  2. Faculdade faz até reunião de pais contra ‘geração mimada’.
  3. Algumas verdades sobre a universidade que não te contaram
  4. Post sobre a repercussão do texto.

blog só que sim!

Depois de discussões motivadas por este texto, foi criado o blog Só Que Sim! (http://soquesim.blog.br/) na tentativa de instigar estudantes, cativar aqueles que ainda não adquiriram gosto pela leitura e debater assuntos diversos. A iniciativa veio de vários professores amigos meus e tenho o prazer de escrever lá também! Não deixe de conhecer o projeto!

edição

Olá, pessoal. Li todos os comentários e conversei pessoalmente com outras pessoas a respeito do texto. Refleti sobre as ponderações feitas e com o objetivo de alcançar um texto melhor e mais coerente, resolvi editá-lo. Acho que foi infeliz em algumas brincadeiras e o texto acabou ficando com uma falha na argumentação. Portanto, retirei alguns trechos que, no meu entendimento, conduziam o debate para o viés político. Lembrando que o objetivo do texto é discutir a postura dentro da ambiente acadêmico, não qualquer ideologia partidária. [26/06/2015]

Abraços,

Rodrigo

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289 comentários sobre “Como é dar aula no ensino superior e a corrupção na universidade

  1. Ulrich disse:

    Deixe-me ver se eu entendi. Um aluno corrupto é aquele que, como sintoma final, anda de carro cedido pelos pais, é contra o bolsa-família, reclama dos negligentes galenos e contrapõe-se ao status quo de poder partidário do PT….
    Suponho então que o aluno impoluto seja progênito de pais modestos, apoia assistencialismos e é idólatra da Dilma.
    Que torpe argumentação sem base alguma….

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    • R.R. disse:

      Olá, Ulrich. Obrigado pelo comentário. Não, sua suposição está completamente equivocada. Há um problema de lógica nela chamada de “se e somente se.” A afirmação que faço é apenas que existe, no mínimo, uma hipocrisia você criticar assistencialismos, taxar de vagabundo quem os recebe, mas achar normal pagar alguém para fazer as suas avaliações. Veja que não afirmo que a volta é verdadeira. Não estou dizendo que quem critica assistencialismos, por exemplo, é corrupto. Não. Esse é o problema da sua argumentação.

      Apoiar assistencialismos, ter pais modestos, não isenta ninguém de ser um aluno corrupto. E idolatrar uma figura política é meio ingênuo, né?
      Até mais!

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      • Ulrich disse:

        Meu Caro R.R.,

        O texto é claro na classificação condicional dos sintomas de quem tem certos valores avessos ao status quo. De fato, o texto não restringe todos os corruptos ao mesmo conjunto de sintomas. Mas, sem dubiedade, garante a classificação de quem é avesso ao status quo de corrupto e hipócrita. Caso contrário, por que assinalar tais enunciações que são talhadas e dirigidas á inequivocidade de valores? Que tal usar “… esse aluno que copiou o trabalho do colega irá querer também bolsa família, porque assim é tudo mais fácil “… ? Ademais, o condicional retroativo da argumentação não impede a exclusão de indivíduos com certos valores (os ditos de direita) da categorização de poluto de sua conjuntura numérica. Mas, a direção argumentativa evidente garante a exclusividade na ausência de condicionais ou marcadas generalizações (gráficas).
        Entretanto me satisfaço com a sua explicação (Post scriptum).
        Abraço

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      • Virginia disse:

        Ulrich, treine um pouco mais de Interpretação de Texto, ok? E pare de puxar a sardinha para o seu lado!
        O assunto aqui é sério e quem é professor sabe muito bem que estamos em uma terrível crise, na qual os jovens não fazem absolutamente nada se não tiverem uma vantagem nisso. Eu disse Vantagem e não conquista…
        Teremos um futuro negro com essa geração e isso não tem nada a ver com a politicagem que vocês insistem em colocar em tudo!

        Curtido por 2 pessoas

      • Jéssica disse:

        Adorei o texto perfeito e a pura verdade que acontece hoje nas faculdades.Eu já me peguei colando por não ter tido tempo pra estudar!Não dê bola mas sempre vai haver um idiota que vai se fazer e colocar palavras em sua boca…Está de parabéns R.R

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      • Lazaro de Assis Macedo Jr disse:

        Leitura funcional: Ler e interpretar como ator. Aluno corrupto corrompe, cola, mente e trapaceia. Esquece que trabalho dá trabalho, recordo que estudante é profissão de quem estuda.

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      • Max Montagnoli disse:

        Alguém que se da tempo para montar um texto desses, deveria ao menos ter a decência de admitir que foi tendencioso. Não sou professor de matemática, mas na física a gente entende bem de “se e somente se”, sim senhor. Mas os seus adendos nem entram nesse quesito, ficou como puro veneno mesmo, dando indiretas e depois acusando os outros de maus olhos, feio senhor professor, muito feio, ou melhor, se me permite plagiá-lo um pouco.

        Pai Max adivinhando o futuro: professor que escreve texto tendencioso, e depois pasma ao ver que as pessoas entenderam “erroneamente” o escrito.

        Mas o melhor mesmo foi o sr. cobrando respeito das leis de sua instituição, de seu país, cobrando que os alunos saibam seus deveres, quando assume no próprio texto que não o faz! Cobrar chamada é o seu DEVER! Tenha vergonha na cara e respeito pela profissão! Ou pelo menos a decência de não cobrar de seus alunos, o que vc mesmo não faz.

        É, a profissão anda bem difícil sim, e em parte concordo, o problema são as normas políticas que regem o atual sistema e a forma como a sociedade (alunos, pais, etc) enxergam a educação. Mas não somente isso, tem um monte de gente dando aula, em vez de ministrar aula.

        Enfim, tome cuidado. O sr. pode ser um bom professor (não o conheço), mas esse tipo de atitude, montar um texto cheio de indiretas, e reclamar pela má compreensão dos outros, no mínimo, é um problema sério como professor. Somos responsáveis por transmitir alguns conceitos e conhecimentos (mas não somente isso), e quando fazemos isso, sempre, reitero, SEMPRE, devemos nos preocupar em passar a mensagem da maneira mais clara possível. E desta vez posso afirmar, não foram interpretações precipitadas do seu texto, não sr., ou o texto foi realmente escrito de má fé, ou o sr. ainda não captou alguns aspectos básicos da profissão. Fique atento, sempre existe espaço para melhoras.

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      • estatisticaadistancia2011 disse:

        Parabéns pelo texto professor. Me parece que é professor da UFMG, uma excelente universidade pública. Agora imagine você essa situação na faculdade particular, onde aluno é cliente que diz como quer que sejam “as coisas”. É insuportável ver o resultado das avaliações, lidar com aluno parrudo, ter que escorregar de situações que podem lhe levar a demissão. Por exemplo, tive um aluno que sequer sentou na cadeira, reprovado por faltas, aparece aprovado (não fui eu) por média e por presença . Fazemos o que quando a corrupção é mantida institucionalmente? Há muito o que se rever na educação brasileira, mas muito mais na moral, ética e bons costumes de nossa classe rica, média e pobre brasileira. Por fim, concordo com o que disse sobre nossos alunos complemento: a maneira de ser dessa geração é: apática, isolada em guetos e incoerente nas ações e discursos. O remédio? sermos indiferentes?
        Grande abraço.
        Edvan Sousa

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    • Jack disse:

      Ulrich, com todo respeito, tem certeza de que você realmente leu TODO o texto? Se leu, você teve algum problema com a interpretação textual. Eu te respondo: não, você não entendeu nada do que foi escrito. Faça um pequeno esforço e leia novamente. Quem sabe com uma segunda leitura você perceba que foi feita uma correlação entre um aluno que reclama da corrupção na vida pública, mas pratica atos de corrupção em sua vida privada ao pedir para outros assinarem em seu nome a lista de presença, colarem em provas, etc.

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      • Ulrich disse:

        Caro Jack,

        Não estou discutindo o lamentável nível intelectual das instituições educacionais no Brasil, que tem como recorte o referido texto. Por favor, releia toda a minha argumentação em resposta ao R.R.
        Abraço

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    • Andrews Rodrigues disse:

      Não Urilch, a logica do raciocínio exposto é de que este aluno que falta, cola, pede para aliviar e bla-bla-bla será o cara do fora dilma e demais características citadas por vc. O que nao significa que todos que gritam fora Dilma foram alunos corruptos. Segundo as previsões do autor, e ele faz questão de destacar que são previsões destacando esta parte do texto, esse aluno “corrupto” tende a ser o cara que mais vai cobrar do outro coisas que ele mesmo nunca fez.O centro da discussão da-se mais neste aspecto, entendo eu.

      Agora, o texto é extremamente verdadeiro. Acho apenas que, talvez, deixar de lado o comentário “político” o valorizaria mais.

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      • Ulrich disse:

        Prezado Andrews,

        Não discuti as verdadeiras afirmações do referido texto. Me refiro ao cunho ideológigo claro (leia a minha resposta argumentativa ao R.R. acima).

        Abraços

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      • Willian Junior Partica Nogara disse:

        Refletindo sobre a parte: “Segundo as previsões do autor, e ele faz questão de destacar que são previsões destacando esta parte do texto, esse aluno “corrupto” tende a ser o cara que mais vai cobrar do outro coisas que ele mesmo nunca fez.”

        Estaria, portanto, o professor falando de si mesmo? Uma vez que admite não cobrar a frequência dos alunos em sala de aula, que seria sua obrigação??

        Ademais, o texto seria ótimo (fora o caso supracitado) caso não envolvesse conjecturas tendenciosas sobre política que foram claramente plantadas no texto com um viés ideológico. Ficou muito clara a intenção do autor de pintar algo de demoníaco em uma parte da população que se manifesta sobre o partido que ocupa o poder.

        Talvez, e digo “talvez” para ficar claro que trata-se de um pensamento meu, o nobre professor fizesse melhor se começasse por si a mudança que deseja ver no mundo. Somente dizer que “gosta de dar aula e o faz por amor” não é uma justificativa válida na batalha que é o mundo real, não passa de um sentimentalismo que demonstra uma certa fraqueza diante dos obstáculos da vida.

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      • Gilson disse:

        Procurei brevemente o significado do termo que você diz de fato estar criticando, o qual seja ideologia. Bem rapidamente, o conhecido Wikipédia define assim: “Ideologia é um termo que possui diferentes significados e duas concepções: a neutra e a crítica. No senso comum, o termo ideologia é sinônimo ao termo ideário, contendo o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas. Para autores que utilizam o termo sob uma concepção crítica, ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento ou persuasão, de forma prescritiva, alienando a consciência humana”. E continua: “Os pensadores da Escola de Frankfurt consideram a ideologia como uma ideia, discurso ou ação que mascara um objeto, mostrando apenas sua aparência e escondendo suas demais qualidades”.
        Já o dicionário Houaiss traz a seguinte definição: “ciência proposta pelo filósofo francês Destutt de Tracy (1754-1836), que atribui a origem das ideias humanas às percepções sensoriais do mundo externo”. A partir destes conceitos, concluo as seguintes coisas:
        1- as ideias que fazemos sobre as coisas estão ligadas às nossas experiências;
        2- devido às experiências que fazemos, inevitavelmente, todos temos uma visão de mundo (ideologia) que é subjetiva, por um lado, mas que pode ser, e é, a mesma de inúmeras outras pessoas;
        3- devido às experiências que fazemos, alguns entendem o termo ideologia a partir de uma concepção neutra e outros (acho você estaria neste grupo), a partir de uma concepção crítica;
        4- quando usamos da persuasão, fazendo inferências e deduções falsas ou inválidas, para tentar convencer outras pessoas daquilo que acreditamos, estamos mascarando a realidade e assumindo uma pseudo ideologia, o que pode causar danos piores do aqueles causados pelas ideologias que julgamos serem inadequadas.
        Um de nossos atributos, como seres humanos, é o de sermos políticos. Todos nos posicionamos, defendemos e assumimos um conjunto de ideias que, para nós, é o correto, adequado, melhor, justo, verdadeiro, qualquer que seja o termo aqui…Inclusive você. Ao manifestar sua crítica, você está defendo sua própria ideologia. E atento aqui para um fato que também surge a partir dos conceitos já vistos: ideologia não se resume a ideias ou opções partidárias.
        Às vezes, nossa ânsia por expressar aquilo que pensamos faz com que interpretemos e adequemos as palavras das outras pessoas ao nosso pensamento. Por isto é importante uma leitura crítica e atenta, como já foi dito aqui por outra pessoa, dos textos que consideramos oportunos.
        Por fim, concluo com outra ideia: o exercício que todos estamos fazemos aqui, argumentando e recebendo retorno das próprias opiniões, talvez seja uma boa alternativa para alguns dos problemas da atual educação brasileira citados no texto.

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    • Rodrigo Albuquerque disse:

      Caro Ulrich,
      O problema do Brasil é justamente esse: a maioria das pessoas de certa educação (como você) perdeu a capacidade de ler um simples texto e analisar o seu conteúdo, sem necessariamente ter que achar o diabo de uma ideologia política por trás. Eu, como cientista e professor da USP, tenho EXATAMENTE os mesmos problemas citados no texto do Rodrigo (e pasme, nem amo nem odeio o PT!). A análise dele é baseada em fatos que ele descreveu muito bem e os quais eu mesmo observo nas minhas aulas da USP. O descompromisso geral da maioria dos alunos e a falta de ética também generalizada na sala de aula é algo que me assusta nos dias atuais. Não julgue os fatos pelo partido político que VOCÊ ACHA que quem escreveu o tem, mas julgue pelo seu conteúdo.
      Att
      Rodrigo

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      • Ulrich disse:

        Prezado Prof. Cientísta político Rodrigo,

        Novamente, não discuti as questões verdadeiras do texto. Mas questiono o cunho ideológico, o que é muito comum nas universidades brasileiras (vide a FFCLRP).
        Leia a minha argumentação á resposta do R.R.
        Abraços

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      • Dyotima disse:

        Nossa Rodrigo! O texto é muito bem elaborado. E de fácil entendimento. Acho que nós professores do ensino superior, depois de tanto estudar,pesquisar, participar de congressos, grupos de discussões, seminários e tudo o mais que temos de fazer para ficarmos atualizados para o bom exercício de nossa profissão estamos sendo desrespeitados de tal maneira, ao ponto de não podermos fazer nossas observações sobre o ambiente de trabalho no qual convivemos. E observações, como as que contêm no texto, com intuito de melhorar este ambiente. A questão que fica, diante de algumas resposta que li por aqui é sobre o despreparo intelectual destes estudantes para uma reflexão crítica e criativa sem a influência malsã do poder mediático.
        Saudações,
        Dyotima.

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      • Thomas disse:

        O que o Ulrich está tentando dizer é simples: o texto é muito bom e verdadeiro, mas desnecessariamente ataca opositores do PT. Também acho isso errado, pois o texto seria bem melhor sem essas previsões.

        Tendo dito isto, também acho que o problema de corrupção no Brasil começa da base, em pequenas colas e pedições de ponto. Mas isso está dos dois lados. Sou formado na UFES e ambos meus amigos “pro-PT” e “contra-PT” colavam, e os dois lados “políticos” estavam entre os que não colavam. A relação entre “corrupção na educação” e afiliação politica é inexistente.

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      • Nicolas disse:

        Thomas, em que parte do texto o autor critica os opositores do PT? Não vi a menor menção a partidos políticos ou até mesmo a ideologias políticas ao longo de toda a leitura.

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    • Sandra Cristina Rodrigues Lopes disse:

      Parabéns, Rodrigo! Seu texto é o grito agonizante dos docente, Brasil afora… Sinto-me representada nele. Sonho com o dia em que teremos professores éticos ministrando aulas a alunos também engajados no mesmo senso ético. Mas não percamos a esperança e continuemos a exercer o nosso sacerdócio com responsabilidade. Afinal, há sementes que cairão em terreno fértil…
      Deus o abençoe!

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    • Ronaldo disse:

      Você fala como se a faculdade ensinasse algo útil… Como se os pr0’ofessores universitários tivessem conhecimento além da bibliografia básica de seus cursos… Fala como alguém que não frequenta aula de professores sem didática e sem afetividade não consegue aprender lendo livros ou frequentando biblioteca… Como se decorar conteúdos e ir bem em uma prova fosse mais importante que saber onde adquirir o conhecimento.. Faculdade, da maneira que é estruturada é um lixo… Se fossem decentes, não precisariam de provas e nem lista de chamadas, que ninguém se ausentaria das aulas, tampouco colariam…

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      • christiane disse:

        Ronaldo, sou professora universitária na UFLA. E esse mundo que vc sugere em que há um conteúdo e uma forma perfeita de ensino com todos os professores perfeitos e alunos ultra responsáveis, extremamente interessados e conscientes de que adquirir o conhecimento de todo o currículo pleno é indispensável a sua formação é UTÓPICA.
        Na universidade aprende-se, além do conteúdo, a convivência humana, que é sempre imperfeita. Há professores e alunos bons e ruins.
        Penso que se os profissionais,que estão hoje graduados e praticando suas profissões com competência, é porque aprenderam muita coisa útil na universidade. Se na sua universidade
        não ensina nada útil, há um problema na instituição ou em você. Sugiro que repense para que vc está nela.

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      • Ronaldo disse:

        Acredito a ética e a educação para a ética e liberdade o mais importante. Ser professor universitário não torna a pessoa inteligente, tampouco possuidor de didática, inclusive, não existe nenhuma faculdade que eduque licenciandos, por exemplo, para o exercício de sua profissão…. Tenho contato diário com professores da USP, e com isso consigo analisar o sectarismo da maioria dos professores, que educam pela simples manutenção do status quo. Agora, se você quer ser um profissional ético e educar em favor de uma sociedade falida, não da pra compreender o que você entende por ética. Por utopia eu consigo imaginar do que você fala, mas se sonhar por um mundo melhor é ser utópico, tenoho dó dos alunos dessa Federal. Em minha formação eu contava as aulas para não reprovar por falta e sempre tive notas máximas em todas as matérias. As únicas coisas que aprendi com meus professores é como não ser um professor.

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      • João Carlos disse:

        Hahaha… chega a ser hilária a sua argumentação, Ronaldo… De que adianta saber ONDE adquirir um conhecimento se você NUNCA faz o esforço necessário para adquiri-lo? O que o texto busca trazer à tona é exatamente a discussão sobre a PREGUIÇA extrema dos estudantes atuais que só querem usufruir dos benefícios de um título, sem fazer nenhum esforço para tal.

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      • Hamilton disse:

        Ronaldo, entendo perfeitamente o que você está tentando dizer. Nas duas universidades por onde passei, uma no Brasil e uma na Europa, eu pude ver muitos professores “câncer”, porém, os brasileiros eram piores, sem dúvida. O que quero dizer é que (falo da área de exatas) muitos desses sujeitos não levam jeito para serem professores e ainda assim insistem nessa ideia e com isso acaba alastrando toda sua mazela por dentro de turmas e turmas. Era claro para mim e todos os meus colegas, que quase 100% dos professores que compunham o departamento, na época, não tinham a mínima condição de formar os engenheiros que o país precisava por se tratarem de pessoas com uma grande deficiência na didática acadêmica e experiência profissional. Eu ficava me perguntando por que diabos o governo permitia que um cara que nunca saiu de uma universidade (sem experiência profissional) pudesse dar aulas para as pessoas que iam cuidar de coisas tão importantes. Imagina um professor de cardiologia que nunca viu um coração batendo em um peito aberto… Pois é, com certeza, mais da metade dos professores dos cursos de exatas nesse país sofrem desse mal. Não tenho dúvidas que existem muitos problemas com os alunos, mas também não tenho dúvida que o ensino superior no Brasil está bastante comprometido devido aos indivíduos que o compõe.

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    • Nayara disse:

      Caro Ulrich, todos aqueles que apontaram sua falta de interpretação de texto entenderam bem sua posição oposta as previsoes do texto que segundo voce contem uma ideologia de que “todo mundo que eh fora PT eh corrupto”; essas pessoas nao precisam reler sua argumentação, voce eh quem deveria reler o texto e perceber que a sua interpretação foi erronea, pois nao eh isso que ele diz e utilizando de uma minima interpretação textual eh possivel entender isso. Eu poderia fazer todo um texto traduzindo o que o autor quis dizer com as comparações, que foi o que muitos fizeram e voce os ignorou e quis mudar a pauta pois, lendo a “tradução ” do texto e percebendo sua interpretação erronea voce nao quis assumi-la, e preferiu mudar o assunto para o objeto que voce quer atacar, a ideologia politica, mas eu acho que as pessoas tem de corrigir seus erros de leitura elas mesmas relendo aquilo que mal interpretou. (partindo do pressuposto que voce nao ignorou essas partes do comentário, e que voce eh humilde o suficiente para entender que, de todos os comentarios, se o seu eh o unico que interpretou o texto com essa malicia, entao aquele com a interpretação errada eh voce, e nao os outros que tentaram lhe ajudar a entender o que realmente foi escrito, sem colocar suposições a mais)

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    • Katz disse:

      Não se preocupe R.R, a probabilidade de sua adivinhação vir a se concretizar é muito pequena nos dias de hoje. O problema é que esses mesmos alunos apontados por você não são de direita e têm grande probabilidade de serem de esquerda, de terem votado no PT e também acharem que o mensalão não existiu. Eu adivinho que eles um dia serão políticos, professores esquerdistas de universidades e também acharão que quem fura uma fila não pode falar nada de quem rouba 5 bilhões da Petrobrás.

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    • AJ disse:

      A universidade é cheia de professores doutores que por seu mérito claro se acham a última bolacha do pacote, o gás da Coca Cola mas não sabem compreender as diferenças entre seus alunos, as diversidades de cada um!
      Ah… teve filhos! Tem que cuidar dos pais idosos além de trabalhar, cuidar da casa e dos filhos. Foda-se! O problema não é meu eles dizem. Tudo bem… realmente não é deles. Mas eles não podem e não devem desestimular os alunos que apesar de todas as adversidades estão ali tentando e dando o máximo de si. Sim, porque tem alunos que dão o máximo de si e ainda não são bem sucedidos porque sua vida não é somente o trabalho e a universidade.
      E mais… a universidade não é uma prova de 100mts razos e sim uma maratona. Nem sempre o que se forma primeiro vai ser o melhor no mercado de trabalho.
      Eu serei professor de matemática e serei humano!

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      • Oscar Ferreira disse:

        Eu já fui aluno. Trabalhei e estudei simultaneamente desde os 16. Estudei a licenciatura no Brasil e o mestrado e doutorado na França. Na minha volta as aulas, já como professor concursado de Matemáticas, observo indiferença para o estudo de uma boa parcela dos alunos. A grande maioria não se interessa pelo aprendizado em si. Há pressa por receber o diploma, inúmeras desculpas para conseguir o objetivo com o esforço mínimo possível, pedidos tipo “pega leve professor”, “vai deixar trabalho no lugar da avaliação?”, freqüência conta ponto na nota?”, “pode fazer a avaliação em dupla/ em casa?”…são comuns. No meu tempo de aluno, se você estava ali era para estudar, pois ninguém era obrigado a frequentar sala de aula, se não gostou, se não tiver tempo, disposição, ganas para estudar as portas estavam abertas para procurar melhor caminho.
        Acredito que que decidiu estudar tem que fazer isso ESTUDAR, e a informação, material didático… está disponível e de graça o resto, notas, diplomas virão como consequência desse esforço e isto não tem nada a ver com partido político.

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    • Zzzzzzzz disse:

      Não era isso que estava escrito no texto. O foco do texto é outro. Muito mais profundo. A universidade está formando um bando de gente faz de conta.

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    • Flávio disse:

      Interessante seu desabafo.
      Mas fico pensando se tudo é “culpa” do aluno, como exposto. Será que não é o momento de rever sua forma de ensinar Matemática, de avaliar o “conhecimento” dos alunos, de se relacionar com os mesmos???
      Falo isso, pois hoje existem comprovações que aulas expositivas e exercícios cognitivos nada mais são que isso… cumprir tarefa e receber o retorno dos alunos como vc expôs anteriormente.
      Sugiro pesquisar sobre novas metodologias de ensino, de avalição… e novas formas de ensinar, sobretudo, matemática. Abraço!

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    • Marcel disse:

      Acho válido inserir no texto outro ponto de vista. Aquele do aluno que se esforçou, se preparou, gastou tempo, abdicou de diversão e lazer para ser aprovado em uma universidade pública e quando alcança seu objetivo se depara com uma universidade com professores incapacitados para dar aulas, sem didática, que entendem que na universidade o lema “se virar” deve ser absoluto para um aluno, pois isso facilita ao docente se preocupar mais com sua pesquisa (onde recebe mais incentivo financeiro) do que a qualidade de sua aula ou dar suporte ao seu aluno. O docente entende que porque o aluno foi aprovado no vestibular, este será capaz de trabalhar com qualquer ferramenta, elaborar extensos relatórios, realizar ensaios, todos esses que têm relação com o ramo de pesquisa do docente, mas talvez não seja proveitoso para o mercado de trabalho. Assim, temos alunos e docentes sem autoestima e comprometimento para desempenhar sua função, mas de quem será a culpa?

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    • Pedro disse:

      Acho interessante a total isenção de responsabilidade do professor universitário na qualidade do ensino. Não sei se já foi discutido anteriormente nos comentários abaixo, mas preza-se muito mais a nota obtida do que o conhecimento adquirido. E enquanto o querido corpo docente das universidades do país, vulgo semi-deuses, julgarem suas ações no ofício como ininquestionáveis, essa realidade não vai mudar. PS: digo do país, porque minha experiência no exterior foi bem distinta da que presencio na “melhor Universidade do país “.

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    • Nilson disse:

      É completamente insano as críticas deste resto porque a veracidade nele citada e exatamente confirmada. Então como ter melhorias se os futuros engenheiros , médicos, jornalistas, Educandos, políticos , etc.
      Eu aredito e ajudo o cumprimento deste matéria, por isso, dia 23 de fevereiro estaremos na assembléia legislativa às 14 hs para protestar por melhorias desde antes até o presente momento .

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    • Artur Moura disse:

      Falar sobre educação é sempre um assunto controverso, que nas salas dos professores trás muitos debates e discussões, e por isso mesmo, muitas vezes, evito expor minha opinião e até mesmo, relutei por escrever esse comentário. Bom, como sou professor de Matemática, mega apaixonado por essa profissão, achei que seria uma contribuição interessante. Muitas coisas que você relatou que ocorrem com os alunos do Ensino Superior, começam na realidade no Ensino Básico. Primeiramente, para bem valorizar nossa profissão, sugiro que troque a expressão “trabalho por amor” por “trabalho com amor” isso passa a falsa impressão para nossa sociedade que nossa profissão não precisa ser bem remunerada, pois trabalhamos “por amor” e não “por necessidade profissional”. A parte disso, retomando os problemas que você citou, eu percebi que muitas vezes você falou nos alunos (prefiro chamá-los de estudantes) e no sistema de corrupção da Universidade por parte deles, por conta de colas, assinatura de listas de chamadas, copias de trabalhos, entre outros. Realmente isso é verdade por conta do sistema de troca, que você mesmo citou a nota e não aprendizagem. Mas não podemos colocar a culpa disso exclusivamente nos alunos, seria como colocar a culpa da corrupção do Brasil exclusivamente no num só partido. Esta no sistema, nós, sociedade (professores, diretores, ENEM, ENADE, pais de alunos, seleção, OBM, …) damos um valor muito grande para nota, assim como a sociedade da valor muito grande para o dinheiro. Gosto de impactar as pessoas com a pergunta “Ta, mas e se não tivesse nota, o que você (ou seu filho, seu aluno) iria vim fazer na escola?” Quando li o título do teu texto, achei que você traria a questão da corrupção nos processos de seleção de bolsas, nos processos de seleção de professores, quando professores colocam o nome em pesquisas de colegas para ganhar Qualis…
      A mudança nesse ciclo vicioso de recompensar o aluno com nota não vai partir deles, deve partir do sistema, onde nós professores temos mais poder para corromper do que os alunos. Será que o que ensinamos realmente tem relevância? Será que os processos de avaliar os alunos não contribuem para formação de um cidadão corrupto? Será que as Escolas e as Universidades estão cumprindo o seu papel de formação de cidadania?

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    • Fernando Juniir disse:

      Percebe-se claramente a falta de interpretação de texto na sua formação. Acho que você se inclui perfeitamente neste texto

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    • Daniel disse:

      Eu já tive alunos que reclamavam do sistema que só beneficia os que estudam, fizeram abaixo assinado e tudo, o pior é que em IES privadas os gestores dão ouvido a essa corja

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    • JHON disse:

      Gostei bastante do texto, realmente retrata bem o que acontece nas escolas, faculdades e universidades. Acredito que existem “profissionais” ruins em todas as esferas da sociedade, tipo: aluno ruim, médico ruim, político ruim etc. Pelo visto, você foi um aluno brilhante! As pessoas que eu conheço e fizeram tal feito (não ir a aula, e estudar) foram os melhores alunos da turma e curso. Realmente é um.pouco desmotivante, mas apesar de tudo, sempre aparece um bom aluno para deixar o educador feliz, e quem sabe até incentivar para que esse aluno seja um candidato a “sucessor”. Por fim, gostaria de lembrar que “bad teacher” existe também. Atualmente estou fazendo doutorado em estatística e já conheci cada “professor”, que é brincadeira. Muita gente acha que ter um alto grau de instrução, é sinônimo de educação. Acredito que isso deveria ser ensinado também nas universidades. Conheço professores que no primeiro dia de aula, entrega uma folhinha com o plano de aula e alguns conselhos de bons modos. Acredito que fui um bom aluno (não sou um gênio) e os bons modos que hoje eu me esforço para ter, eu aprendi sozinho! Por algum motivo, a escola não me ensinou. Abraços…

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    • Patricia disse:

      Essa é a mais pura verdade sempre tem pessoas querendo ser espertinhas, copiando dos outros, pagando para realizarem seus trabalhos mas que profissional será este? Eu sei bem aquele péssimo profissional que não sabe nada , não pode argumentar nada, porque nunca tem respostas. aquele escorado, que não faz nada, só trabalha pelo dinheiro, aquele frustado, mal resolvido porque leva uma vida toda como diz o ditado “empurrando com a barriga”. Pensa ele ser maior e melhor que todos sem saber o coitado que não passa de um simples nada, um zero, uma porcaria fútil e vazio.

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  2. adriana disse:

    Boa tarde professor!
    Vi sua postagem e lembrei automaticamente dos melhores anos de minha vida, os anos do ensino medio, pq ainda nao tive força de vontade o suficiente pra fazer um ensino superior entre tantas demandas de minha vida o q nao convem contar aqui.
    Suas estorias sao bem frustantes mesmo, eu fikei aqui imaginando como seria se eu fizesse pedagogia e me visse em sala com alunos assim, realmente nao saberia como resolver o problema, mas eu lembro como era “sofrido ” estudar matematica, e como ei odiava a grande parte dos professores dessa materia pq eles geralmente sao bons em resolver os problemas , porém são difíceis de motivar os alunos ao entusiasmo do conhecimento nela, alguns se quer conseguem passar o conhecimento, qm dirà fazer eu gostar de aprender…. nao imagino estar falando com um deles, por favor me entenda. Mas eu quero aqui lhe parabenizar pelo esforço de continuar mesmo qndo um tsuname se levanta . Você é digno do meu respeito e admiraçao, nao desista! Nao existe super -homem o q existe e sobra no Brasil sao heróis anônimos como vc q vendo o mundo se acabar ainda está plantando sementes e esperando o momento da chuva.
    Aqui todo o meu respeito pelos meus professores e mestres de todas as faixas, pq o q tenho visto como quem vê a existência é q todos querem ter o melhor e viver o melhor, mas poucos tem compromisso com o q deseja. Por esses q são poucos é q vale todo esforço. Multidoes sao como numeros, mas as operaçoes matematicas se fazem com alguns, e o resultado so se vê depois de muito esforço.

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    • R.R. disse:

      Obrigado pelo comentário tão simpático, Adriana.
      Entendi perfeitamente o que você quis dizer. Não te entendi mal, não se preocupe.

      Te desejo toda sorte do mundo e que a sua vida lhe dê a oportunidade e motivação para fazer um curso superior. Não porque é melhor quem tem diploma, mas sim porque a experiência pode ser muito enriquecedora.

      Abraços

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  3. Ricardo disse:

    A lógica está perfeita, a grosso modo vivemos numa nação de hipócritas, que ignora sumariamente os próprios “deslizes” para ficar condenando o dos outros.

    Agora, como já notado antes, o texto tem o fortíssimo vício de em todas as sessões intituladas de “Pai Rodrigo adivinhando o futuro” imediatamente inferir que, no futuro, os alunos canalhas vão ser as pessoas que hoje chamamos de “direita” aqui no Brasil. Isso é intelectualmente desonesto.

    Todos sabemos que canalhice é independente de orientação ideológica e pelo menos metade destes alunos seus vai se enfiar num partidinho “operário-comunista-do-povo” e ficar gritando que corruptas são as empresas que exploram o trabalhador, que precisamos dar a ele o nosso dinheiro para que ele redistribua (para si, com grande probabilidade), ao mesmo tempo em que vive do dinheiro doado ao partidinho por bancos e empresas de grande porte. Isso se não arrumar um cargo público (de preferência sem concurso, mas concurso armado também serve) e viver muito bem às custas do dinheiro dos impostos. Muita gente assim já gritou “Fora FHC” e vai gritar “Fora Fulano” assim que o Fulano em questão não lhes incluir no banquete.

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    • R.R. disse:

      Oi, Ricardo. Bacana seu comentário.
      Sim, o texto tem uma falha de “previsão”. O tema é hipocrisia, não ideologia partidária.
      Ainda penso em corrigi-la deixando claro as modificações. Uma simples modificação seria apenas englobar os vícios da vertente que chamamos de “esquerda”.

      Abraços

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  4. Marcos disse:

    Prezados,
    Eu sou professor de uma das melhores universidades Federais do país. Eu observo sim a falta de comprometimento dos alunos com a educação. Eu observo sim que muitos alunos não valorizam a oportunidade que esta sendo dada e infelizmente perdida. Eu observo sim que muitos alunos não entendem que o conhecimento é mais importante que diploma.
    Contudo, eu observo a mesma falta de comprometimento de alguns colegas. Eu observo docentes que aplicam provas sobre conteúdos que não foram dados em sala de aula. Eu observo docentes que respondem a questionamentos com um “coice”, para que o aluno não volte mais a se manifestar em sala. Eu observo professores que reprovam alunos por um décimo, assumindo que sua correção segue uma metodologia perfeita, ideal, sem falhas.
    Adicionalmente, eu observo que a universidade não oferece apoio ao aluno que esta apresentando dificuldade em fazer em se adaptar. Alunos reprovam repetidamente na mesma cadeira e não há nenhuma forma de aconselhamento.
    Imagino que neste contexto quando se fala sobre de corrupção, estão utilizando a definição mais ampla da palavra; do latim corruptus, que significa quebrar algo, decompor ou deteriorar algo. Neste caso eu concordo que o termo se aplica adequadamente sobre a relação aluno/professor/instituição estar se deteriorando.
    Acredito que o caminho para esta discussão deve ser norteado por algumas perguntas:
    O que se espera dos nossos jovens profissionais?
    O que os professores esperam dos alunos?
    O que os alunos esperam dos professores?

    Finalmente, eu observo sim que a educação tem o dom mágico de mudar a historia das pessoas e que muitos alunos e docentes abraçam esta ideia.

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    • Celso disse:

      Concordo bastante. Passei por diversos problemas que você citou até que pude concluir meu curso. O que vejo hoje é a falta de certos valores nos impele a simplesmente “vencer a concorrência”. Sou solidário ao texto, que reflete o “calvário” diário do professor, mas acredito que a solução só virá se houver uma mudança geral de comportamento: da instituição, do professor e do aluno.

      Estudar deve ser feito pelo prazer de aprender algo e não para ser melhor que alguém.

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      • Rogério disse:

        Os dois textos são totalmente coerentes tanto do Pai Rodrigo tentando adivinhar o futuro quanto do Professor Marcos. Já fui Professor de ensino primário a cursinhos pré-vestibular e técnico e vejo que a falha na educação vem lá de baixo, vem da família! Da educação familiar.E muitos desses docentes sitados pelo Marcos fizeram parte daqueles alunos que “alivia ai sor”, “vale nota?”, “alguém sabe a resposta?”. Se disser que nós docentes nunca fizemos nada de errado enquanto alunos estamos sendo hipócritas. Alunos chegam ao curso superior cada vez “pior”. Hoje não dou mais aula mas minha esposa sim. Vejo o quanto ela “sofre” com esses alunos sem base de nada, conhecimentos técnicos, educação, ética, etc. que chegam “na faculdade” querendo seu diploma. Fica meu questionamento, o que podemos fazer para melhorar isso???
        Parabéns professor pelo excelente texto!

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      • Gabriela disse:

        Achei muito sensato o seu comentário, pois ambos os lados tem sua opinião… E eu ia justamente comentar sobre o texto, com a minha:

        Para o texto original:
        Se você que escreve o texto for um professor responsável, e que não fica de onda só pra agradar os colegas, mesmo quando estes estão errados, dou razão a ti. Mas como aluna, se você é exatamente igual aos alunos dos quais reclama, porém ocupando um posto “superior”, digo que se torna apenas mais um bosta mole por aí, falando flores e fazendo merdas… Quem dera se um dia os professores fossem tão amigos dos alunos a ponto de se preocuparem com a sua formação. Se um dia eu for professora, que eu tenha sabedoria para praticar o que eu disser, não falar da boca pra fora e não representar apenas mais uma dos tantos anormais que existem berrando suas opiniões por aí como se os alunos não fossem adultos e não tivessem nada a contribuir..

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    • R.R. disse:

      Oi, Marcos. Sim, você pontuou vários fatos existentes na universidade. Mas acho que, devido à sua importância, caberia um post apenas para abordar este outro lado da moeda.

      Acho que você deu um bom norte para discussões futuras. Passa por aí mesmo!

      Abraços

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  5. JJ disse:

    Olá Professor,
    Achei o texto interessante e gostaria de expor minha opinião como aluno de ensino superior sobre o tema, já que discordo de alguns pontos e gostaria de ter um debate com um ponto de vista diferente. Sou aluno de um curso de engenharia e estou prestes a completar o curso, de modo que tenho uma visão ampla do ponto de vista do estudante de graduação sobre o sistema universitário. Minha argumentação abaixo não é baseada no perdão à corrupção ou algo do gênero, o que é importante deixar claro. Sou também contra as atitudes citadas no texto e entendo o lado do professor.

    O ponto principal que gostaria de abordar são as causas da corrupção no sistema universitário, no caso colas, cópias de trabalho, falta de empenho dos alunos, entre outros. Minha opinião é que quando a corrupção ou qualquer problema é sistêmico, a causa dela não são os indivíduos, mas o sistema em si. No caso, o sistema universitário brasileiro, na minha opinião, é muito defasado em relação à realidade moderna dos estudantes.

    Por exemplo, no curso de engenharia ao qual frequento, é normal termos 30 horas de aula por semana (presença obrigatória). Supondo que para cada hora de aula teríamos que estudar outra hora para absorvermos o conteúdo de forma adequada, teríamos uma jornada de estudo de 60 horas semanais! Comparando com uma jornada de trabalho normal, de 40 a 50 horas semanais, onde nem todo o esforço é exclusivamente intelectual, fica claro como apenas alguns alunos estariam aptos a cumprir essa jornada durante 5 longos anos de curso. Esse excesso de carga horária leva a meios de burlar o sistema e facilitar a vida, como colas, cópias de trabalho, etc. Não há também tempo para o aluno frequentar monitorias e mentorias, pois normalmente os horários dessa são horários de aula.

    Outro ponto é o conteúdo cobrado nas avaliações. Por exemplo, em muitas matérias o conteúdo é exclusivamente baseado em decorar fatos ( o que claramente estimula a cola no momento da prova), desmotivando completamente o aluno. Sei que esse possivelmente não é o caso das matérias de matemática lecionadas pelo senhor, mas vale em muitas outras.

    A forma de avaliação é outro fator crítico. Muitas disciplinas contém apenas provas, que são uma forma não perfeita de avaliação. Além disso, caso hajam trabalhos, normalmente o tempo é escasso de fazê-los, já que, como dito anteriormente, temos 7-8 outras matérias para nos preocupar.

    Tenho diversas opiniões sobre outros tópicos, mas considero esses os mais relevantes. Acho que a discussão deveria se voltar para o sistema de ensino, e não para o aluno como indivíduo. Em uma analogia à política como o senhor faz no texto: o que leva à corrupção na política? Apenas uma questão de desonestidade e cultura, ou uma questão sistemática e estrutural? Minhas sugestões iniciais seriam pensarmos em um sistema parecido com o Americano e Europeu de ensino, adaptado à realidade brasileira, onde a maior carga horária não é em aulas, mas sim em casa. Atividades e trabalhos de desenvolvimento de projetos, onde é impossível colar, já que um raciocínio lógico deve ser desenvolvido ao longo do semestre (por exemplo, projete uma asa de um avião, um andar de uma casa, aplique as EDOs na solução de um problema real), além de listas de exercício, são na minha opinião mais construtivos do que provas. Por enquanto é isso.

    Obrigado pela atenção.

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    • R.R. disse:

      Ótimas observações, JJ.
      Tudo isso deve ser discutido. Realmente, os cursos de engenharia são conhecidos por terem carga horária gigantesca. Na matemática, era mais comum poucas matérias, mas com mais créditos. Já tive disciplina de 8 créditos. Pretendo escrever um texto sobre isso e seu comentário será fundamental.

      Abraços

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      • D.L disse:

        Olá J.J, concordo com tudo que você escreveu. Sou aluna de Engenharia Geológica, e acredito que os fins justifica os meios, creio eu que o que deve ser mudado e o método de ensino. Esse método padronizado, que te obrigada a ser bom em tudo. Realmente essa corrupção dos alunos e vergonhoso, mas será que alguém já parou para pensar o que tem de errado? Não seria mais interessante aulas de cálculos e físicas voltada para (por exemplo meu curso) Geologia? Não seria mais interessante desenvolvimento de projetos durante o curso relacionando o calculo com a geologia? Isso iria incentivar o aluno a criar, a desenvolver, e seria algo que não pode ser copiado. Talvez existam formas de fazer com que o aluno se interesse mais pela matéria quando e relacionada ao seu curso, e não apenas provas e decorebas.

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  6. guilherme disse:

    Completo abismo lógico entre uma prática e uma convicção política. Mudem todos, menos a minha conduta profissional… texto bem egocêntrico.
    Não há dúvidas de que o brasil está no ralo e sempre que vejo essas manifestações entendo que quem colaborou para isso nem se da conta.
    São os seus formandos que pagarão a sua aposentadoria, torça para que tenhamos água ainda até lá..

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  7. André Rocha disse:

    Sinceramente, como aluno de Universidade Federal, eu acho interessante ver o lado dos Docentes pois sem que muito do que você falou acontece. Mas, cá entre nós, você realmente acha que estudar 4hrs por dia de cada disciplina que estou cursando no semestre é possível em um curso integral ? E vou mais além, e quando você estuda mais do que 4hrs por dia em uma disciplina, mantém uma média acima de 7 em todas as disciplinas do semestre, exceto em uma, que você fecha com média 1,6 ( Cálculo 1 ), você realmente acha que o problema é o aluno ? Eu acredito plenamente que não, ainda mais quando isso acontece com uma sala inteira, de 65 alunos 1 foi aprovado e o Professor ainda tem a capacidade de compartilhar o teu texto em sua “timeline” como se os alunos fossem o câncer do sistema educacional brasileiro. Sinceramente, eu tenho pena de muitos professores da Universidade que eu estudo. Muitos deles parecem satisfeitos ao reprovar 98% de uma sala, eu no lugar deles estaria completamente insatisfeito pois não consegui cumprir meu papel como educador.
    Admiro e respeito o seu ponto de vista mas acredito que é de suma importância fazer uma análise clara do que realmente acontece em uma Universidade, é muito fácil jogar a culpa pro lado dos alunos e taxá-los de folgados, corruptos e por aí vai….
    Como disse, concordo com você de que existam sim diversas pessoas como você citou, mas o buraco é bem mais embaixo colega.
    Como funcionário público eu já presenciei diversos professores que não fazem a mínima questão de dar aula, devem estar na Universidade pelas famosas pesquisas e quando precisam dar aula, o fazem daquele jeito…

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    • Rodrigo disse:

      Concordo.. Tambem sou aluno de federal e acho extremamente dificil conseguir garantir uma quantidade de tempo satisfatória para estudo fora das aulas em cursos integrais. Não sem sacrificar boa parte da sua vida social (que, é de extrema importancia, mesmo não valendo nota) e sanidade mental (risos).
      Também compartilho da indignação com professore com taxas médias altíssimas de reprovação. Já tive aula e tenho conhecimento de muitos professores que reprovam mais de 80% de cada turma e tenho sérias dúvidas se o problema seria de fato os alunos ou a metodologia de ensino e/ou avaliação do próprio professor que nao possibilita o aprendizado eficaz.
      Pra mim, um dos maiores problemas do ensino superior no Brasil é a quantidade excessiva de matérias que, ao meu ver, não deveriam estar na grade curricular, que acaba inchando e tirando a possibilidade de uma melhora no ensino de outras matérias (pois nao é possivel fazer projetos, etc. E a diminuição do tempo de estudo fora de sala). Por exemplo, o curso de gerontologia daqui possui a matéria obrigatória de economia de empresas (risos). Entre outras.
      Acho que botar a culpa toda nos estudantes é um equívoco.

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      • Marcus Vinícius disse:

        Meus caros,
        A formação acadêmica é uma fase de sacrifícios, principalmente na pós-graduação. Ou a pessoa se dedica, ou o mercado seleciona. Levem em consideração também que a capacidade intelectual do ser humana também apresenta variabilidade, tanto quanto a cor do cabelo, estatura, etc… É mais evidente ainda que essa capacidade pode ser melhorada, e muito com muito exercício mental. O cérebro humana é como um músculo – se é exercitado, se desenvolve mais. No entanto, mesmo assim, há pessoas que mesmo com muito mais treinamento, não conseguem alcançar um padrão de raciocínio acima da média. Ou seja, formação acadêmica não é para qualquer um, ou pelo menos não deveria ser. O que acontece hoje é são gastos milhões de reais em bolsas de estudos anualmente na formação de profissionais desqualificados que nunca irão atuar na área em que estudaram.Seria porque não empregos suficientes? De jeito nenhum.
        Aí fica a pergunta. Quem desses alunos está disposto à sacrificar parte da vida pessoal (nas atividades extra e horas de estudo intenso) para conseguir alcançar o mínimo de conhecimento para se tornar um bom profissional. Pelo jeito esse não é seu caso.
        Meu amigo, como eu disse – a variabilidade na capacidade intelectual é fato. Vida acadêmica não é pra qualquer um. Se vocês acham injusto, tome outro rumo na vida e pare de ocupar a vaga de alguém que talvez poderá se tornar um profissional excepcional. Fico feliz que da turma mencionada, 1 aluno foi à frente. Com certeza essa pessoa dedicou boa parte do tempo extra estudando e se preparando.

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      • nerdentediado disse:

        Você realmente acha que em uma turma de 65 alunos, em que somente UM passou, a resposta para a reprovação dos outros 64 é simplesmente que eles não se esforçaram? Parabéns, você faz parte do problema então.
        Se existe uma taxa tão absurda de reprovação, me desculpe, mas o educador falhou em cumprir seu papel.
        Sua resposta para os problema é extremamente simplista: “Ah, os alunos vagabundos não estudam”.
        Não. não é só isso! O jeito como o ensino superior público está estruturado e falido é um dos grandes problemas. Professores que simplesmente não podem ser demitidos e que por isso não ligam a mínima para a qualidade de suas aulas e nem ao menos se dão ao trabalho de se atualizarem sobre sua área.
        Na minha faculdade, tem professor que simplesmente dá uma aula horrível, todos reclamam, inclusive o chefe do departamento, e ele simplesmente não pode ser demitido/afastado. Então fica lá, todo semestre reprovando 90% da turma. Outro professor, usa métodos e ferramentas completamente arcaicos, sendo que está na área de tecnologia, não se deu ao trabalho de se atualizar numa área que se modifica constantemente. Enfim, alguns exemplos de que sua explicação simplista não está nem perto de explicar os problemas do ensino superior.
        Enfim, essa é minha ultima mensagem, me recuso a debater com quem não está disposto a ver o outro lado da moeda. Certa vez li uma citação dizendo algo como: nunca discuta se não estiver disposto a mudar de opinião sobre o assunto (Ou algo próximo disso). Pense nisso.
        Abraços

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    • R.R. disse:

      Oi, André.

      Primeiro, isso deve ficar claro, pontuar um problema não significa dizer que ele é único problema, certo? Não estou dizendo, e nem acredito nisso, que o único problema são alunos! Longe disso! Ainda sou aluno. Faço doutorado e precisei fazer disciplinas. Tive professores problemáticos, com posturas parecidas com as que você citou.

      Sobre este texto, ele trata da corrupção dentro da universidade. E você pode usar todos os argumentos que quiser, mas eu jamais vou concordar com trapaça.

      E sim, o buraco é mais embaixo. Contudo, eu não queria fazer um texto gigantesco daqueles que ninguém lê, entende?

      Mas valeu pelas observações!

      Abraços

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  8. Rodrigo disse:

    Olha, entendo seu ponto de vista e concordo em alguns pontos, mas deixe-me fazer algumas observações:
    – Em relação às atividades “extras” que não valem ponto, como um aluno pode conseguir fazer tudo? Você realmente acredita que um estudante consegue conciliar tudo e ainda ter tempo pra fazer atividades que não valem ponto? Um estudante de nível superior tem normalmente 7-8 matérias por semestre, que juntas dão cerca de 30h semanais somente de aula. Como conciliar aulas, estudo das aulas, trabalhos e vida social e ainda ter tempo para atividades extras?
    – Em relação à obrigatoriedade de presença nas aulas, você diz que não gostava de ir às aulas e que preferia estudar sozinho. Mas então por que o aluno que prefere estudar em casa não teria o direito de fazer um exame complementar e o aluno que foi em todas as aulas mas não prestou atenção em nada teria esse direito, só porque estava presente? Eu tenho aulas com professores que dão aulas simplesmente horríveis e sou obrigado a ir quando preferia estudar e casa, só por causa dessa diferença no tratamento com quem vai ou não nas aulas.
    – Sim, existem muitos estudantes que querem prova fácil e bla bla bla. Mas eu e a maioria dos estudantes só queremos provas coerentes com o conteúdo abordado em aula. Conheço vários professores que passam 1+1 na aula, 5×12 nas listas e na prova cobram integrais triplas. Se houvesse o mínimo de coerência no conteúdo dobrado em prova, acredito que ninguém reclamaria, pois daria pra se preparar para as provas em vez de ir pra prova ‘no escuro’ sem saber o que vai ser cobrado.
    – E por que relacionar tudo com petistas x tucanos? Como se fosse somente os “coxinhas” de classe média alta que querem o fim do bolsa família e querem o fim do PT que cometem erros durante a graduação. Por favor né, você como professor deveria ter uma visão mais madura da situação. Principalmente porque me irrita que as pessoas parecem que lutam por um partido e não pelo país. Essa visão bipartidarista que temos atualmente é um dos problemas que impedem o país de evoluir e melhorar.

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      • Lu disse:

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        Universidade, a melhor corrupçãoJaner Cristaldo // sexta, 05/02/2010 02:17 O juiz Ivorí Luis da Silva Scheffer, da 2ª Vara Federal Criminal de Florianópolis, decidiu que descumprir condição de bolsa do CNPq não é crime.

        E determinou o arquivamento de investigação contra ex-bolsista do CNPq, que não cumpriu o compromisso de retornar ao Brasil e empregar o curso de doutorado concluído no exterior. Segundo o magistrado, que acolheu o parecer do Ministério Público Federal (MPF), a conduta não pode ser considerada crime de estelionato, mas somente inadimplência contratual.

        Traduzamos do juridiquês ao português. O juiz está dizendo que dilapidar dinheiro público em proveito próprio não é crime. É uma tese. Todos os professores inadimplentes da UFSC – e são legião – vão adorar. Há uns bons trinta anos, denunciei esta corrupção nos jornais de Santa Catarina. Houve rebuliço na Reitoria, na maçonaria, no PT, a denúncia foi à Receita Federal, à Polícia Federal, ao Ministério Público… e deu em nada.

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  9. David disse:

    É com enorme prazer que escrevo um comentário em um blog que versa sobre experiências no Icex, local que me trás boas recordações das pessoas, mas uma grande descrença da instituição.
    Observei nos meus anos de Icex que existe um abismo entre alunos e professores, de aproximadamente 50 pontos do Q.I.
    E qual a solução? Reprovar os alunos até trocarem de curso? Ou adequar a aula ao público medíocre?
    Vejo que as questões postas nesse post estado imbuídas de premissas que logo percebi serem de um professor do Icex, mesmo sem saber que eram realmente. Vou elencá-las:

    Faz prova fácil – porque deve haver uma prova?
    O regimento determina apenas que deverá verificar o aproveitamento através de avaliação das atividades desenvolvidas nas disciplinas. Sequer a existência de uma prova é obrigatória, pq ela deve ser difícil?

    Vale ponto, fessô? – está pergunta está completamente em consonância com o regimento da UFMG, que deve ser realizada avaliação das atividades desenvolvidas na disciplina.

    Os demais crimes citados merecem uma reflexão sobre objetivo de vida das pessoas físicas e jurídicas, transcendendo a UFMG e o Icex. Os fins justificam os meios, foco no resultado e nos indicadores, dinheiro a qualquer custo, capitalismo do séc XX, american way of life…
    Mas não é o foco deste comentário…

    Parabéns pela iniciativa do blog e pela boa qualidade do texto.
    Abraços,
    David

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  10. CL disse:

    Caro R.R., sou professor também e compartilho de suas experiências. É lamentável presenciar a imaturidade com que alguns alunos (talvez a maioria) encaram a faculdade, vendo-a como um fardo a ser vivido até conseguir o diploma. O conhecimento verdadeiro os estimulam em nada e a nota baixa no final do semestre chega a ser injusta aos olhos deles.
    Como já disse, é lamentável.
    Abraço.
    CL

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    • Mauro Moreira disse:

      Caro CL, também sou professor de Universidade pública, do curso de engenharia e
      gostei muito do seu comentário, “vendo-a como um fardo a ser vivido até conseguir o diploma”. Infelizmente muitos alunos entram hoje nas Universidades pelo ENEM/SISU, e pensam assim, e se quer sabem e gostam de matemática, não tem a mínima condição de fazer engenharia, mas querem ser engenheiros, e muitos conseguem terminar o curso, mas vão ser profissionais medíocres, pela incompetência, pelo faz de contas que esta o ensino, a educação no Brasil.
      Abraço!
      M.M.

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  11. Juh disse:

    Concordo com mutias coisas. No que se refere a cola e a comportamentos desonestos, mas é preciso ver pelo ponto de vista de uma boa parte dos alunos. Bem, eu já passei por situações em que chegava em casa exausta depois de um dia inteiro de aula e estágio (obrigatório por sinal). Não havia tempo para revisar tudo… Será possível a um ser humano gravar tantas informações e ficar tudo intacto? Claro que não. Então mesmo que eu nunca tenha tido a ousadia de pedir um “resumão”, eu concordava com quem pedia, não porque eu não tivesse assistido aulas, não porque eu não tivesse a capacidade de estudar, mas um resumo sempre ajuda a memorizar melhor, principalmente vindo de alguém que está ali para ajudar. 😉

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  12. Liz de Angelo disse:

    Meu Deus eu consigo ver, com clareza, os tipos mencionados… Eu convivo com eles, todos os dias!!! E, como professora — Só que, no meu caso, de Física, sou obrigada a concordar com suas observações. E mais: Digo que esse comportamento é apenas um espelho de toda a educação escolar dessa gente. MESMO. Eu dou aulas para o ensino médio e digo que o comportamento é exatamente este.

    Infelizmente…

    Te digo que, de vez em quando, meu saco enche. DE verdade. E fico mais cinco minutos na cama, me perguntando se realmente vale ir.

    Aff…

    Bem, muito obrigada pelo texto!!! Foi como se tirassem uma trava da minha garganta!

    Abraços!

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  13. mguilarducci disse:

    Olá, professor.

    Parabéns pelo texto. Eu concordo plenamente com o que você disse. É muito triste ver pessoas praticando crimes na sua vida privada se taxando como bom malandro e esperto, mas julgando o que é semelhante e não convém a ele. Ou pior, quando convém a julgar!

    Triste é que infelizmente isso tá na nossa cultura. Se você não faz, você é idiota.
    Pior do que isso é que muitos professores fazem vista grossa ou ainda apoia esse tipo de atitude. Sim, existem professores que nos ensinam a ser mais malandros do que os outros e procurarem o caminho mais fácil.

    Mais uma vez parabéns pelo texto, mas triste por ter lido tamanha realidade 😦

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  14. Mateus Wesley disse:

    Bom texto. São fatos que já acontecem desde o fundamental… Teria um final bem melhor se fosse proposta uma mudança, ja que apontar defeito é mais fácil.
    Acabei conhecendo o fantástico blog por meio de outro professor, fui e sou aluno e sou professor.

    Desde já um humilde agradecimento desse seu aluno.

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    • R.R. disse:

      Certamente, Wesley!

      Contudo, um dos compromissos dos textos que escrevo é serem curtos. Do contrário, quase ninguém para pra ler, concorda?

      Tenho intenção de propor algumas ideias em outro post.

      Muito obrigado pela visita!
      Abraços

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  15. Maria Alice Caldas disse:

    Concordo com tudo. Também acho que estamos numa crise de valores e ética. E não acho que esta crise tenha partido ou religião. Está crise é para todos. Agora vocês pensam que tudo tem partido? Não, o único partido que tem é o meu: o meu umbigo, meus interesses que importam. Enquanto eu desaprovo alunos fazerem cópias (diga-se plágios) de trabalhos publicados, tenho até professores que me olham como se eu fosse uma louca: desaprova plágio? Isso numa universidade pública, que diga-se de passagem, quer primar pela pesquisa. E que pesquisa? Nós vamos ensinando aos alunos que o mais importante são números (não estes da matemática), mas os números de artigos em que o meu nome está como autor, mas eu não escrevi – só corrigi o português (ou uma vírgula?). São 20 anos lecionando e ainda amo o que faço, mas tenho achado também que agora a falta está cada vez maior e não é somente de dinheiro não.

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  16. joselito disse:

    Muito bom o texto. Vejo isto todo dia. Penso que poderia ser um pouco mais aprofundado pelo fato de existir a dita corrupção entre os professores, havendo pessoas inescrupulosas que incentivam ainda mais os alunos a serem corruptos em troca de favores ou até projetos. Pois bem, como vamos reclamar da corrupção do país se o ensino básico e superior é corrupto e inserem pessoas cada vez piores no mercado?

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    • Mara disse:

      Isso acontece mesmo! Presenciei na graduação bullying, plágio de professor contra aluno, professor passando cola para aluno, punição aos estudantes mais esforçados, fofocas descontroladas, brigas entre professor e aluno que chegaram a “tomar” a aula por mais de uma hora, processos seletivos de bolsa que eram claramente manipulados para favorecer alguém (inclusive com declarações falsas), intimidação em plena sala de aula, professores que nem sequer passavam a bibliografia obrigatória e o cronograma do semestre e ralhavam com quem pedia, e ainda cometiam erros de ortografia grosseiros. Um circo dos horrores!

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    • R.R. disse:

      Obrigado, André!

      Então, eu já ouvi alguns casos, mas sempre boatos. Nesse sentido, acho mais complicado escrever sobre algo que não realmente se é verdade. Bem, como cidadão, eu não me espantaria se houvesse. Mas seria achismo de minha parte.

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  17. Rodrigo Abenassiff Ferreira Maia disse:

    Bom dia professor,
    Confesso que reclamar da falta de educação já se tornou um murmúrio. Um lamento que muitos colegas não suportam escutar. – Talvez a forma como produzimos conhecimento esteja errada.
    A verdade é que nenhum aluno de graduação, recém saído do ensino médio, possui maturidade para compreender as exigências de um curso superior. Moral? Educação? Cidadania? São ficções num país que não estimula os seus habitantes a pensar fora da (“bolha”) mediocridade. A urbanidade passa longe, infelizmente. E cabe aos professores assumir essa (gigante e desproporcional) responsabilidade social em (educar) ensinar e cumprir o papel social que muitos pais e escolas não o fazem.
    Continue firme, você é fundamental.

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  18. Marlon Rodrigo da Luz disse:

    Bom dia professor. Muito bom o texto. Mas essa questão nos remete aquela velha questão “quem veio primeiro a galinha ou o ovo?”. Digo isto, porque nós sabemos com é a realidade de professores que estão em universidades publicas. Que tem total poder para fazer o que bem entender. Que conversam com outros professores para ferrar certos alunos. Sim, assim como o que você disse existe, também existe estes professores. E ainda, o proprio sistema de avaliação brasileiro é uma mentira. A própria aplicação de teste muda completamente as condições de fazer uma prova. Os sentimentos causam efeitos poderosos e isto pode mudar completamente a forma de pensar. Outra situaçao, Um aluno que começa mal na faculdade, mas depois adquire maturidade, e portanto melhora seus rendimentos medido pela faculdade, é completamente desprezado. Enfim, realmente vejo esses tipos de alunos que você mencionou, mas não acho incoerente eles criticarem a corrupção na política de nosso país, pois ideia boas também podem surgir de coisas ruins.

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  19. SANDRA MOSCOVICH disse:

    Achei que leria um texto inovador, sobre os vícios de nossa universidade, mas não… Apenas um desabafo, despejando a culpa nos alunos. Tentar mudar o sistema viciado, a corporação, nem pensar. Terminar com a presença obrigatória em aula, cobrar trabalhos acadêmicos de verdade, provas dissertativas, anular provas que tenham textos semelhantes, premiar os alunos bons de verdade. Jamais vi texto dos professores do ITA ou da Fundação Dom Cabral reclamando de seus alunos.

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    • R.R. disse:

      Olá, Sandra! Obrigado pela visita.
      Uma pena ter te decepcionado. Agora deixe-me te explicar algumas coisas. Primeiro, existem duas falhas sérias no seu comentário. Falta de lógica. O texto em momento algum diz que a culpa toda é dos alunos. Se você pontua um problema e discute apenas sobre ele, isso NÃO quer dizer que considera esse o único problema.

      Outra falta de lógica. Eu jamais vi textos de amigos meus, professores, reclamando de seus alunos. Por outro lado, sei que eles reclamam. Não escrever texto na internet não significa absolutamente nada.

      Sobre tentar mudar o sistema. Tenha calma. Como o blog tem textos exclusivamente para a internet, um dos compromissos que firmo comigo mesmo é o de escrever textos curtos. Do contrário, quase ninguém lê. Então, sugerir mudanças e abordar outras questões aumentaria o tamanho do texto. Por isso irei fazer separadamente.

      Abraços

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  20. Vagner Antônio Marques disse:

    Texto interessante, mas é preciso avaliar a questão de forma sistêmica, pois temos fatores das mais diversas ordens para explicar esse ambiente. A precarização sistêmica do ensino de base, a deterioração de algumas práticas disciplinadoras e educadoras no âmbito familiar, a socialização do acesso ao ensino superior (seja a partir de políticas públicas ou o aumento das instituições de ensino privadas principalmente), o ingresso de profissionais sem formação e/ou habilidades esperadas para o exercício da docência, a mudança da relação aluno-professor-instituição, o desenvolvimento tecnológico, entre outros, são algumas das variáveis que temos que entender os efeitos. Não dá para colocarmos a culpa nos alunos e tão pouco em nós professores, como em todo grupo, tem os professores e os Professores, os alunos e os Estudantes, os profissionais e os Profissionais. De todo modo, vale para reflexão. Como professor e pesquisador apaixonado pelo que faço penso que devemos sair da posição em que estamos e nos colocar nas demais, na tentativa de analisar onde estamos errando e acertando, isso vale para os estudantes, instituições (gestores). Sem contar que o Estado precisa definitivamente se envolver nessa discussão e desenvolver ações de correção naquilo que lhe compete.

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  21. Ana disse:

    Belo texto!!!
    É bem assim mesmo! Quando fazia facul era a mesma coisa…. Más como aluna tenho que me defender, rsrsrsrsrs, a maior questão acho que é a falta de interesse do aluno pela matéria, por exemplo, o curso que fiz e da área de agrárias e no entanto fiz várias matérias que ao meu ver nada tem a ver com o curso como cálculo,física e etc… O que acontece é isso mesmo a pessoa fica sentada la na aula pensando “o que eu to fazendo aqui??”, bem e claro que essas materias podem ter la sua aplicação em algum momento da profissão, mas o profissional tambem pode optar por uma área em que nunca nunquinha mesmo, vai utilizar os conhecimentos adquiridos, sem falar em varios programas que fazem os calculos sem problemas,como e o caso da estatistica. Enfim…acho que no final algumas materias da grade curricular e pura ” encheção de linguiça” e a geração de hoje tem esta tendencia de descartar o que parece não ser util ou fazer algum sentido,odiamos perder tempo! Mas no seu caso isso não se aplica porque pelo que entendi você da aula para o curso de engenharia, dai a sua matéria e de extrema importância, mas no meu caso, em particular era bem isso que presenciei e os mesmos alunos que não se dedicavam nas marerias de exatas eram otimos alunos nas materias que tinham mais a ver com o curso (meu caso,por exemplo). Excelente texto! Parabéns!

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  22. Thiago Fanelli Ferraiol disse:

    Olá, Rodrigo. Muito legal seu texto. Reflete fielmente algumas coisas que acontecem dentro das universidades. Por outro lado, sempre que vejo essas exposições, pergunto-me de onde veio esse aluno? O que o levou a chegar nessa situação?

    É muito bom indicar os problemas. Mas corrigir as causas nem sempre é tão simples quando se vive numa sociedade conservadora, que faz sempre mais do mesmo, e que não percebe as rápidas mudanças do mundo contemporâneo.

    Um abraço!

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  23. Luana disse:

    Então vou defender o autor pelo simples fato de ser aluna de Universidade Federal e privada. Certamente o ambiente universitário esta corrompido. Alunos ingressam no ensino superior sem ao menos saber o que significa ser graduado. Claro que não estou generalizando, mas pode ter certeza que em cada sala de aula, existe um grupo que corrompe o valor da moral.
    Digo isso por saber e vivenciar muitos assinando chamada pelos outros, querendo notas por solicitações dos professores, burlando identidades para facilitar sua reprovação, e ate mesmo, pagando por provas e Trabalhos de Conclusão de Cursos. Que valor que tem um aluno desse de reivindicar valores políticos? Entre os parâmetros de ética, moral e bons costumes, seriamos medíocres em não colocarmos em paralelo com muitas coisas que acontecem por ai.
    Acredito, também que as universidades ofertam uma grande culpabilidade, afinal, o que seriam delas se alunos não obtivessem índices suficientes para uma avaliação positiva perante o sistema de educação??? Os problemas vão além…
    Portanto, Sr. Professor, acredito que, o caráter é quem fala mais alto, o aluno é que faz a graduação, e se não o fizer, segue esse rumo de desmoralização do ensino superior.

    Só uma observação antes de julgamentos: Sou graduanda de Universidade Federal sem cotas e Graduanda de Faculdade Privada com beneficio do Governo Federal. Sou anti partidária e meu foco neste post é o CARÁTER E A MORAL DE CADA UM!!!!

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    • Fah Gondim disse:

      Luana, você diz que é graduanda de Universidade Federal sem cotas e ao mesmo tempo em uma universidade privada, fazendo uso de um benefício disponibilizado pelo governo Federal. Bom, não se pode ocupar benefícios do governo federal para custear estudos em uma faculdade particular e ao mesmo tempo ocupar uma vaga em uma faculdade pública. Isso é proibido. Tanto é que quando vai efetuar matrícula em uma universidade publica tem que assinar um termo onde diz não possuir vínculo estudantil com outra universidade pública ou possuir algum benefício do governo federal no âmbito das faculdades privadas e vice-versa. Então, pelo que afirmou aqui, isso não seria um caso de corrupção da sua parte? E eu sei disso porque abdiquei de uma vaga na universidade Federal pra ocupar uma bolsa do Prouni.

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  24. Rodrigo Albuquerque disse:

    Rodrigo, parabéns pelo seu texto: alguém finalmente tinha que relatar o estado precário de interesse e compromisso dos atuais alunos universitários. Como professor da USP, observo EXATAMENTE os mesmos problemas relatados por você.
    Att
    Rodrigo Albuquerque

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  25. Walter Octaviano disse:

    Sem entrar em discussões ideológicas, na essência o texto reflete a realidade. Sou professor universitário a mais de 40 anos, e observo que essa situação veio piorando ao longo dos anos. Olhar a biblioteca das universidades/bibliotecas durante o semestre letivo, dá tristeza. Apenas na véspera das provas tem público. Com a justificativa de ampliar o acesso ao ensino superior, tem sido colocados alunos despreparados (e cá entre nós, muitos professores assumem as disciplinas sem estar preparados para tal). O conceito de vestibular do passado vem morrendo-ele hoje não seleciona. Mas acho que infelizmente essa “ideia da corrupção” é generalizada no Brasil. Criamos até o slogan “Lei do Gerson” (que não gosta muito disso!!). É aquela pessoa que estaciona nas vagas de deficientes e idosos, que “suborna” o agente de trânsito quando é pego com irregularidade de documentação ou não Lei Seca. Esse é o reflexo do nosso Brasil, e que surge nas salas de aula. O desafio é grande, mas temos que acreditar que isso mudará. Eu acredito. Sou um otimista (apesar de não saber se ainda estarei entre os vivos quando isso ocorrer).

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    • R.R. disse:

      Oi, Sônia. Obrigado pela visita.
      Certeza, certeza mesmo, só tenho da morte. Mas é possível que eu tenha perdido alguma ou muita coisa. Nunca se sabe.
      Abraços

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  26. Mateus Roberto Urio disse:

    Prezado Professor Rodrigo, boa tarde!

    Vejo muitos aqui reclamando da abordagem do problema pelo Sr. e penso que talvez sejam eles os que colaram no passado, que com grande façanha “burlaram” o sistema e estão se sentindo ultrajados com as suas considerações, que na minha opinião são muito precisas.
    Sou Engenheiro Mecânico, formado em uma instituição federal tradicional, e posso lhe dar a razão quando escreve o seu texto, uma vez que boa parte dos meus colegas e amigos que no passado usavam dos mesmos artifícios, hoje se proclamam pessoas corretas e também combatedores da impunidade e dos maus exemplos.
    Estou tendo a oportunidade de retomar meus estudos em um país desenvolvido e percebo que existe uma mentalidade completamente diferente nos alunos. Mais educados com certeza, porém o que chama atenção é sede pelo conhecimento de boa parte deles. Existe uma competitividade extremamente acirrada em conseguir o melhor lugar na primeira fila, em se sair bem nos exames, o que também é favorecido pelos professores que em nenhum momento se sujeitam a fazer exames mais fáceis. Exames mais difíceis e competitividade levam a busca pelo conhecimento fora da Universidade, o que na minha opinião é extremamente saudável, uma vez que quem vai para a Universidade teoricamente quer aprender o máximo possível. Outro ponto positivo é a conectividade entre as disciplinas, fazendo com que o aluno deva conhecer de tudo um pouco, tornando mais difícil a tarefa daqueles que no passado não estavam interessados em determinados assuntos.
    Fico triste com a realidade Brasileira e não sei se quando voltar vou querer seguir os rumos de professor, mesmo achando essa uma das profissões mais dignas. É um problema endemico e vem de berço. Se pai e mãe não ensinam como o jovem deve-se comportar e como deve-se encarar a vida, provavelmente a escola não conseguirá essa façanha e esses casos continuarão por muito tempo.

    Vou continuar seguindo suas publicações!

    Um abraço!

    Mateus Roberto Urio

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  27. Joaquim disse:

    Olá,

    Como aluno, entendo suas preocupações, mas vejo que hoje tanto aluno como professor são vítimas de um sistema avaliativo e de ensino fracassados.

    Como aluno, por diversas vezes para obter um bom “rendimento”, tenho de estar submetido a aulas, pois caso não compareça, além de não saber o que “será cobrado”, sou um aluno infrequente e posso ser reprovado por isso.

    Sobre esse aspecto vem minha maior preocupação. Um bom rendimento às vezes depende de sorte. Se domino parte do conteúdo bem e outra nem tanto, isso dependendo das n questões da prova pode ser trágico ou não. As n questões geralmente não abrangem todo o conteúdo, pois os horários são limitados a 50, 100 minutos, e considerando que um aluno de Engenharia cursa 9, 10, 11 até 12 cadeiras, ás vezes a infrequência do aluno é até para poder absorver todo esse conteúdo.

    Daí vem o maior dos problemas. Aprender hoje na universidade é maçante e desinteressante. Quantas vezes fiz provas de Mecânica, Cálculo, entre outras, que até colocar o pé para dentro de sala de aula, ficava olhando minhas anotações para não esquecer fórmulas. Fiz provas de Cálculo sem tabela de derivadas e integrais! Me diz o motivo disso? Porque negar ao aluno uma informação que foi construída exatamente para consulta? Qual o motivo dele “ter de saber” (decorar), qual a derivada do arcsen(x)?

    Trabalhos então! Como o seu texto deixa muito bem claro… Todos copiam… E nisso você tem plena razão. Acho trabalhos extremamente interessantes pois você tem todo o material disponível para aprender, pode adaptar melhor seu tempo para sua realização, acaba descobrindo por si só, ou discutindo com colegas, isso quando é feito de maneira honesta, o que em grande maioria não é, além daqueles feitos em grupo em que um apenas faz e os demais levam o bônus.

    Você critica a questão dos pontos como motivação. Infelizmente é assim, se o sistema todo não se adaptar a algo que faça o aluno aprender por prazer de aprender, ele continuará buscando resultados e isso se define em pontos. Até hoje na universidade e cursando o terceiro ano de engenharia, tive apenas duas boas experiências com disciplinas. Uma a professora passava exercícios e quem apresentasse a solução nas aulas seguintes ganhava pontos de participação. Evitava colas pois quem fazia queria participar e mostrar sua solução para ganhar os pontos e deixar o colega copiar significava abrir concorrência na participação. Além disso, todos corrigiam as soluções e ganhavam pontos por participação por fazer isso. Era descontraído e sem a pressão de uma prova, ter de decorar soluções de possíveis problemas que poderiam cair e fórmulas. Mas a presença física era essencial.

    Na outra, metade da nota era trabalho e o professor tinha um algoritmo que detectava copia em códigos. A prova em si era referente em grande parte ao que foi dado no trabalho.

    Enfim, são tantas coisas e seria necessário muito mais para elencar todos os problemas, mas de fato queria ressaltar que esse modelo ditatorial já deveria ter sido abandonado.

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  28. Lizzi Brito disse:

    Concordo com a maioria dos seus argumentos! Mas como aluna (de faculdade pública) tenho q expor o meu lado também. Muitos professores não tem didática e não estão interessados em construir o conhecimento junto com o aluno e nem apontar os caminhos. Eu não sei se eh um caso só da minha instituição mas já topei com vários com sérios problemas de fala que torna a aula massante. Há também muitos estrangeiros que falam uma linguagem própria, uma misura de português e sua língua mãe (horrível). Outra realidade das instituições federais são ementas completamente desatualizadas e carga horária desnecessária. A quantidade de hora aula é tanta que nos cursos de engenharia se torna quase impossível fazer um estagio e frequentar as aulas, como o senhor mesmo falou, a Universidade cobra a frequência. Por fim me solidarizo com a sua frustração, sempre gostei de estudar mas a graduação em especial na área de engenharia está pedindo que os alunos sejam máquinas de decorar, pois nem tempo para pensar nos resta.

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  29. Leonardo de Bem disse:

    Como professor universitário há quase 10 anos, faltou no texto a corrupção docente, isto é, daquele professor que prepara a aula baseado em sinopses ou resumos, do professor que alivia no final do semestre ou ano atribuindo os pontos necessários à aprovação, daquele que não cumpre seus encargos administrativos, como chegar no horário e dar a aula até o final do horário, etc. A mudança necessária é coletiva.

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  30. Fernando disse:

    Olá me formei agora no final de 2014, pretendo iniciar meu mestrado agora no fim do ano para que eu possa concretizar outro sonho meu, dar aula. Entretanto não quero ser responsável por formar esse tipo de aluno citado no texto, você poderia me dar algumas dicas de como agir para evitar isso ou algum conselho para eu não me frustrar no futuro, porque estou atrás de um ideal que não exise e nem existirá ??

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  31. winicius disse:

    Desculpa, morreremos e não veremos mudança. É Brasil. Não falta ideia, só falta vontade política. Sou professor da rede pública, em que toda escola tem cemitério de livros. Geração que despreza leitura já diz tudo.

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  32. Edson disse:

    Entendo que o texto não tem a pretensão de fazer uma análise completa e diagnóstica do ensino superior de forma ampla e detalhada, entendo que se trata apenas de um recorte ilustrativo, por assim dizer, mas o reducionismo e a culpabilização exagerada do discente me gerou um certo incômodo. É bem interessante como o autor deixa toda a culpa sobre o acadêmico e a cultura universitária precária. Precisamos colocar em questão as vias colaterais que fomentam a manutenção desses padrões comportamentais. Precisamos discutir gestão universitária, rediscutir normas e estatutos, representação estudantil na universidade e capacitação docente.
    É engraçado ver professores discutindo entre eles como a qualidade dos alunos vem caindo ao longo dos anos e como eles não entendem o objetivo da aprendizagem, mas a distorcem em termos de pontuação e competição; a mesma situação entre os discentes que discutem sobre o quão desestimulados estão para assistir aulas mal preparadas e como gostariam de substituir todo novo professor que aparece, por um ou outro motivo. Bem, aparentemente dois polos discutindo entre o conforto de seus semelhantes como a situação está péssima graças ao outro polo. A minha proposição é que o quadro instalado não se deve a nenhum dos polos em particular, mas ao contexto em geral e, a minha proposição é que alunos deveriam rever a forma como abordam as pontuações e a ética universitária ao passo que os docentes também repensassem alguns pontos. Será que as aulas ministradas realmente são boas, será que são didáticas, atrativas, será que estou estimulando meus alunos, perguntando a eles sobre a melhor metodologia para o perfil de turma deles, será que estou consultando os alunos?

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    • R.R. disse:

      Oi, Edson. Obrigado pela visita.
      Então, você já definiu bem: é apenas um recorte. O problema é mais profundo e além de existirem outras variáveis. Contudo, tenho a preocupação de escrever textos curtos e isso me impossibilita de tratar de todas elas.

      Por outro lado, o seu comentário tem o mesmo problema lógico encontrado em outro comentário aqui. Apontar o problema de corrupção dos alunos não quer dizer que estou transferindo todo o problema para ele. O que abordei é apenas parte de uma figura mais ampla.

      Entendo os pontos que você abordou e fazem sentido. Mas veja, quando se abre espaço para opinarem, muitos escolhem o famoso resumao, herança dos tempos de ensino médio.

      Sim, aula não se faz apenas de um lado. Acredite, também sou aluno, faço doutorado, e sei do que você está falando.

      Abraços

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  33. Claudio disse:

    Após a correção do texto e isentando a conjuntura política o texto ficou mais exato destacando sim os enormes problemas que existem não somente com os alunos como na sociedade em geral. Essa corrupção não está destinada apenas ao Engenheiro ou Médico mas também ao Lixeiro e Pedreiro não podemos fazer distinção de profissões nem de classes sociais.

    Lembrando que concordo com a argumentação do Rodrigo Albuquerque professor da USP mas concordo principalmente com o argumento apresentado pelo Ulrich que de forma concisa demonstrou e explicou fatos de nossa sociedade.

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  34. Rubens disse:

    Professor, eu parei na frase que o senhor diz que a regra da universidade é reprovar alunos infrequentes e que o senhor não segue a regra. Isso também é corrupção. O problema no Brasil é que cada um quer fazer a sua regra e sobrar que o outro ande na linha. Só isso. Um abraço e tente, além de ser mais correto, usar menos a lousa e o tablado. Esse é um jeito bem antigo de pensar a matemática. Não é à toa que nem o senhor gostava de ir às aulas.

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  35. Filipe Cotrim Melo disse:

    Muito bom o texto.
    Eu me formei na UFSCar sem pegar nenhuma DP, e eu também matei aula para estudar. No caso foi a matéria de calculo 1, porque eu tinha dificuldade de entender o que o professor chileno explicava, enfim tirei a segunda maior nota, utilizando melhor o meu tempo para estudar.
    Mas acredito que podemos ver a falha de postura da nossa sociedade em outras coisas, tais como infrações de transito, séries de tv, músicas piratas, software pirata, boca de urna, tv a cabo pirata, energia pirata, rede de agua zuada, jogar baterias no lixo, e etc

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  36. Cauê Almeida Galvão disse:

    A grande problemática em realidade está exatamente nesses modelos que pré-determinamos como educação, como presença, nota, pontos, disciplinas… Temos que estruturar uma educação desestrutural, não pensada e endereçada para o mercado e sim para formação de pessoas capazes de ação social, assim talvez, possamos compreender um pouco da autonomia na educação e como Paulo Freire tinha razão quanto a pedagogia da autonomia.

    No mais, parabéns pelo texto.

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  37. Pedro disse:

    Olá,

    Realmente há alunos que apenas colam e passam em tudo na malandragem. Porém creio que não é simples assim. Há alunos que realmente querem se esforçar e aprender o conteúdo, mas que muitas vezes são “forçados” a aderirem a métodos ilícitos.

    Imagine que na UFMG você é obrigado a seguir uma grade curricular que tem muitas matérias obrigatórias. Muitas dessas matérias não te importam, você não quer ter nada a ver com essa área e ainda assim, é obrigado a fazer a matéria. Normalmente isso não seria um problema, porém pode acontecer de, além disso, o professor ser terrível (não há controle de qualidade) e exigir muito mais do que é capaz de ensinar. O professor também pode simplesmente querer ser mau com o aluno, e isso acontece.

    Os alunos são pessoas e não são de ferro. Um cara chega a ter quase 10 matérias para as quais se dedicar durante o semestre e uma delas é essa matéria terrível, com o professor terrível que é um babaca e só quer foder o aluno, e ainda que tem um conteúdo que não te interessa e que você não mexer na sua vida. O aluno simplesmente está saturado e realmente apela para métodos ilícitos.

    Enquanto o modelo de ensino da universidade não mudar, o aluno vai continuar sendo assim. Lembrando que isso também não é um problema que inicia na universidade, senão um problema do ensino no Brasil em geral.

    Abraços,

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    • R.R. disse:

      Opa, Pedro! Beleza? Valeu pela visita!
      Então, acho que você pontuou coisas que realmente devem ser mudadas. O problema não é apenas o aluno. A universidade não é feita só de alunos, assim como não é feita só de professores. É bem verdade vários dos seus apontamentos, mas acho que caberiam como um outro post, não acha?

      Agora, te pergunto. Como você explica a existência de alunos que conseguem ser aprovados sem esses recursos? Nem estou falando dos gênios não. Estou falando daqueles alunos que conseguem ser aprovados em todas as disciplinas com esforço e dedicação. O que eles têm de especial?

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      • Carlos disse:

        Eles não são especiais, eles apenas são alunos adestrados e que aceitam o modelo de ensino atual. Os professores deveriam fazer uma reflexão do motivo de uma maioria em sala de aula estarem desmotivados. Pois o que eu vejo é que a maioria dos alunos estão desinteressados!

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      • R.R. disse:

        Carlos, complicado falar que quem se sai bem, quem se esforça é errado, pois foi adestrado. O sistema tem falhas, mas não é o pior dos mundos. Além disso, esse método de ensino é assim em outros lugares onde os alunos respondem melhor.
        Existem professores que se esforçam e mesmo assim os alunos não correspondem.
        Acho que cabe uma reflexão dos dois lados.

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  38. Edna Gobetti disse:

    Infelizmente as discussões se voltaram para o campo político partidário. O texto é político sim,porque educação é um ato político, desde que se volte para a formação da cidadania e isso não tem nada a ver com política partidária. O professor está correiíssimo. Sou testemunha viva do que ele está querendo dizer. Trabalhei 23 , no ensino universitário,em vários cursos, entre eles Direito e Comunicação, e outros tantos em outros níveis educacionais. Foram 37 anos dedicados à educação.Resolvi “parar” porque cansei de perder tempo em sala de aula para fazer chamada, perder tempo em casa para verificar os trabalhos e buscar plágios, cópias de internet. Existiram, como ainda deve existir, os bons alunos com os quais até hoje mantenho contato pelas redes sociais, ou pessoalmente,mas em contrapartida, os alunos que gostavam de usar .do” jeitinho”, sempre foram a maioria. A corrupção impera e as instituições deixam a cargo do professor resolver esses dilemas, que tanto nos aborrecem e tiram todo o incentivo com a profissão escolhida. Há ausência de regulamentos e sanções punitivas para quem pratica “corrupção”. Os que levaram o debate para o campo partidário, minhas desculpas, mas penso que esses fizeram, ou fazem, parte dos que provocaram as criticas pelo professor. A custas de “jeitinhos corruptos”, não aprenderam o mínimo necessário para uma leitura crítica de um texto, de uma realidade. Cidadania nota zero. Discutir e ser um ser político é bem diferente de discutir política partidária. Discutir política partidária, da forma como estão fazendo, é discutir sobre time de futebol.

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    • R.R. disse:

      Oi, Edna! Obrigado pela participação.

      Infelizmente, em alguns círculos o texto foi levado para um contexto que não deveria. Em algumas discussões o texto foi classificado como uma obra petista e totalmente enviesado. Corrigi as passagens que poderiam dar margem para isso. Espero que surja algum efeito.

      Você está correta, esse “jeitinho” tem nos custado caro!

      Abraços

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  39. juliana disse:

    Rodrigo,

    Seu texto tem algo que chamo de “paixão pelo que faz”! Aluno x Professor é um eterno paradigma! Aula precisa ser evento, vida, momento de algo além do ABC, coisa difícil diante de horários, cansaços, etc. Acredito ainda, em como disse o Professor Hugo Werneck “enquanto as crianças estiverem vendo “cor” nas borboletas, existe esperança no mundo”
    Acredito no ensino, mas no ensino que levanta a curiosidade, que chama o interesse. Existe sim um preconceito tanto pelo lado do professor quanto pelo lado do aluno.
    A aprendizagem ultrapassa a avaliação, a cola e vai para o que de fato ficou na cabeça de cada um.

    Seu texto me foi indicado por uma aluna, uma daquelas jóias raras que nos faz viver de tempos em tempos. Vou ler os links e estudar seu texto mais a fundo para depois conversarmos novamente.
    Um abraço,
    Juliana

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    • R.R. disse:

      Oi, Juliana. Muito obrigado pela visita!
      Ainda acho que o texto tem suas falhas e não passa de um recorte de problemas mais profundos. Como não é todo mundo que lê na internet, me esforço para que a mensagem seja transmitida em, no máximo, três mil caracteres. O que não passa de uma folha e meia. Obviamente, a falta de “espaço” às vezes me impede de fazer uma análise mais ampla. Contudo, acho que um debate foi iniciado e isso é ótimo!
      Volte sempre!

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  40. Leandro Zago disse:

    Gostei do texto, e realmente reflete a realidade.
    Sou formado em bacharel na física pela USP, e sempre tive muito preconceito em relação as chamadas “ciências” humanas, resolvi engressar e testar o ENEM. Pois bem, entrem em Pedagogia na Ufscar, larguei o curso em menos de 3 meses. Mas escrevo esse texto para fazer valer minha experiência.
    Certa vez em uma determinada aula, como de costume fez-se um debate sobre um tema, o tema era a cola na escola. Advinha qual era a opinião geral da classe, inclussive com concentimento da professora? Sim! De que cola era um recurso aceitável, e que não deveria existir provas sem consultas. Eu fiquei absurdamente chocado, não que ate aquele momento já não tivesse esse tipo de choque nas aulas, mas futuros professores diplomados para dar aulas de ensino fundamental em uma universidade renomada publica, era a ultima coisa que eu gostaria de ouvir, briguei muito expondo todo o erro de lógica por traz dessa opinião, informando que o professor tem o DEVER de avaliar os alunos, ele prepara uma prova gastanto tempo que é posterior o tempo de serviço do ensino e o mínimo que deveria ser exigido é que esse esforço seja respeitado. Não tive vez, em mais um assunto colocado para a classe…..desisti do curso, muitos “achismos” e pouquissima ciência.

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    • R.R. disse:

      Olá, Leandro! Valeu pela visita!

      Então, é bastante complicado o lance da avaliação, né? Uma coisa é você permitir consulta na prova, isso é discutível, certo? Outra é você não permitir e defender que os alunos burlem o sistema assim mesmo. Isso sim é problemático e é uma das coisas que abordo aqui!

      Abraços!

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  41. André Luis Karpinski disse:

    O texto é bom, só um adendo, não estou defendendo ninguém, mas acredito que o uso da avaliação pelos professores também é feito de forma incorreta na maioria das vezes, por sinal, é apenas uma verificação e nunca avaliação de fato. Para entender melhor recomendo o livro do professor Cipriano Luckesi “Avaliação da aprendizagem escolar: componente do ato pedagógico”.

    E quanto ao tema que o senhor abordou em geral deixo uma dica de outro livro: “Somos todos canalhas: Filosofia Para Uma Sociedade em Busca de Valores” do professor de ética Clóvis de Barros Filho e do professor Júlio Pompeu.

    Abraços

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    • R.R. disse:

      Muito obrigado pela visita e pelas indicações, André. Tenha certeza de que irei consultá-las.
      O tema “avaliação” é de fato muito complexo e o sistema atual é cheio de falhas. Porém, acho que isso caberia um post todo dedicado ao assunto, não acha?

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  42. viniciusjau disse:

    Rodrigo discordo de alguns pontos, acho que o comentário do Marcos foi substancial.

    Tem uma hora no texto que você diz:

    “Aparece vários que não prestaram atenção em nada, mas no dia da aula de exercícios eles aparecem lá (…) Qual a razão de dar aula se no fim é dado um resumo mágico que abre todas as provas e desvenda todos os segredos?”

    Talvez o erro não seja dos alunos e sim da sua aula, ou da metodologia de ensino.
    Quando eu fiz pós, na maioria das aulas eu ficava no bar em frente a faculdade porque era mais interessante do que assistir professores despreparados falando besteiras (já que conhecia o tema) não estou dizendo que é seu caso, mas acho que vale a pena a reflexão.

    Também já dei aula e parei primeiro porque o salário era muito baixo, segundo porque tinha que seguir um cronograma obsoleto, com o qual eu não concordava e estando atuante no Mercado de Trabalho.

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    • R.R. disse:

      Olá, Vinicius! Beleza?
      O caminho para ser um bom professor certamente passa pela autocrítica. E sim, essa reflexão deve ser feita em qualquer contexto.

      E cara, um bar sempre tem mais chances de atrair mais gente. Aula não é apenas entretenimento enquanto um bar é. O primeiro exige atenção, concentração e esforço, o segundo relaxa. Então é meio complicado esse exemplo. Por melhor que seja o professor, se você confrontar as duas coisas, o segundo, muito provavelmente, sairá vencedor.

      Agradeço a dica!
      Abraços

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  43. Roberto disse:

    Muito bom seu texto e comungo com você todas essas angústias. Ainda mais que nós professores universitários de instituições federais ainda somos chamados pelos alunos de “ricos”, ” esnobes” etc. Ou que só viajamos pró exterior se o governo pagar….

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  44. Muhamad disse:

    Depois de vc ter escrito e revisado o texto, acho bom vc procurar as palavras “taxar” e “tachar” no dicionário. Abraços

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    • R.R. disse:

      Olá, Muhamad. Obrigado pela visita.
      Taxar
      verbo transitivo e pronominal
      6. Atribuir ou atribuir-se determinada qualidade (ex.: taxavam-no de exigente; taxa-se de modesto). = JULGAR, QUALIFICAR

      “taxar”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/taxar [consultado em 26-06-2015].

      Abraços

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  45. Pedro disse:

    Eu também sou professor , aliás eu estou professor , apesar ter qualificação em docência superior e, achei muito pertinente o texto do autor . Hoje não se tem mais respeito pelo mestre ( acho que a docência tem que evoluir)e, apesar do conhecimento ser dinâmico o professor é no mínimo mais experiente que os alunose, isso o qualifica. Tudo é moeda de troca parao aluno , quando não é ameaçado , com argumento ” eu estou pagando “. A. Educação se prostituiu nesse nosso país , infelizmente

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  46. Rochael Damásio disse:

    Obrigado pelo texto que, infelizmente traduz de maneira fiel a realidade em saula de aula, especialmente em faculdades e universidades particulares.
    Sou professor em Brasília e me entristece perceber que este perfil não se restringe apenas aos alunos, mas também a alguns colegas, não trato com os alunos, com os colegas, na forma como ministram as suas aulas ou as preparam.

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  47. Carlos Henrique Neves Souza disse:

    Primeiramente gostaria de dar meus parabéns pelo texto, reflete exatamente o que ocorre em salas de aula, sou aluno universitário e concordo que tudo isso exista mais do que eu gostaria e é algo que me desanima dentro da Universidade. Gostaria de deixar claro que nem de longe sou o aluno exemplar, que tem presença em todas aulas e boas notas em todas as matérias. Entretanto acredito que o problema não seja exclusivamente dos alunos, estou no 8º período e posso contar nos dedos de uma mão quantos professores eu tive que realmente se importavam em dar aula. Acredito que o professor controla a atenção e dedicação dos alunos em sala de aula, assim como um palestrante tem o poder de fazer uma palestra onde todos irão aplaudir ou dormir.
    Alunos que agem de forma irregular, ao meu ver e conhecer pessoalmente pessoas que fazem exatamente o que foi citado no texto, agem de tal forma por não compreenderem a importância da matéria em questão ou do contexto universitário em geral. Até porque a universidade no Brasil se assemelha muito com o ensino médio/fundamental onde aulas são dadas para serem cobradas em provas, então desde a infância é cultivada esta cultura de “aula existe para poder conseguir fazer prova e consequentemente receber a aprovação no final do semestre”. Com uma cultura tão fraca não é de se impressionar que as pessoas sejam irregulares. Sem dúvida o debate vai muito mais fundo do que se possa escrever em algumas linhas, só gostaria que tudo isso fosse abordado em debates mais frequentes dentro da universidade, onde quase nunca vejo um professor “PHD” se colocando a disposição de ouvir um “mero aluno”. Para não causar má interpretação do que eu falei, quero dizer que o problema vem de todos os lados, fazendo uma pequena analogia, este problema é como uma hemorragia, não se pode tratar superficialmente com um curativo, deve ser analisado profundamente e tratar na raiz do problema, infelizmente sangraremos por muito tempo ainda.

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  48. Fábio disse:

    E, como bem apontou o autor, parecem pequenos delitos, mas que se desdobram em muitos outros problemas:
    – Profissionais sem a preparação devida cuidando da saúde alheia, das moradias, dos alimentos, construindo viadutos…
    – Rotula-se de pedante quem defende que se deve estudar algo antes de emitir opiniões sobre este. (E ainda evocam a falácia do apelo à autoridade, numa aplicação absurda.)
    – Cria-se a impressão de que todos devem opinar sobre tudo e que todas as opiniões têm igual peso e devem ser igualmente respeitadas (não importando o argumento).
    – Premia-se a mediocridade.
    – Em última instância, leva-se à idiocracia (espero estar errado).

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  49. Felipe Oliveira disse:

    Desculpa professor, mas é muito simples passar toda a responsabilidade da situação da nossa educação para os alunos.

    1) Grande maioria dos professores nunca estudaram psicologia ou pedagogia, apenas são doutores do direito, engenharia, medicina que se acham foda demais para dialogar.

    2) Em um Brasil onde grande maioria dos alunos precisam estudar e trabalhar, é muito difícil aturar 4 horas de uma aula mal dada e na qual muitas vezes a teoria está muito muito distante da prática.

    3) Professores acreditam que os alunos foram feitos apenas para as aulas deles, então lotam de provas e listas de exercícios que obviamente os alunos não vão conseguir fazer tudo. Por este motivo precisamos priorizar o que iremos fazer, obviamente os pontos são uma boa forma de ordenar as prioridades nesses casos.

    4) Professores adoram colocar na prova coisas totalmente distantes do que foi dado em sala de aula, no meu curso é o famoso SVN. Faculdades como MIT nem provam utilzam mais, pois é comprovado que isso é um péssimo método de avaliação.

    5) Por último a faculdade é a única coisa que conheco que não evoluiu com a sociedade. Ainda damos aulas nos mesmos moldes do início da academia. Desculpa mas hoje em dia eu não preciso decorar uma formula, tem no google.

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    • R.R. disse:

      Opa, Felipe! Bacana?
      Então, cara, não é só porque o texto não aponta outros problemas que isso significa que considero a postura dos alunos como a causa do todos os males. De modo algum! Hora nenhuma falei isso! Apenas quis tratar de um problema específico, entendeu?

      Existem muitos outros problemas. Esse que citei é só um deles!

      Forte abraço e obrigado pela opinião!

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  50. RAFAEL disse:

    ola boa noite,primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelo excelente texto,sou aluno de graduação e me me dedico bastante ao estudo e procuro sempre compreender a matéria ao invés de somente passar na disciplina, entretanto me vi em algumas situações que citastes e sem querer falar dos outros, mas tudo isso que falaste é verdade, me fez parar para pensar sobre as atitudes que tomamos em prol de um diploma que não significa conhecimento.

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  51. Marcela disse:

    Adorei! Excelente desabafo, sem ser rude o suficiente com aquele verdadeiro tapa de luva! Pena estarmos com os acadêmicos nesse formato, mas também sofro desses males e de outros piores! Mas enfim, estamos na luta e acredito em alguns poucos e bons!

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  52. Paulo Henrique disse:

    Texto de professor que não ensina bem, as aulas devem ser chata, e o conteúdo mais ainda, didática é uma palava desconhecida.

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  53. vinicius disse:

    Ola professor!
    O Dr já lecionou em universidades privadas? Eh tao diferente ? Pq pelo que eu observo, alunos oriundos de universidade privada sao mto piores em todos os aspectos, eles nao precisam pedir provas fáceis pq o nível realmente eh baixo, eh uma pratica que observo com absurda frequência alunos de universidade privada pagar a um aluno da publica resolver listas de exercícios ou fazer trabalhos (inclusive TCC, só que eu tenha conhecimento de uma turma de 20 formandos de uma faculdade privada, 5 tinham comprado o TCC). Frequência? Cansei de ouvir de meus colegas da particular : “eu soh vou nas provas” ou “eu nem nas provas vou, pago para fazer o exame e faço com a ajuda do professor”, os que falavam que iam com frequencia para as aulas sempre completavam “mas ai eu ficava na rua do bar”.
    Isso se propaga para a pos em faculdades privadas tb, conheco diversas pessoas que fazem e criam grupos no whatsapp para distribuir os trabalhos

    Perdão minha descrença mas fico desconfiado desse discurso de desmoralização do aluno de uma universidade publica nesse atual cenário do pais , onde o governo se inclina a investir mais no ensino privado , o senhor.. (vou relaxar um pouco a formalidade , espero que não se incomode, estamos em um blog na internet, creio q um pouco de informalidade não mate ninguém) o senhor eh matemático, já viu os números que o Kroton fez com o incentivo do Fies? Ao mesmo passo que houve uma redução de verbas para as universidades publicas e ha políticos sugestionando as pessoas a apoiar uma ideia de privatização das universidades publicas, mesmo sendo evidente que além de terem maior qualidade de ensino ainda concentra-se a maior parte da pesquisa feito no pais nas publicas… enfim eu ja estava me perdendo do tema.. vamos por tópicos:

    FAZ PROVA FACIL – durante toda minha vida acadêmica..eu ja fiz aulas com diversos cursos de diferentes anos..ja tive q fazer aula de calculo com uma turma q me incomodava pela quantidade de bagunça em aula..mas nunca testemunhei desrespeito ao professor, ao contrario , os alunos tendiam a manter um nível de amizade com seus mestres e nunca faltou “bom dia professor”, “ate semana que vem”. qnto ao “faz prova fácil”, concordo q tem mesmo..mas já notou que a maior parte eh em tom de brincadeira? em sua vida pratica, existe uma possibilidade de tomar um caminho mais fácil ,vc não tomaria? (favor não confundir fácil com incorreto, uma coisa eh pegar uma rodovia sem transito e outra eh andar pelo acostamento em um congestionamento)

    VALE PONTO? – concordo em partes, realmente a maioria soh se motiva com atividades que valem ponto, na vida eh assim..quem se motiva a fazer um trabalho pelo trabalho? concordo que nesse caso a recompensa maior eh o conhecimento, mas veja que muitos alunos trabalham e também tem atividades de outras disciplinas, tenha certeza de que atividade sem valer nota fica com menos prioridade , fora o fato do aluno de universidade publica geralmente saiu da casa dos pais, tem responsabilidades com a casa e estão em uma fase complicada de ter q amadurecer rapidamente e ao mesmo tempo querem sair todos os dias pq nunca foram tão livres antes (não eh desculpa, nem justificativa, eh soh uma explicação)

    TRABALHOS E LISTAS – da minha observação como discente , apenas 10% de meus colegas copia as atividades dos outros (e se enquadram em uma das 3 situações: copiaram pq não sabiam fazer ou pq não teve tempo ou simplesmente pq eh folgado) , a maioria claro pode pedir ajuda a um colega, ate pedir para ver a lista dele para verificar as respostas ou se a resolução esta correta, ou mesmo copiar um ou outro que não conseguiu fazer..mas copia descarada? foram raros os casos q eu vi
    AULA DE EXERCICIO – discordo da generalização , existe sempre um grupo que não vai fazer nada, mas não são todos e raramente são a maioria , eu já fiquei ocioso em uma aula de exercício por não saber como resolver o exercício e achar melhor depois em casa pegar o livro e tentar

    LISTA DE PRESENCA – hipocrisia minha, eh a regra da casa ser um curso presencial , mas se o intuito eh ensinar determinado conteúdo ao aluno, acredito que se o mesmo provar q o domina não ha necessidade de ir as aulas. Na Unesp eh exigido media 5 e 70% de presença. Eu tinha 60% de presença e combinei com minha professora que ela abonaria algumas faltas para eu alcançar frequência mínima caso eu ficasse com media 7..fiquei com media 7.5

    COLA – inadmissível cola no ensino superior, ainda mais em uma instituição de alto nível como eh a publica , porem me parece algo extremamente fantasioso pagar alguém para fazer a avaliação no lugar de algum aluno, as aulas são presenciais ,ao menos que o aluno encontre um sósia ou tenha um irmão gêmeo , não consigo imaginar como alguém poderia fazer uma avaliação presencial por ele sem que seja notado

    FUTURO – e o passado? tenha certeza que esse comportamento não eh oriundo da cultura organizacional de uma universidade publica, vc acha que o aluno do ensino médio/fundamental (tanto publico qnto privado) era como? o problema vem lá de trás e ja esta enraizado qndo o aluno esta na faculdade. Então não ache que esse eh um problema do aluno de universidade publica, na verdade esses problemas são bem mais brandos no aluno da publica qndo comparado ao da privada ….Agora, obviamente era esperado um nível melhor de um aluno de uma universidade estadual ou federal. Mas isso eh um problema cultural e nao das universidades publicas

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  54. vinicius disse:

    Perdao..li seu texto de madrugada com um pouco de sono, fiz um texto enorme de resposta
    e acho q soh pq eu li que o sr leciona na UFMG estava se referindo a universidade publica, achei ter lido no titulo ate ter lido o titulo novamente, minhas sinceras desculpas por parte da critica , realmente achei que estava desmoralizando o aluno especificamente da universidade publica …perdao minha pessima interpretacao..infelizmente nao tem opcao de editar o comentario , vendo que o texto eh para o aluno superior no geral..concordo mais com sua visao

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  55. João disse:

    Olá Rodrigo,

    Muito bom esses pontos que você levantou, vê-se muitos alunos reclamando da educação mas a maioria deles não busca compreender o outro lado da moeda.É muito fácil criticar a postura do professor, sem nem ao menos questionar a sua própria postura, ou então tentar compreender o lado dele.Porém, o problema da educação brasileira vai muito além só dos alunos e também não termina nos professores, existe uma rigidez no ensino e uma corrupção já impregnada na mentalidade de todos, que muitas vezes resulta nesses problemas citados a cima. Talvez se existisse uma flexibilidade do no sistema educacional, onde o aluno tem direito a escolher boa parte de suas matérias no lugar de ser inserido em uma grade curricular que muitas vezes não revista a muitos anos, existisse maior interesse por parte desses, ou então o professor escolher a matérias que mais gosta para ministrar e as matérias que tem deficit de professores serem distribuídas de forma que nenhum docente estivesse ministrando uma disciplina sem vontade.Basicamente existem muitos pontos em que a educação pode ser melhorada mas uma coisa tanto os professores quanto os alunos tem que entender, quando se trata de educação na maioria das vezes existe um choque de realidade e uma diferença de gerações entre o professor já doutorado e o aluno que acaba de sair do ensino médio, alem da própria diferença de idade e estilo de vida.Então é meio difícil você encontrar em você e no seu aluno as mesmas mentalidades, eles vão sempre ter uma concepção diferente sobre como aprender e essa diferença de concepções que levam as discussões e a criação de mais conhecimento.

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    • João disse:

      PS: o importante é que essa possibilidade de dialogo aluno-professor exista e simples de acontecer ( o que muitas vezes não é) , que seja possível um aluno e professor conversar a mesma altura e debater idéias, assim deveria ser um ambiente de faculdade/universidade, o conhecimento é uma coisa flexível a educação também deveria ser!

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  56. Julio Bortolon disse:

    Mas o aluno não precisa de ponto pra passar? Os professores que ensinaram ele a ter esse tipo de comportamento. Se no fim de tudo o que importa é o rendimento dele numa prova ou em um trabalho, por que raios podemos esperar que ele também vai se importar com outras coisas? Eu já me frustrei bastante fazendo coisas extras, lendo materias acessórios, e na prova eu tendo um rendimento inferior porque eu não quis “roubar” decorando todos os exercícios do resumão.

    Eu acredito que se o aluno for tratado como uma pessoa inteligente, e ele sentir que as outras atitudes dele também são importantes, pode acontecer uma mudança sim.
    Apenas para clarificar, sempre observei calado esse tipo de atitude dos meus colegas estudantes mas nunca achei que eles estivessem completamente errados, está certo que quem sai perdendo são eles, mas o jeito que se dá aula também não ajuda nem um pouco, só atrapalha essas pessoas.

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  57. Carlos disse:

    O professor que fez essa reflexão só tomou como base os sintomas da doença e não as causas, não me surpreende seus alunos estarem desinteressados com sua matéria, você parece que não tem muita inteligência… pelo menos você não faz chamada, já é um alívio seus alunos não terem que frequentar suas aulas!

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    • R.R. disse:

      O professor que fez essa reflexão, no caso eu, apontou apenas um problema. Eu não disse que esse é o único problema. Sugiro que você leia outras respostas minhas aqui.
      Sugiro também que você aprenda a debater melhor. Esse seu último comentário não acrescenta em absolutamente nada para o debate. Totalmente dispensável e de atitudes dispensáveis já estamos cheios.

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  58. Nélio disse:

    bom, acho oportuno o texto, mas, me parece de mão única, é a crítica do professor sobre a postura dos alunos… mas, e a postura dos professores? É óbvio que não são todos iguais, nem professores, nem alunos; não são iguais na “moralização” da corrupção, e tampouco na ojeriza à mesma… a questão para mim é: essa corrupção estudantil é causa ou consequência, é ovo ou galinha… ora, sou professor de formação, e paixão; sou psicólogo de formação, e nisto, fui aluno, por longos 25 anos, e, tal como deixa o autor do texto incomodado a postura dos alunos, deixou a mim, e a muitos outros, enquanto alunos, a postura corrupta de muitos dos nossos professores nesses anos todos de escolarização… Assim, onde está a ponta desse círculo cíclico? Ora veja, como saber? Alunos, professores, sociedade, são meio que indissolúveis… A Universidade tem sim, se tornado um antro de perdição, de corrupção, etc., mas todos que estão nela, professores, alunos, funcionários, dirigentes estão contribuindo, e ativamente, para isso… sinto muito.

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  59. Fernando disse:

    A visão unilateral do professor pode ser verdade, mas pense em avaliar isso quando surge o professor corrupto, aliás os professores tbm são estudantes e quando estão assistindo as aulas são tão éticos?

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  60. Aretuza Cortez disse:

    Ótimo texto e colocações, mas melhor ainda foram os comentários rs
    Parabéns professor pela paciência, bom humor, humildade e educação por ouvir tantas colocações e críticas e responder a todos com tanta paciência 🙏

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  61. MG Spars Andrade disse:

    Olá Professor,

    Achei o texto interessante e irei expor minha opinião como aluno de ensino superior acerca do tema, uma vez que discordo de alguns pontos. Sou aluno de um curso de História de uma Universidade Pública e estou prestes a integralizar o curso. Tenho uma visão ampla do ponto de vista do estudante de graduação, que participa da vida acadêmica, congressos, eventos, movimento estudantil, movimento docente e o outro lado da moeda, ensinar enquanto estagiário na rede pública. Minhas falas estão inseridas numa perspectiva de ver/analisar/compreender o papel de todos nos problemas levantados e não apenas em culpar um lado, se não a História vira laudatória. Sou contra algumas atitudes reproduzidas por nós (alunos) citadas no texto e entendo parcialmente o lado dos professores.

    Por exemplo, no curso de História que frequento, é normal termos 30 horas de aula por semana (presença obrigatória, que muitos alunos assinam por outros). Parto do princípio, que para cada hora de aula, teremos que estudar 1 hora ou 2 para absorvermos e refletirmos sobre o conteúdo de forma adequada e crítica, totalizando assim, 60 horas semanais! Comparando com uma jornada de trabalho normal, de 40 a 44 horas semanais, fica claro que o sistema de ensino não foi planejado para a vida do alunado brasileiro, que em sua maioria trabalha. Desse modo, apenas alguns estariam aptos a cumprir essa jornada durante 4 ou 5 longos anos de curso. O meu curso tem 3215 horas para serem totalizadas, o que leva muitos alunos a burlar o sistema, fazendo plágios, cópias de trabalho, entre outros.

    O ponto principal que focarei nessa discussão são as causas da corrupção no sistema universitário, entre eles: colas, cópias de trabalho, plágios, pagamento para trabalhos prontos, falta de empenho, entre outros. A corrupção é sistêmica e sua causa não são os indivíduos, mas o sistema em si. O sistema universitário brasileiro é muito diferente em relação à realidade dos estudantes, falo na questão da instrução formal, das péssimas condições de permanência no ensino superior, uma vez que a porta de acesso foi estendida, mas em sua gênese, o ensino superior foi pensado para uma elite e/ou classes mais abastadas.

    Os professores também devem ser criticados, uma vez que muitos não se comprometem na formação social do graduando, só focam na questão profissional e forma máquinas acríticas. Vários professores não são responsáveis quanto a horários e faltam demasiadamente, já que nas Instituições Públicas não há controle, uma vez que o diário de Classe é eletrônico e só os professores têm acesso. Vários professores apresentam uma postura dúbia de dois pesos, duas medidas para algumas situações envolvendo os alunos. Nos momentos de greve e reivindicações, muitos professores e/ou seus sindicatos só levantam suas bandeiras, sequer pronunciando os alunos e funcionários. Os grupinhos de pesquisa se formam como? Os professores escolhem seus preferidos e só dão atenção a seus orientandos, muitas vezes esquecendo seu papel no ensino de todos.

    Nas avaliações, por exemplo, em muitos componentes o conteúdo é baseado em problematizar fatos desconexos/desconectados com a nossa experiência real (falo que nossos cursos são europeizados, estimulando a cola e o plágio no momento da prova).A forma de avaliação é outro ponto nevrálgico. Muitos componentes contêm apenas provas, que não avaliam perfeitamente as idiossincrasias dos alunos (me remeto, principalmente, para os estudantes de humanas). Os outros trabalhos, normalmente requerem tempo, mas este é escasso, muitas vezes temos 8, 9 ou 10 disciplinas, soma-se ainda trabalho, família, Iniciação Científica, Estágio Supervisionado Obrigatório, TCC e outros problemas, enfim, não há cão que aguente!

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  62. marcos rocha disse:

    Parabéns professor. .
    só uma coisa… o mundo é MERITOCRATICO. .O mercado necessita de resultados. .Título foi valido na época da monarquia. Diminuir matéria, reduzir tempo de estudo, facilitar provas não vai fazer alunos bons profissionais. Os departamentos de RH estão cada dia apertando mais os candidatos. É melhor sofrer na faculdade abrindo mão de certas regalias em prol de um objetivo do que ter que sofrer frustração e deixar de vez essas regalias quando nao consguir emprego porque foi reprovado nos testebde vagas de emprego. Sou empresário e tenho dificuldade em conseguir pessoas pars trabalhar pir desqulicacao. Percebo que a culpa disso não é das escolas , mas sim dos alunos que acham que com um certificado ou diploma vai conseguir um rmprego. O diploma é mera formalização. …o queppreciso do candidato é sua capacidade lógica, conhecimento academico, etica, moral, capacidade de aprender, dedicação, foco, capacidade de trabalho em equipe..etc. .

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  63. Marcos disse:

    Rodrigo, também dei aula em faculdades e concordo com tudo que escreveu. Sempre haverá críticas de quem defende o aluno atual, ou de pessoas que não conseguem compreender um texto, talvez por ter sido, no passado, um aluno como o do texto redigido. No meu caso, enquanto professor, buscava identificar uma minoria, uns 5 ou 6 de uma sala de 50 que realmente queriam alguma coisa e me dedicava diuturnamente para essas pessoas de futuro. O resultado foi fantástico, hoje são profissionais e pessoas exemplares que podem e têm todo o direito de reclamar de corrupção. E o resto da turma? Bom, não teve jeito, não teve solução, não quiseram NADA, e hoje enquanto pessoas e profissonas? Só Deus na causa, pois, ao contrário do que muitos pensam, o problema não é do professor. Parabéns pelo texto!! Eu compreendi, pois quando iniciei a faculdade em 1997, fiz parte dos 5 ou 6 de uma turma de 50!!! Abraços.

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  64. Gabriel disse:

    Olá Professor! Primeiramente parabens pelo seu texto, não li a versão original, apenas a editada e confirmo que ficou 100% isenta em relação a Política .
    Concordo com grande parte do seu texto, mesmo porque, durante a graduação fui um avido lutador contra cola na prova, em trabalhos, e listas de exercicios. Por isso, fui fortemente reprimido pelos colegas de classe.

    Infelizmente, discordo de sua crônica no seguinte ponto:
    “O ALUNO, O PATRÃO E O FUTURO

    Enquanto considerou coisa de otário estudar quatro horas por dia, o aluno corrupto vai gastar 12h do seu dia, muito possivelmente, fazendo dinheiro pra outra pessoa.”

    Infelizmente, esses são os alunos que conquistaram as melhores vagas de emprego, que passaram nos processos seletivos de Treinee, que terão acensão meteórica e viraram gerentes rapidamente, e mandarão nos que se empenharam e estudaram na graduação . Pois o mercado de trabalho Brasileiro vê o corrupto como apto para negócios, enquanto aquele justo como o trouxa que joga pelas regras. Os meus colegas de classe mais corruptos foram os escolhidos para as vagas de trabalho das maiores empresas do pais, por indicação do pai, por ter participado de 1001 atividas que teve tempo, pois não precisou estudar para as provas ja que colar não dá em nada, e estudar por conhecimento é para idiotas.

    Por isso que entendo que o início da revolução no ensino superior e no mercado de trabalho no Brasil tem que ser a aplicação da regra de expulsão por todo e qualquer crime citado acima, principalmente o de cola.

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  65. Juan Pablo Martín disse:

    Ensino fundamental e médio sucateados que não conseguem formar leitores, muito menos gente que saiba redigir de forma crítica e autônoma.
    Sociedade centrada no agora e na apariencia.
    Professores universitários desincentivados da graduação, focalizando apenas as publicações.

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  66. tguedes01@gmail.com disse:

    Genial!! Estou na pós-graduação, estudei também fora do país, mas esse tipo de comportamento é especialmente característico dos alunos brasileiros (não digo que não exista o mesmo na Alemanha, onde estudei, ou na Rússia , onde estudo, mas são casos pontuais, os quais até mesmo não tive, até o momento, o desprazer de presenciar).. No Brasil, entretanto, isso é rotina. Lembro dos colegas riquinhos, que exigiam que o professor facilitasse (por vezes até com tom de ameaça) e cobravam que questões da lista também estivessem nas provas. Lembro de um ocorrido em que uma aluna (provavelmente filha de pais influentes) conseguiu mobilizar um grupo de alunos e uma das emissoras de TV locais para denunciar um professor por abuso, pois ele confiscava os celulares durante as provas, não repetia provas em semestres consecutivos, não usava questões das listas na prova e “obrigava” os alunos a frequentar a universidade “além da conta”, por resolver as listas de exercícios não no horário de aula, mas em aulas extras… Isso apareceu na TV, com esses mesmos argumentos (e houve quem se mobilizasse por esses alunos)… Alguns deles hoje ocupam boas posições nas empresas dos pais, têm carros importados e tudo mais (e alguns também bateram panelas rsrs). Também cheguei a dar aulas de reforço para universitários brasileiros: o nível de ignorância e dependência de alguns (não todos, claro) às vezes me assusta… É algo como uma síndrome de Peter Pan: corpo de 20, intelecto de 17 e mentalidade de 14… Pro fim, uma observação não feita pelo autor: os brasileiros têm o mau hábito de se acharem especialistas em tudo, cegos à própria ignorância; há sempre uma desculpa, jamais um “não sei” se ouve. Tanto é que, de 4 em quatro anos, todo mundo é especialista em política, economia e sociologia, por exemplo (e o intelecto é tanto que a discussão sai aos tapas, independente do partido ou ideologia política do cidadão). O aluno, mesmo obtendo um diploma à base da cola e outros métodos ilícitos, está convencido de seu merecimento: é um profissional de verdade! Falta entendimento e consciência a todos nós… Por vezes evito discutir por ouvir pessoas argumentarem a respeito de assuntos sobre os quais elas aparentemente nunca ouviram falar na vida. Um bom exemplo é o fato de associar a minha formação acadêmica à ideologia soviética por eu estudar na Rússia, sendo que o regime soviético oficialmente caiu no início da década de 90 e, em termos práticos, já praticamente não existia na década de 80. Hoje o capitalismo aqui é bem mais liberal que no Brasil e a pobreza, outrora sob controle, é de por lágrimas nos olhos, ainda que esse seja um país com um número alarmante de bilionários). Por outro lado, a Alemanha, que muitos brasileiros julgam como um “símbolo do capilalismo”, é bem mais comunista que a Rússia haha.

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  67. Herrera. disse:

    Gente na boa, o que ele disse é a pura verdade, gritar protestando é lindo mas no dia dia o cara é pior que os próprios políticos, o fato de querer pequenas vantagens em seu dia dia é corrupção, pois está burlando o sistema, mas quando os políticos o fazem todos reclamam, é fácil falar que o cara é petista, o mesmo poderíamos dizer de quem argumentou contra é PSDBista pronto, vamos parar para refletir e não nos acusar, a verdade é que a corrupção não foi inventada pelo PT, já vem de nossas raízes políticas, e o PSDB não é a nossa salvação, particularmente sou muito descrente em relação à política em geral.

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  68. christiane disse:

    Quando li, parece que o Rodrigo já tinha editado para que ficassem principalmente as reflexões sobre o comportamento dos alunos e menos visão partidária. Os fatos relatados são todos comuns nas universidades e me preocupam muito. Sou professora em uma universidade federal e, volta e meia, eu interrompo a aula para fazer esses questionamentos, quando julgo pertinente. Porque faço isso? Porque essas questões estão tão banalizadas (a exemplo de assinar um pelo outro, ou responder a chamada e sair), que muitos nem percebem a gravidade do que está fazendo. Argumento com eles e cobro que tenham a consciência plena daquilo que fazem. Questões como trabalhar em grupo, autoria de trabalhos e visão crítica sobre questões na atualidade que necessitam de reflexão e posicionamento. Digo a eles que esse também é meu papel. Vai além, de passar o conteúdo programático. Porém, penso que sou uma exceção, por isso concordo com os comentários do Marcos e JJ sobre como estamos deixando as coisas ficarem assim? O interessante é que essas minhas abordagens sobre questões éticas e de disciplina tocam em muitos alunos, e lhes dão espaço de discussão e refleção. É claro, que muitos acham “um saco” (nem Jesus agradou a todos,rrsrs). Mas penso que vale a pena! Tentem! Somos educadores!!!

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  69. menegottoFelipe disse:

    Professor,

    Apesar de concordar plenamente contigo em relação à cobrança de presença dos alunos em sala de aula, quando tu toma essa atitude, tu está sendo corrupto, infelizmente. Pra ti a presença dos alunos nas aulas é dispensável, contanto que consigam a aprovação na disciplina, apesar da Universidade possuir uma REGRA que seja contrária aos teus ideais. Concorda?

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  70. PdeQ41 disse:

    Muito interessante o seu texto.
    É realmente muito triste pegar uma turma, aliás, uma geração de estudantes que só pede, pede, pede.
    Eu, particularmente, afirmo sempre “Isso aqui é uma Universidade, pessoal. Estamos formando profissionais que necessariamente sabe pensar”. Estudantes que querem nada com nada, dão-se muito mal em minhas aulas. É uma lástima que eu fique taxado como professor ruim. Mas antes da adjetivação a curto prazo, eu penso no dever para com o ensino de qualidade e sei que alongo prazo estou fazendo o melhor.
    Compartilho de muitos dos seus posicionamentos.
    Parabéns pelo texto!

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  71. Gabriel Martins disse:

    As observações são pertinentes, sem dúvida. Entretanto, comecei a ler o post na expectativa de que a concepção de corrupção do escritor fosse para além da corrupção do estudante que segue a lei do menor esforço, ou que a segue a lei de Gérson. A corrupção na universidade brasileira é, no mínimo, absurda! E, dentre todas as esferas corruptas a apresentada no texto é menos relevante de todas! Os concursos para docente, as sempre suspeitas seleções para pós-graduação, as suspeitíssimas relações com as fundações de apoio, as estranhas cargas horárias, o fato de os dirigentes máximos serem nomeados pela presidência da república, dos colegiado serem compostos por 70% de docentes, de somente servidores docentes poderem assumir cargos de direção, de as distribuições de horários, carga horária, carga de pesquisa e extensão serem atribuídas a colegiados estritamente docentes, incentivando a formações de grupos quase mafiosos de controle do tempo, liberdade e autonomia de trabalho, além de direcionar linhas teóricas. A corrupção somente é combatida com transparência e democracia, e disto carece por demais a universidade brasileira, que é muito mais que uma sala de aula e a relação professor-estudante.

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  72. Jeferson disse:

    Cara, li seu texto mais de uma vez antes de fazer qualquer comentário, e vou responde-lo de forma opinativa baseando-se no meu perfil como estudante, um “aluno normal”. O que seria um “aluno normal”? Um aluno que é responsavel o suficiente para saber suas obrigacões sem ficar se matando de estudar. Nesse caso, seria aquele cara que nunca teve uma reprovação (eu), ou até teve no maximo umas 3 durante todo o curso por algum motivo pessoal ou por causa de algum professor impossivel/escroto.
    Considerando minha experiencia como aluno de ensino superior de uma Universidade Federal no curso de Engenharia Quimica, em meu quarto ano, posso dizer com tranquilidade que sua generalização é altamente desrespeitosa e sem fundamentos. Existem sim aqueles alunos relaxados, mas estes não são a maioria (no maximo 50%).
    Responderei na forma de tópicos:
    -“FAZ PROVA FÁCIL!”
    Bem a frequencia com que um professor ouvirá isso, depende de qual matéria ele está dando e do seu estilo. Para começar, se a prova do professor é coerente com que ele passou em sala, o “aluno normal” apenas chorará no final do semestre se estiver precisando de nota. Agora se o professor ensina 2+2 e te manda projetar um reator, a probabilidade dele ouvir essa frase será bem maior. Eu definitivamente já utilizei essa frase, mas foram em matériais que normalmente são consideradas dificeis. E os professores levaram na esportiva. Alem do mais, eles não são obrigados a fazer uma prova mais facil porque o aluno pediu.
    -“VALE PONTO, FESSÔ?”
    É claro que só iremos fazer algo se vale ponto. Os professores muitas vezes esquecem que estamos fazendo mais matérias além das que estão sendo dadas por eles. Os professores não tem idéia de quão ocupada (ou desocupada, depende do aluno) é a nossa vida. Já passei dezenas de noites acordado (literalmente) terminando trabalhos (alguns porque não comecei antecipadamente, mas ainda sim fui bem sucedido na sua entrega e outros pelo o excesso de coisas a se fazer). Além do mais, vou dar um exemplo, se eu não gosto de uma materia, porque faria um trabalho sobre o assunto se este não beneficiar minha nota? Não tem o porque. Claro que o conhecimento é importante, mas se eu não gosto dessa matéria, provavelmente a evitarei em meu futuro profissional, e especificarei em um outro assunto. É importante saber um pouco sobre tudo? Sim, mas se não houver motivação, não farei um trabalho sobre uma coisa que não é do meu interesse. E é nessa hora que o professor deve sugerir bibliografias para quem se interessa em um determinado assunto. Se a pessoa tem interesse na area, provavelmente lerá sobre sem precisar de nada em troca.
    -“TRABALHOS E LISTAS”
    Professor, quando eu li, tive impressão que você estava falando de uma turma de ensino médio, não de ensino superior. No meu ensino médio, eu copiava sim deveres e trabalhos de internet ou de outros alunos (eu ainda não tinha noção). Mas durante o ensino superior, não. Em relação a trabalhos, deve-se lembrar que plágio é crime, e minha universidade a maioria dos professores seguem a conduta, plágio é zero. Principalmente em relatorios de fisica, mais de 2 linhas iguais, é zero (a menos que haja uma citação direta, mas não se faz um relatorio só de citações diretas). Se acontece copias de trabalhos, o professor deve punir os alunos, se estes ainda recebem nota pela copia, há culpa disso acontecer é do proprio professor. Durante os meus 4 anos no meu curso, nunca fiz uma copia completa de um trabalho. Já houve casos em copiei pequenas partes de textos da internet, mas eram relatorios de matérias de humanas, que não eram tão rigorosos por não ser foco do curso. Isso é correto? Não, mas não tive tempo de escrever com as minhas palavras tudo. No entanto, estes ainda foram bem feitos. Com relação a listas, eu acredito que listas não devem ser feitas para ser entregues aos professores valendo nota (a menos que coisa esteja realmente feia e todos os alunos precisem de notas). Elas devem ser tipo de um guia para o aluno estudar pra prova do professor. Não que a prova tem que ser igual da lista, mas um aluno capaz de resolver a lista, deve ser capaz de resolver a prova. Eu por exemplo, por estudar sempre “de ultima hora” (não tenho costume de estudar todo dia, mas começar a estudar uns dias antes da prova, dependendo da matéria pode ser até duas semanas antes), quase nunca tenho tempo para fazer as listas. Tem gente que prefere estudar por lista, tudo bem. Agora fazer uma lista ser pra entregue ao professor, o aluno normal provavelmente deixara para ultima hora, não conseguira resolver alguns exercicios (isso sempre acontece, eu por exemplo dificilmente consigo resolver todos os exercicios de uma lista porque sempre tem aqueles exercicios nivel hard) e copiara de algum cranio/nerd porque tem que entregar. Os alunos relaxados, copiarão de qualquer jeito. Então eu acho que listas valendo ponto ajuda mais alunos relaxados que os “alunos normais”/não surtados. No meu caso, particulamente so atrapalha, prefiro fazer listas sem compromisso, se não deu tempo de fazer, fazer o que. Se eu souber o conceito o suficiente não precisarei de listas.
    -“AULAS DE EXERCÍCIOS”
    Perda de tempo na minha opinião se não for na vespera da prova. Sinto na obrigação de ir porque o professor pode falar algo de importante. Mas se for mais de um dia antes da prova, provavelmente o aluno não sabera grande parte do conteúdo, provavelmente não terá duvidas e realmente a aula não valerá de nada, e nem o famoso resumão salvara.
    -“LISTA DE PRESENÇA”
    Concordo totalmente. Se o aluno tem a capacidade de passar sem a aula, não há o porque reprova-lo.
    -“PROVAS E COLAS”
    Faco um curso de engenharia, então colas são bem mais dificeis de serem feitas. Eu serei sincero, já fiz cola, principalmente em materias mais teoricas ou de humanas, mas não devo ter usado nem 1/5 das colas que ja fiz durante todo o meu curso. Houve a intenção de colar? Houve. Mas muitas alunos também fazem cola por insegurança. De esquecer algo. Em muitas vezes os alunos nem utilizam as colas porque sabem a matéria. Agora se o professor cobra um livro em uma prova, ou não coloca um formulário para equações gigantes, é claro que vai ter cola, porque é impossivel guardar tudo.
    Já ouvi casos de pagarem outras pessoas para irem fazer a prova, ou pagarem pra fazer trabalho, nesse caso acho totalmente errado. Um “aluno normal” não faria isso, e preferiria arriscar ser reprovado na materia.
    -O ALUNO, O PATRÃO E O FUTURO
    Volto a repetir “alunos normais” não serão surtados de estudarem 4 horas por dia, todo dia. Eles poderão estudar até 24 horas com pequenos breaks nas vesperas das provas. Mas eles não serão surtados de fazerem isso todo dia. Menos de 10% dos alunos em uma sala fazem isso, e as vezes (uma consideravel quantidade), pode chegar a 0%. Provavelmente seria mais facil estudar 4 horas por dia, do que ficar desesperado quando as provas se aproximam. Mas eles preferem aproveitar os ultimos anos da vida deles ainda como não adultos fazendo outras coisas. Depois que sairem da faculdade eles estão cientes que terão que trabalhar 8 horas por dia, ou até mais e no final não terão tempo para mais nada ou disposição
    Professores muitas vezes esquecem que foram alunos e se acham os donos da razão. A menos que você tenha sido um daqueles nerds que so vivem estudando (não julgo, porque a pessoa pode gostar, eu particulamente prefiro fazer qualquer coisa, até olhar pro nada, do que estudar), acho hipocritas aqueles profissionais que julgam o esquema atual mas no passado agiram de outra forma.
    Sobre os alunos que estudaram 4 horas por dia, falo parabens pela determinção. No entanto sinto pena, se estes não aproveitaram seu tempo na universidade.
    Se eu serei um excelente profissional? Não sei. Espero que sim. No meu “curriculo” apresentarei nenhuma reprovação, 2 iniciações cientificas e um intercambio. Ainda haverá o estágio que farei. Se isso será bom o suficiente? Não sei também. Mas acredito que ha chances de eu conseguir meu lugar ao sol.
    E essa não é uma realidade só minha não, é a de muitos outros alunos por ai.
    Então não generalize.

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    • R.R. disse:

      Opa, Jeferson. Ainda não li todo o seu comentário. Por hora, digo apenas que não tive nenhuma intenção de desrespeitar os alunos responsáveis como você. O texto não deve ser entendido como uma classificação de todos os alunos. Todo mundo sabe, pelo menos eu espero, que sempre existem os bons alunos.

      Tudo bem?
      Abraços

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  73. Raiza disse:

    Acho que agora deveria escrever um texto sobre os professores dedicação exclusiva que deveriam permanecer 40 horas na Federal sem fazer projetos extras e tudo mais… como o nome já diz DE, que além de fazerem projetos para fora, utilizam os laboratórios da própria universidade e por fim os alunos bolsistas do mesmo sem pagar nada por isso e lucram muito dinheiro afinal estão apenas prestando consultoria, ou então para aquele professor do departamento de estruturas que ensina só exercício mobral em sala… mais na prova vem com uma laje protendida que é matéria de mestrada e doutorado… que tal ? acho que a via é em mão dupla… existem sim… mil professores sem caráter e mil alunos sem também… mais existem suas raras exceções… certamente… então basta como professor fazer por onde… que a grande maioria dos alunos se comporta bem…. exceções no pais da corrupção sempre existira … precisamos de mil anos de historia para tirar certas culturas enraizadas já… mais acredito no futuro sim… só que eu provavelmente não vou estar aqui para ver e nem meus filhos e netos.

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  74. Silvio Lucas disse:

    Olá, parabens pelas suas ponderacoes! Sou professor também e concordo com suas afirmações. Inclusive compartilhei no meu face o seu texto (fan page de professor). Em muitas de suas falas enxerguei o meu dia a dia. Parabens mesmo! Fico feliz de ver alguem que realmente quer que este pais mude. Conte comigo 🙂

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  75. Diego Martins disse:

    Olá Rodrigo!
    Sou um “aspirante” a professor universitário… Observando por sua ótica até me assustei um pouco…
    Posso estar errado Rodrigo, mas me parece que tentaste fazer um paralelo, entre pessoas que agem incorretamente na faculdade, e que quer cobrar por seus direitos levando em conta supostos erros de outros, mas desconsiderando os seus próprios, analogicamente (falando no bom português), acho que o texto se resumiria as ideias simples como (ditos populares na internet):
    Não adianta cobrar se você age errado.
    Não adianta fazer Yoga e não cumprimentar o porteiro.
    Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta.
    Não adianta ter mestrado ou doutorado e não cumprimentar o porteiro.
    Errado é aquele que fala correto e não vive o que diz!

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  76. vitor gabriel disse:

    Um ponto interessante do seu texto “COMO É DAR AULA NO ENSINO SUPERIOR E A CORRUPÇÃO NA UNIVERSIDADE” é que somente o aluno é citado como corrupto, uma vez que a corrupção é na universidade.

    Quem nunca passou pro professores que dão uma aula péssima e vem com uma prova extremamente difícil? Quem nunca passou por aqueles que dão uma matéria e cobra outra por diversão? Quem nunca passou por aqueles que acham que a única disciplina cobrada é a dele? Quem nunca passou por aquele que mal vai a universidade e coloca seus alunos de pós para dar as aulas? Quem nunca por aqueles que fala que é 0 ou 10 na questão?
    E o pior que muitos alunos perdem 3 horas por dia no trânsito, horas que poderiam ser dedicadas ao estudo, pelo simples fato de morarem longe e não haver alojamento. E o pior, quanto mais longe, usualmente menos favorecido financeiro são os estudantes. E esse alunos menos favorecidos são os que correm para realizarem IC, e com isso reduzindo seu tempo de estudo.

    E o prof. não se pergunta sobre a grade curricular exagerada e desnecessária do sistema brasileiro. Usualmente um curso de engenharia, o aluno puxa 7 a 8 matérias (muitos casos 9) por semestre. E se analisarmos os cursos de engenharia nos país que utilizam Declaração de Bolonha, possuem uma duração menor e menor número de disciplinas, e isso leva a melhor aproveitamento e tempo de estudo nas disciplinas. Porque não utilizarmos isso no Brasil? Porque não evoluirmos? Será que a Europa está errado?
    Não estou me fazendo de vítima, tive excelentes e péssimos professores. E aprendi algo com todos eles. Entretanto, seu ponto de vista é extremamente focado no aluno.
    E você ainda fala da corrupção na universidade. Quantos professores dão aula de pós lato sensu e outros cursos dentro da universidade pública, durante o horário de trabalho, cobram uma fortuna e ainda não tem bolsas para estudantes da própria universidade. Quantos professores desviam dinheiro do laboratório, acredite há muitos. Quantos professores dão consultoria para empresas dentro do seu tempo de trabalho, usa matérias da universidade e alunos, e nem ao menos pagar por isso. Quantos profs. não cumprem o horário da DE. Quantas pós abrem “bolsas” de verba pública ou agência sem fins lucrativos, super faturam e colocam alunos indicados?

    Se você quer ser honesto, seja completo no seu texto e não parcial. Há sim alunos corruptos, conheci muitos com notas altíssimas e eram idolatrados pelos professores, e aqueles que eram preguiçosos msm. Entretanto, conheci pessoas extramente esforçadas que hoje são profissionais em grandes empresas mas que estagiavam e/ou moravam longe, e por falta de tempo – sim tiveram que colar para passar numa disciplina para se formar, sim tiveram que pedir para colega colocar o nome no trabalho, sim tiveram que fazer de tudo para passar. Mas sabe como é, as vezes a necessidade faz o ladrão.

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    • R.R. disse:

      Oi, Vitor. Sugiro que você leia as respostas que dei a outros alunos. Existem outros problemas além dos alunos. Apenas irei citar uma por vez. Sacou?

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  77. Professor Morôni disse:

    É meu companheiro…. E tudo isso começa já conosco na educação básica, onde para piorar ainda tem o ECA que serve como indutor de irresponsabilidade. O aluno não quer fazer nada, quer agredir o professor e só vem pra perturbar os que querem? Tudo bem! Se a escola tentar tirar ele o MP obriga ele a voltar pra lá e ai do professor se levantar um pouco mais o tom de voz… Nossa sociedade encontrou o caminho correto para o colapso, a educação já morreu e o pior é que todos os profissionais (tirando alguns pedagogos utópicos) sabem disso. Vou compartilhar seu texto em minha página no face.

    Tive duas postagens em meu blog nesse sentido: http://professormoroni.blogspot.com.br/2013/09/desabafo-conscientizador.html
    ___
    http://professormoroni.blogspot.com.br/2013/09/jonas-os-professores-e-uma-outra-evasao.html

    Abraços

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  78. marga disse:

    Ao ler seu texto fui me espelhando, porém, no contexto escolar! Vivenciamos situações peculiares com as crianças! Leciono no ensino fundamental e médio. Dentre tantas outras respostas nas conversas informais uma delas tem me chamado a atenção! “Só venho à aula porque meu pai me obriga. O conselho tutelar tá “em cima” do velho! Mas, os apelos por facilidades são iguais. Contudo, vivencio o contrário com minha filha, a qual se encanta com cada projeto que participa na escola. Ainda acredito muito na educação. Ah! Não concordo com um dos comentários, em que a pessoa afirma que 50% apenas dos alunos é desinteressado. Não tenho evidências, mas, baseada no que vivi e no que vivo, acredito que esse percentual ultrapasse. De qualquer forma o texto leva à uma ótima discussão, porém, com necessidade de tomadas de atitudes para reverter a situação. Abraços!

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  79. Marco Andrei K. disse:

    Parabéns pelo texto. Adoro lecionar, fui professor de escola técnica, e já presenciei diversos exemplos que descreveste. Um abraço e obrigado por compartilhar tua experiência, para aprendermos com ela.

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  80. Luis Antonio Arruda Batista disse:

    Boa noite professor!

    Quanto a corrupção, só tenho a dizer que não tem que se ficar lamentando, tem que se punir, a corrupção só é eliminada com punição ao ato corrupto. Se um professor observa uma atitude corrupta de um aluno, que o puna devidamente. Se o professor é omisso quando presencia cola, ou quando permite que um aluno assine chamada por outro e não dá a devida tratativa, ele está contribuindo com o desenvolvimento dessa “sociedade corrupta acadêmica”. A corrupção na nossa sociedade é fruto de impunidade (recomendo uma pesquisa sobre a “broken window theory” que explica mais ou menos os efeitos da impunidade).
    Quanto ao comportamento dentro de sala, tirando aqueles comportamentos que atrapalham o rendimento da aula, se o aluno não quer se dedicar, problema é do aluno. Estudei seis meses na Itália, o panorama não muda muito, a única diferença é que a presença não é obrigatória, então tinha aula de turma de 80 alunos em que só 6 pessoas iam assistir a aula (o que acho mais justo do que obrigar o aluno a assistir uma aula). Os alunos choravam do mesmo jeito, só que o professor já coibia rapidamente. Sem contar na extrema competitividade deles (lá eles brigam para tirar as notas mais altas). O professor era também bem mais indiferente quanto ao comportamento do aluno. Ou seja, não vejo nenhuma exclusividade de comportamento da nossa sociedade no texto. Isso é natural em qualquer lugar, em qualquer campo tem bons profissionais e maus profissionais, assim como existem bons alunos e maus alunos.

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  81. Anderson Anastacia disse:

    Um camarada colou na prova da ESAB em Brasília esses dia. O cara estava com o Smartphone entre as pernas e alguém passava pra ele via celular as respostas das provas. Como estava duas fileiras atrás do sem vergonha, depois da prova fiz a denuncia e o fiscal de prova me falou que o nome do cidadão era CLAUDIO LADEIA PRATES CORREIA Detalhe: Era prova de pós graduação da ESAB. Ou seja, estamos falidos. Com certeza esse sem vergonha passou a graduação toda colando e faz isso também na pós e deve ser um CORRUPTO da vida. É essa a educação de qualidade que temos no Brasil.

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  82. André Araujo disse:

    Bem, não é necessário muito esforço para encontrar a origem do problema, está claro, a democracia. Em relação ao sistema educacional desde de sua concepção no século XVIII na Prússia, já estava certo que a competição e o jogo do medo seriam o cargo chefe deste sistema. Não existem debates sobre a “educação”, se discutem apenas “padrões” de qualidades educacionais (como “aprender” a ser um bom empregado). Não se discute por exemplo, os dogmas desse sistema educacional, que antes de tudo condicionam as pessoas para a guerra, isso é um fato. “Nas escolas normais e nas faculdades de educação nos disseram que um objetivo é aquele que é mensurável quantificável e observável. Então, começamos a buscar a regra que nos permita medir os objetivos. E a isso chamamos de qualificações. Seja A, uma carinha feliz ou uma triste. Mas a lógica sempre será a mesma: comparar. Comparar o sujeito, suas aprendizagens. Frente a uma escala padrão que mede o quê? Se cada sujeito é único, singular e irrepetível.”
    De modo algum isso nos exime de nossas responsabilidades, devemos ser bons para nós e para a sociedade. Rodrigo, ocorreu-me (minha análise geral, pode ser que eu tenha interpretado mal) que o senhor se equivocou (…) um apelo a uma mudança urgente de postura, não só dos alunos (…), dá a entender que o principal culpado é o aluno. Como já mencionei, a origem do problema está na própria concepção do sistema educacional, isso se reflete com toda a força no modelo de governo que normalmente impera nos países, a democracia.
    A democracia acabou por dividir a sociedade não em classes sociais, mais em classes trabalhistas, o eu sou “superior” a você é o que predomina hoje. Veja só, sou a aluno de Física da Universidade Federal do Ceará, grande parte dos docentes demonstram grande apatia para com os alunos, eles podem até gostarem de ministrar aulas, contudo tratam seus alunos como seres inferiores pelo simples fato de não possuírem um diploma que os defini, “Tenho um diploma de, tenho um título de, tenho.. E o ‘ter’ é o que nos separa realmente de nossa identidade, o que nos leva de novo ao medo… Tenho que aparentar que sou.” A situação chega ao absurdo que por vezes professores ignoram sugestões, pontos de vista, métodos alternativos… no âmbito disciplinar, dos alunos pelo simples fato de se considerarem melhores que seus discentes. Professores se quer dizem “Bom dia” ao entrar em sala de aula, e mesmo fora do ambiente acadêmico cumprimenta seus alunos, e isso não é uma questão de respeito, mas de humanidade. A educação faz com que cada vez mais percamos nossa humanidade.
    Uma experiência que passei ainda no primeiro semestre (Disciplina de Laboratório), o professor durante a aplicação das provas se ausentava da sala de aula, sem deixar nenhuma outra pessoa em seu lugar para “vigiar”, percebi que o nível de pescas em sua ausência era infinitamente menor do que seria na sua presença, uma atitude simples que ao meu ver humanizou toda a turma. Quer dizer, um controle ferrenho não garante melhores resultado (cumprimento de regras), uma dose de confiança pode ser bem melhor, todos nós temos consciência do que se pode e não se pode fazer, absolutamente.
    Acredito que a educação nunca foi, e talvez nunca será a solução para tudo, em primeiro lugar deve vir o amor.

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  83. Luciano Silveira (@Falko83) disse:

    Caro “Pai Rodrigo”,

    Creio que todas as suas ‘previsões’ estão desprovidas de argumento lógico verdadeiro. Concordo sobre o problema da educação em si, e da geração que hoje se considera credora de determinadas circunstancias e situações irreais (e até surreais). Mas não acho, sinceramente, que haja qualquer vínculo lógico entre aquele que é pede para assinar seu nome, não frequenta as aulas, reclama de exercícios e exige pontos para qualquer atividade com aquele que se mostra descontente com o governo (qualquer que seja o mesmo), com a corrupção ou com a política assistencialista.

    Acredito que a culpa, neste caso, não é dos alunos, mas sim do sistema. Um sistema que não permite punições adequadas, que não permite reprovações em “rodo”, que não exige disciplina e que coloca como “escudo de vidro” o professor nunca gerará crédito e terá eficácia. Os alunos que praticam essas ações são o reflexo de um sistema balizado na permissividade, e na falta de consequências reais para suas ações inadequadas.

    A partir do momento em que as instituições passarem a permitir a adequada punição pelas ações absurdas, os alunos também mudarão. Creio que esse é um caso simples onde a reformulação do modelo institucional gera, por si só, a consequência positiva da mudança de atitudes e hábitos dos alunos.

    Falta, no caso, “macheza” para implementar essas modificações e efetivamente abandonar o mimimi (que vem, historicamente, da permissividade buscada pela esquerda).

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  84. Ivan Yoshio disse:

    Show de bola o Texto é exatamente isso, também sou professor…

    Só que o problema para mim é que a Corrupção em qualquer classe social, profissão, idade, poder, língua, etc está ligada as regras e leis. Se a lei não é cumprida o povo se acha esperto e passa por cima.

    O problema não é o Brasil e sim a punição que não ocorre, vejam que empresas de diversas nacionalidades entram na corrupção do nosso país. São coniventes também, não denunciam e simplesmente aceitam o mercado daqui.

    Independente de opinião se é certo ou errado, o meu exemplo é trágico, a pena de morte de traficante na indonésia que repercutiu do mundo, foi cumprida, simples assim. Imagino que os próximos devem pensar várias vezes se entrarão ou não no país com droga.

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  85. dan disse:

    Excelente!
    Concordo com o que disse e discuto isso com algumas pessoas de quando em quando. Como aluno já fui taxado de chato por não passar cola e nem copiar trabalho, mas já fiz a bobagem de copiar trabalho, e me arrependo disso, pois nessa matéria não aprendi nada.
    Realmente, como alguns dos meus professores disseram, cola (e demais atitudes fraudulentas) é um câncer na universidade!

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  86. Thales de Oliveira G. disse:

    Olá, Rodrigo!

    Sou aluno de graduação de matemática da universidade federal do meu estado e também mestrando de engenharia elétrica da mesma instituição. Sonho também em exercer a docência e me identifiquei bastante com as suas confissões de paixão pela matemática. Achei bacana saber da visão de alguém que já atingiu o meu ponto de chegada e é um pouco triste saber que algumas destas, digamos ‘frustrações’, eu já havia previsto e de fato elas existem. De qualquer forma, o texto e o desabafo são excelentes, claramente de alguém que se preocupa com o futuro da sociedade.
    Obrigado por proporcionar esta visão às pessoas!

    Um abraço

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  87. Leonardo disse:

    Bom, sem entrar nesse melodrama da discussão política aqui levantada pelos comentadores bem como das previsões do autor do texto, como aluno do 10° período do curso de direito posso dizer que a sala de aula na universidade que frequento é exatamente como descrita. Fui escolhido representante de turma justamente por ter alguns atributos (boa frequencia, organização, antecipar estudos para as provas, cadernos inteligíveis, etc), muitos destes dignos de chacota por alguns (como a assiduidade). Também não posso negar que os meus colegas que mais reclamam dos professores (pois sempre me procuram como representante com intuito de intervir junto ao professor sob alegação que há um interesse da classe) são os que menos conduzem o curso com alguma seriedade.

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  88. Fernando disse:

    Eu fui aluno durante 20 anos. E já fui professor. E já vi de tudo. Vi aluno dedicado, aluno que cola e aluno que atende até celular na aula (essa hora me segurei e o aluno não entrou mais na sala naquela aula). O que falta é uma base de educação em casa. Aluno (falando da capital) em geral entra na universidade, papai dá carro. Não pode andar de onibus. Papai dá PS4. Papai dá dinheiro para o filho ir para a farra. É um povo muito mimado. E geralmente são esses que minam o sistema. Agora também tem aqueles alunos que pegam 3 onibus para estar na universidade, estudam inglês sozinhos, passam no TOFEL e vão para o Canáda 6 meses. Por outro lado, tem professor que é pesquisador 1A do Cnpq e outros que são desvinculados da pós-graduação por não produzirem conteudo científico. E estão ali a ganhar uns 8 mil e dão umas aulitas para passar o tempo. E para juntar à festa 70% do conteúdo dos cursos é blablabla. Tanto que é assim que quando o aluno sai da universidade vai ter que receber um estágio em uma empresa porque a própria empresa sabe que ele não está preparado para o mundo de trabalho. Simplesmente tem um diploma que o conferece capacidades de aprender um conteúdo mais refinado. É necessário levar os cursos para mais perto das necessidades empresariais e com isso motivar os alunos com a vida prática. O que se revela é que a maioria deles acaba por fazer um concurso público em uma área diferente da que se formou na universidade, deixando de preencher a necessidade do país em uma determinada especialidade. Isso porque emprego público tem outra estabilidade e salário. Então hoje em dia quem pode faz universidade para fazer concurso público para ter melhores condições de vida. Deixando assim de desempenhar um função de eng, ou de advogado ou outra especialidade. O problema é tao compleo que não se pode atribuir culpa somente ao aluno que mina o sistema. A esse a vida o ensinará. Acaba o curso sem esforço. E depois há quem lhe pague cursinho para passar no tão sonhado concurso público. Tem até prof. que desiste da profissão porque passou em outro concurso público. Assim o aluno é meramente uma varável em um problema complexo.

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  89. erictomichjanuzzi disse:

    Olá Rodrigo,
    muito bom o texto.

    Estudo pedagogia na UEMG.. e durante vários semestres me indignou essa tal corrupção no sistema de ensino. Principalmente porque em muitos casos me vi obrigado a ser corrupto também para seguir em frente e não ficar empacado no curso. E vi o mesmo comportamento manifestado em praticamente todos estudantes (com raras exceções).

    Por “corrupto”, neste caso, me refiro a por exemplo só fazer uma pequena parte do trabalho do grupo, ou não fazer nada e ir somente ler slides na apresentação. Ou seja, no fim das contas a pessoa não aprende tudo e cada um fica com poucos fragmentos daquilo que “deveria” aprender.

    Isso me levou a refletir, pois me soa extremamente absurdo acontecer algo deste gênero no curso de pedagogia. E em muitos casos vejo que é a própria estrutura do curso que faz essas coisas acontecerem. Minha conclusão é que o excesso, a fragmentação e a desconexão entre os conhecimentos trabalhados simultaneamente causam esse tipo de atitude. E é lamentável ver que a formação da maioria perde a qualidade…

    Certamente não estou defendendo a falta de compromisso de certos alunos (incluindo eu em alguns momentos), mas também não concordo que todos deveriam se adaptar ao modo como o ensino tem sido ministrado. Como você escreveu, é urgente uma mudança de postura.. e acho que uma mudança muito necessária é a própria mudança de postura da universidade também, pra criar novos caminhos de formação.

    Me interessei profundamente por esta questão e pretendo continuar me aprofundando e quiçá trabalhar nesta área.

    Boa reflexão!

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  90. Luiz disse:

    Como professor que sou e ex-aluno não corrupto, o texto está certíssimo. Busquei sempre levar aos meus alunos o cunho moral que tive como aluno e punir os “malandros” porque o que faziam enquanto eu estudava me revoltava e era injusto com alguns demais.

    O centro do texto é o aluno hipócrita, como a sociedade brasileira como um todo, reclama de seus direitos mas ninguém que ser “trouxa” de cumprir seus deveres.

    Educação é a solução, mas este modelo que temos hoje é uma baita barca furada porque funciona apenas como venda de diplomas. Ninguém quer aprender, ter conhecimento, quer apenas ganhar um título para ganhar mais dinheiro e não ter que ralar por isso.

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  91. Nathália disse:

    Achei interessante o texto, é uma boa reflexão. Só tenho um questionamento com relação a algumas condutas dos alunos…

    Na minha faculdade, era muito frequente alguns professores reclamarem de trabalhos mal feitos, porque os alunos estavam se dedicando a outras matérias, e diziam que “todo semestre é a mesma coisa. Os alunos se dedicam a matéria tal, e a nossa fica jogada”. Não que isso justifique assinar nome no lugar do outro ou coisa do tipo, mas muitas vezes alguns professores pegam MUITO pesado com os alunos, e parece que se esquecem que temos que nos dedicar a outras matérias também. E isso em meio de faculdade, quando a maioria já tem estágio de 4-6h, e começa a viração de noite para poder dar conta de um trabalho gigantesco. Em algum momento, o aluno estará esgotado, e naturalmente, vai se esforçar menos naquela matéria que é “mais fácil”.

    No mais, concordo com o restante. Lembro-me de todo início de semestre os professores indicarem bibliografias da matéria, e quase ninguém recorrer a elas, somente quando era obrigatório (valendo ponto) ou estivesse muito necessitado. Eu mesma nunca fiz isso. Somente depois de um tempo que você aprende a valorizar esse tipo de coisa, ver a importância de ter lido, estudado. Ainda bem que dá pra reconhecer os erros e mudar!

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  92. carlos moreira disse:

    Vou mudar o olhar da citada corrupção para a de um aluno de universidade pública:
    professores que frequentemente faltam sem justificativa e sem desconto no salário; professores que nunca, jamais, em nenhuma hipótese chegam no horário; professores que não possuem nenhuma didática e transformam a aula em uma verdadeira tortura pssicológica; professores desatualizados que acham que o falecido Washington de Barros Monteiro é o máximo da doutrina civilista moderna; professores que aplicam provas e demoram meses para corrigi-las, quando corrigem; professores que nunca entregam qualquer coisa no prazo; professores que aplicam avaliação fácil para passar todo mundo, afinal reprovar é sempre um problema; professores que todos os dias falam de sua vida particular, da plástica da esposa (o) ou própria, do carro novo que comprou, da gostosa (ou gostoso) que conheceu (ou algo mais) em seu doutorado nos EUA; que faz chamada nominal que consome 20% da aula; daquele que nunca atende o aluno dentro ou fora da sala de aula e se sente superior ao Albert Einstein; aquele professor famoso que “terceiriza” todas as aulas (o salário não) para seus orientados do mestrado ou de doutorado; o professor que ao término do período letivo não atingiu nem 50% do conteúdo da disciplina e que “entra de férias” duas semanas antes do fim do período letivo; e o pior, aquele que acha que aluno foi feito para ser doutrinado politicamente, conforme as verdades partidárias defendidas pelo professor, via de regra petista.
    Quem é que se corrompe mesmo?
    PS: sou professor de ensino superior em universidade pública há 20 anos.

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    • R.R. disse:

      Olá, Professor. Muito obrigado pela visita.
      Não sou ingênuo de achar que essas coisas não existem. Contudo, talvez eu tenha sido um abençoado, nos meus quase 10 anos na universidade, como aluno de graduação, mestrado e doutorado, nunca vi ou presenciei coisa parecida.

      Por outro lado, o fato de não ter citado a outra face da moeda, ou seria a mesma?, não quer dizer que eu ignore sua existência e importância. Apenas tive a intenção de tratar um assunto e não o outro.
      Abraços

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  93. Diego disse:

    Excelente texto Prof. Rodrigo. Concordo veementemente com tudo que foi exposto. Acho que muitos professores facilitam para não haver um alto índice de reprovação também. Me orgulho em dizer que me formei em uma uma universidade federal onde a média era 7 para passar, e os professores levavam isso a sério. Houve casos de 6.8 e eu ser mandado para exame final. Porém, hoje aprendi que sempre foi minha culpa e não do professor. Porém, hoje a universidade que fiz a graduação, diminuiu a nota para passar direto para 6, pelo alto índice de reprovação (pelos alunos querem mais festas que aulas, infelizmente).

    Abrçs.

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  94. Neo disse:

    Nossa! O problema da educação e da corrupção nacional é todo dos alunos? O que rola na universidade é mesmo que rola nos outros níveis de ensino. É um projeto ultrapassado e falido de ensino. Em que o currículo é desinteressante e muitas vezes inútil. E em contra-partida os alunos fazem um tipo de resistência ao tedioso trabalho de fingir que o professor dá aula e os primeiros apreendem. Vou pegar só o exemplo da matemática, já que foi esse o exemplo dado no texto.
    A matemática no fundamental e médio funciona assim: você é obrigado a apreender raiz quadrada mesmo sabendo que ela não lhe ajudará a resolver nenhum problema real.
    Agora no ensino superior: engenharias por exemplo. Antro de professores sádicos que dão listas de exercícios e provas inviáveis de se resolver. O mais engraçado é que ao invés de o aluno saber o básico da estrutura do cálculo e aprender a manejar softwares que façam o trabalho pesado, esse aluno passa a maior parte da faculdade em contínua coerção e medo das malditas “continhas”!

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  95. Joao Cesar disse:

    Prof. Rodrigo: meus cumprimentos pela ótima síntese! Isso é um blog, não uma tese (óbvio, mas por alguns comentários cobrando aprofundamento, parece necessário lembrar). Muita preguiça de ter que argumentar (sempre) que um erro não justifica outro: o fato de haver corrupção entre professores não justifica a falta de caráter predominante em muitos alunos. A tentativa de explicar um por outro é um recurso frágil, às vezes ingênuo, às vezes mal-intencionado. Querer desqualificá-lo (o texto e seu autor) por explicitar alinhamento político também é uma estratégia muito infeliz, para dizer o mínimo. Mais uma vez, parabéns!

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  96. Salí Zaruz disse:

    Professor Rodrigo, sem nenhuma pretensão de , em poucas palavras, explicar e resolver essa situação tao complexa, me parece que mais uma vez a culpa “é do governo”. Mas, claro sem tirar a responsabilidade de toda a sociedade , principalmente da classe que possui maior esclarecimento.
    Vejamos: somos uma nação em que cada pessoa está sempre querendo tirar vantagem sobre outra; em que um indivíduo se empenha mais em mostrar o defeito / fraqueza de alguém, a exibir sua (superior) capacidade; em que o analfabetismo funcional é, além de, preponderante, praticamente invisível ; em que a grande maioria da população é humilde e passiva; que as leis existentes não são aplicadas com o devido rigor e imparcialidade.
    Ora , a insensatez, a falta de caráter e a desonestidade … quase que já está no DNA das pessoas.
    Cada vez que o governo promove uma mudança no ensino, o aprendizado piora. nas séries iniciais os alunos não podem ser reprovados. O professor já não tem mais autoridade e nem autonomia diante de seus alunos. A escola básica tem se tornado em, inúmeros casos, depósito das crianças e adolescentes cujos pais se negam a cumprir suas obrigações paternais ( ensinar respeito, convivência, responsabilidade, alimentação , etc… , etc. ) deixando estas tarefas a cargo da escola. E com esse modelo de escola acontecendo justamente no momento em que se forma e caráter do indivíduo, não podemos esperar acadêmicos comprometidos com a busca de conhecimento.
    Por outro lado, temos professores, diretores,políticos e profissionais de todas as áreas do conhecimento , oriundos dessa mesma escola, e que por isso estereotipados, perfazendo este ciclo vicioso.
    Creio que já é hora dessa minoria detentora de conhecimento, sem utopia, dizer NÃO, a todas estas falta de condições trabalhistas e a desvalorização do conhecimento/sabedoria. Dizer NÃO, à esta inversão de valores que se vê a todo instante .

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  97. Bruno Estevam Amantéa disse:

    Gostaria de deixar minha humilde opinião a respeito do texto. Primeiramente gostaria de dizer que sou aluno de doutorado em química e identifico muito comportamento dos alunos a respeito das aulas. A minha primeira questão seria a respeito da possibilidade de faltar, pois nesse caso faltar e poder dormir de manha para estudar depois seria bem melhor considerando que a qualidade de cerca de 70% das aulas era lamentável e o lugar de aprendizado simplesmente se torna uma perda de tempo. A segunda questão é a quantidade de aulas somadas aos trabalhos, porque eu fiz curso integral e eram 8 horas de aula por dia (muitas aulas de 4 horas , onde o professor não parava nem 1 segundo de falar) e todas as aulas práticas exigiam relatório e seminários semanais e as matéria teóricas listas de exercícios e claro além de 8 horas sentando prestando atenção eu tinha que dedicar de 4 a 6 horas por dia a seminários, listas de exercícios e relatórios para 5,6 ou 7 disciplinas diferentes. A terceira questão é ligada mais a cabeça do indivíduo do que ao todo como o texto parece englobar todos os alunos ao marasmo supremo de não querer fazer nada e eu tenho sérias dúvidas em relação a isso, pois tenho certeza que existiam alunos extremamente empenhados. O meu ponto final e digo por ser aluno e futuramente professor universitário é em relação a necessidade de algumas disciplinas ensinadas. Posso garantir como aluno de pós graduação em química que hoje ninguém utiliza a totalidade do conteúdo ensinado tornando cerca de 40% do curso apenas conhecimento acumulado (não digo que isso é ruim, pois abre a mente para a pesquisa). Não acho que deveria dizer isso, mas vejo muito “professores” que ao assumirem o cargo esquecem das dificuldades envolvidas no curso e simplesmente por estar no andar de cima olham com descaso para os alunos e, por isso o descaso é reciproco. Um texto muito interessante da Folha que li criticando os programas de pós graduação (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2014/11/1549087-a-ratazana-com-phd.shtml), por exemplo, é que a palavra aluno não é cidade nenhuma vez durante reuniões de aperfeiçoamento dos curso. Mesmo pelas minhas críticas,espero que não tenham ofendido, o texto é muito interessante por mostrar o modo da vida acadêmica atual.

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  98. Priscila Soares disse:

    Olá Rodrigo,
    Achei bem interessante o seu texto, mas você também poderia escrever um outro texto falando sobre o outro lado, o dos professores, os que inventam projetos de pesquisa que nunca se quer são acompanhados seus resultados (se é que acontecem), os que não cumprem se quer a carga horária mínima de trabalho, os que se negam a dar a aula na disciplina a qual prestaram concurso e, consequentemente, também se negam a dar a aula na graduação, pois só querem dar aula nos programas de pós-graduação… Sei que nem todos os professores agem assim, mas sei que alguns muitos agem. Todos estes atos acontecem na vida acadêmica e também são atos de corrupção. Reiterando que concordo plenamente com a sua opinião sobre estas atitudes as quais você listou em seu texto que são praticadas por alguns alunos na universidade.

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  99. Gabriel disse:

    Olá, gostei muito do seu texto. Porém, uma coisa me deixou um pouco confuso.
    Você fala da corrupção dos alunos da perspectiva de um professor. Mas quando você não cobra a chamada (Já que pela regra da universidade os infrequentes são reprovados) você não está sendo corrupto quebrando essa regra (isentando o aluno de um dever)?

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    • R.R. disse:

      Oi Gabriel. Obrigado pela visita.
      Em geral, há um consenso de que o professor goza de alguma autonomia dentro de sala de aula. Principalmente dentro da universidade pública. Isso faz com que o professor possa abrir mão de cobrar um dever do aluno se ele considerar que isso não acarretará em prejuízo das aulas e outras questões.

      Veja bem, a presença é altamente discutível. Tive um aluno que morava a duas horas de BH, pegava dois ônibus. Eu dava aula na quinta-feira à noite, último horário, e o aluno tinha apenas a minha matéria na quinta-feira. Ele conversou comigo e eu o isentei das presenças desde que ele tivesse um aproveitamento mínimo. Acho que fui razoável e não corrupto.

      Enfim, repetindo, o professor certo direito de conduzir seu curso da maneira que julgar melhor. Observe que eu disse “certo direito” há limite para isso, né?

      Espero ter te respondido.
      Abraços.

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  100. Ana disse:

    Caralho… Esse texto foi um tapa muito bem dado no meio da minha cara. Queria ter lido há seis anos atrás. Quem sabe estaria menos frustrada. Tenho um diploma em mãos e conhecimento nenhum.

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  101. Thales oliveira disse:

    Oi Rodrigo
    Gostei muito do que você disse em seu texto, e pude comprovar que não e só eu que penso assim. Claro, eu sei que você e professor, agora vamos lá, eu como aluno vejo também profissionais doutorados, PhD, pós doutor etc etc etc etc na minha instituição, alguns deles são professores por amor, outros infelizmente viram a carreira pública de professor financeiramente vantajosa e hoje estão em vez de ajudar atrapalhando os alunos tufo isso reflexo das cobranças incontáveis do mestrado ou doutorado. Infelizmente não e só culpa dos alunos, não querendo defende-lós…

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  102. Miriam disse:

    Me senti provocada pela matéria. Concordo com tudo que o professor fala, mas, sendo aluna, tenho um ponto de vista um pouco diferente. Como aluna do ensino superior me sinto constantemente desrespeitada pela postura de muitos professores, aliás, a maioria. Aulas sem preparação, matação de tempo, cópia da Internet etc.
    Pouc@s foram @s professor@as que me fizeram sentir desafiada, motivada e que modificaram me jeito de ver as coisas após ter feito suas disciplinas, efetivamente internalizando o conhecimento e, quando isso ocorreu, foi tão maravilhoso.
    Acho que não dá simplesmente pra colocar a culpa no aluno, principalmente, por que a maioria dos alunos não estuda pelo conhecimento, mas sim pela qualificação profissional. Como mudar isso? Boa pergunta e a resposta é complexa.

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    • R.R. disse:

      Oi, Miriam. Tudo bem?
      Você tem toda razão em sentir-se desrespeitada. Uma sala de aula deve contar com o envolvimento de ambos, aluno e professor.
      Só para que fique claro, eu não estou colocando a culpa no aluno. Estou relatando que existe falta de compromisso da parte discente. A ausência da parte do professor não significa que eu esteja transferindo a responsabilidade para os alunos. De modo algum! Escrevi um texto explicando melhor este. Sugiro que leia.
      Abraços.

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  103. Lu disse:

    E quanto à corrupção propriamente dita, a que vem de cima, dos professores oportunistas, carreiristas, alpinistas, cujo compromisso não vai além de seus próprios interesses e viajar e passear à custa da máquina do estado?

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  104. isadora oliveira araújo disse:

    Esse texto é extraordinário,retrata realmente a vida de um aluno ,que seja do ensino fundamental,médio e superior.gostei bastante das colocações ,fiz uma reflexão.e realmente é uma realidade que acontece ao nosso redor.

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  105. Alegria de viver disse:

    Fomos criado escutando que educação, respeito, moralidade, caráter é algo que se aprende em casa. Hoje acredito que ser mau caráter é a cultura brasileira, o pior é que cultura é algo que nunca mudará. Se quiser dar aula para alunos interessados, tem que sair do Brasil.

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  106. angelinascimento disse:

    Registro de fato,2014.2 : 2a.aula de teoria da literatura em curso noturno de graduação em Letras(presencial),interior do MA,polo universitário,da prof.recém-chegada,substituta por seleção pública,doutora numa universidade pública estadual com 21 doutores no seu quadro,até então.Ressalto que a 1a.aula foi de apresentações(ementa,curso e prof.).A prof.Dra.saiu do RJ para dar aulas no MA,porque no seu estado o “mercado” está tão “seletivo” há 8 anos que ela deve ser muito “inapta”,assim como para fazer o pós-doc.A docente, há mais de 20 anos, não começou no 10o. andar no magistério,passou por experiências diversas em diferentes ciclos e espaços formativos como docente.
    Retomo o fato: havia a indicação de leitura de 2 textos(xerox)de no máximo 12 folhas, para a prática pedagógica a ser desenvolvida em aula partir de uma base relativamente comum entre os presentes.A turma de 3o.período NÃO LEU!NINGUÉM LEU!E as caras não eram das mais animadoras.A docente retomou a questão inicial do contexto para o curso se desenvolver,sem broncas,ou coisas do gênero,(estávamos entre adultos,afinal!)apenas iniciou uma exposição teórica sobre o “estrangeiro”,as categorias aproximadas e as implicações decorrentes da sua presença ou ausência no cotidiano de um grupo.Naquele caso,a prof.era a “estrangeira”/”forasteira”,assim como em progressão,um leitor poderá sê-lo ante um texto(e vice-versa).Seguiu-se o curso.Fechou-se o semestre devidamente.
    Durante as férias da professora,depois de projeto realizado,curso ministrado,boicotes ao trabalho,omissão de gestores,ameaça à integridade física da docente,exclusão por parte de “pares”,um abaixo-assinado disparado por alunos para a docente não voltar às aulas naquele polo,com considerações acerca de sua “falta de ética”.(Os termos do documento contrariam inclusive registros cabais indiscutíveis que a docente possui,portanto, caluniosos e difamatórios.)Pró-reitores responsáveis?Nada.MEC?nada.ANDES?nada.Alguns advogados consultados?desinteresse.

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  107. Caroline disse:

    Professor, acho que entendi o seu desabafo. É bem simples: nós cidadãos julgamos nossos governantes como corruptos, mas não avaliamos com tal pequenas ações nossas do cotidiano que ferem a ética, o que é uma hipocrisia e sugere mudanças de atitude e pensamento. Acho que você foi bem no ponto, e utilizou o seu contexto, o da sala de aula para exemplificar. Sabemos que “pequenos” atos corruptos ocorrem também em outros contextos…
    Compartilho da opinião de alguns docentes e discentes quanto às instituições, aos métodos e às propostas de ensino que não favorecem o aprendizado, pelo contrário, o desestimula. Mas essa é uma conversa para um segundo post.
    Se você queria revelar a nossa hipócrita sociedade e chacoalhar a nossa percepção e julgamento quanto aos nossos próprios atos, você foi acertou na mosca!

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  108. deborahmunhoz disse:

    Com disse o falecido grande professor Piazzi, o problema da educação no Brasil é que as escolas tem muitos alunos e poucos estudantes. Como explica o fiósofo Armindo Moreira e apontou a professora Ana Caroline Campagnolo, as escolas brasileiras – do ensino fundamental à universidade, estão cheias de doutrinação e pouco preocupado com a instrução de seus alunos. Parabésn pelo brilhante texto. O que você aponta como um problema na universidade está se refletindo de forma gritante na qualidade dos profissionais dentro das empresas, hospitais, universidades e, claro, nas lideranças de maneira geral. Boa parte do que o senhor aponta é brillantemente explicado pelo professor Pierluigi PIazzi ( geração descerebrada – inúmeros videos no youtube) e pelo filósofo e professor Armindo Moreira, autor do livro Professor Não é Educador (também vários videos no Youtube). O Brasil está de tal jeito hoje que não se pode apontar os fatos. Se a lei da gravidade desagrada, quem comenta sobre sua ação sobre os corpos é severamente criticado, como pude ver nos comentários. Sou empreendedora, consultora de empresas, mentora de empreendedores e de cientistas. Fui professora da pós graduação durante 13 anos, além de professora de graduação e ensino médio. Então falo de experiência pessoal em sala de aula e também como estudante. Há uma grande massa de professores que estão na universidade que nunca trabalharam fora do meio acadêmico, que não sabem ouvir nem perceber as dores do mundo. Então temos uma geração de alunos que chegam despreparados, sem saber estudar, ligar os pontos, analfabetos funcionais (ver críticas ao uso do construtivismo do professor Piazzi nas escolas brasileiras) , sem terem escolhido uma profissão por vocação e uma geração de professores que dão aula não por vocação, mas porque foi a forma que encontram de encaminhar sua vida para pagar as contas. E hoje, muitos fazem patrulha sobre opiniões divergentes, que tem coragem de dizer que o rei está nu quando um professor universitário desabafa dizendo fatos que são sistemáticamente observados na vida real das salas de aula. E tais críticos nem se identificam. Sim, o rei está nu nas salas de aula das universidades brasileiras, no ensino médio e no governo. Vivemos uma crise geral e não tem a ver com partido, mas com a cultura formada dentro do pais e dentro de um contexto mundial. O Brasil segue descerebrado, E cabe a quem enxergar a nudez do rei em trabalhar para a formação de novas gerações não artistas que construam um mundo onde todos ganhem.

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  109. Renan disse:

    É engraçado criticar o comportamento do aluno, que parece só cumprir os seus deveres se for recompensado com “pontos”. Mas é óbvio não é ? O sistema educacional todo hoje se baseia nisso. No vestibular passa quem fez mais pontos, só é aprovado quem faz acima de 60% ou 70% dos pontos distribuídos (de acordo com cara instituição). Obviamente os alunos vão perseguir apenas aquelas atividades que lhes concedem pontuação. Os seres humanos funcionam a base de incentivos. E o maior incentivo, muitas vezes o único, do aluno no ensino superior, é conseguir a pontuação necessária para se formar.
    Junte isso com uma gama considerável de professores desinteressados em ensinar, com métodos avaliativos questionáveis, que exigem presença em suas aulas mal dadas e organizadas. Tem como esperar outra coisa além da cola ? Da fraude de listas de chamadas ? Da perseguição aos pontos em detrimento do conhecimento ?
    Tratar o aluno como o agente, e não como a vítima de um sistema educacional falho e ultrapassado beira a desonestidade intelectual.
    Isso ainda sem considerar o culto ao diploma que a sociedade brasileira tem hoje em dia. Uma banalização do ensino superior, que digo sem medo de errar, que no mínimo 90% da população brasileira sequer sabe qual a principal função de uma universidade.
    Acredito que o autor do texto deva ser um dos bons professores de sua universidade. Eu, na metade de um curso superior na maior federal do Brasil, a UFMG, já me deparei com professores excelentes, não só com um Lattes de dar inveja, mas com uma capacidade de ensinar impressionante. Porém, não consigo dizer que eles foram a maioria. Infelizmente, a quantidade de professores, que só estão preocupados com suas pesquisas, e assegurados por sua estabilidade de funcionarismo público, e que pouco se importam com o aprendizado dos alunos, é estarrecedora.
    Um exemplo interessante que aconteceu comigo, em uma disciplina ministrada por dois professores. Essa era sem dúvida a minha disciplina favorita, a que eu mais me dedicava e estudava simplesmente por prazer. Um dos professores, tinha grande empenho nas aulas, sempre buscando inserir a sua disciplina no contexto do curso para torná-la mais interessante. O outro, raramente dava as suas aulas, mandando seus doutorandos frequentemente assumirem o seu lugar. Resultado, parei de frequentar as aulas do segundo professor. Porém, 30 dos 100 pontos distribuídos foram dados em atividades durante as aulas deste professor, dos quais, perdi os 30. Dos 70 pontos destinados a provas, consegui 58, insuficiente para ser aprovado. Ao chegar para fazer o Exame Especial, o único aluno de toda a turma, o primeiro professor ficou surpreso ao me encontrar naquela situação. Até brincou “você sabe mais dessa disciplina do eu”. Até hoje desconfio que ele sequer tenha corrigido a minha prova, já que a minha nota necessária para a aprovação fui lançada minutos depois de entregá-la. Agora creio eu, que se essa disciplina tivesse sido ministrada apenas pelo segundo professor, das duas uma, ou eu teria sido aprovado sem saber nada (o que aconteceu com metade da turma), ou eu teria sido reprovado por não comparecer as suas aulas.

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  110. Rodholfo Maciel disse:

    Esses são os frutos de uma sociedade meritocratica e capitalista ao extremo, onde as pessoas fazem tudo pro dinheiro e com dinheiro acham que podem tudo, que sem agrado não há aprendizado e que a universidade é só um meio de adquirir um papel que não prova nada. Onde a ciência está pior que na idade média um retrocesso que envergonharia a Grécia antiga, quando não escondemos a vendemos e que tudo deve ser escrito em ingles porque o que vale é publicar e enaltecer o ego atraves do lattes, um incrivel cientista desconhecido, e nossa população continua sem acesso ao conhecimento novo.
    A prova de tudo isso é o motivo da criação dessa educação atual, ensinar o necessário aos jovens para poderem gerar dinheiro a outras pessoas.

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  111. Gabriele Rodrigues disse:

    Texto excelente Rodrigo! Uma amiga e colega de aula compartilhou o link comigo, porque concordamos com o teu ponto de vista. Colocasse o teu ponto de vista como professor, e eu como aluna posso afirmar que é bem isso que acontece na maioria das salas de aulas… Não existe mais respeito entre professor e aluno, muito menos ética desses… Cada um querendo passar por cima do outro e como tu mesmo disse querendo comprar o seu diploma. Eaí eu me pergunto, que futuros profissionais teremos no mercado de trabalho não é mesmo?! Mais uma ve parabéns pelo texto.
    Att. Gabriele

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  112. Ademir disse:

    O professor que aprova um aluno que não teve a frequência mínima de 75% mas tirou mais de 6 pontos nas provas, este professor está assumiu uma mentira, uma falsidade, pois ele vai ter que dar frequencia para o dia que o aluno não estava presente. Ele vai anotar no diário que o aluno estava presente na sala em alguns dias, mas na verdade ele não estava. O professor já deu um exemplo corrupção.

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  113. Luiza disse:

    Eu concordo com grande parte dessas coisas. Também vi muitos colegas desse tipo, que quer tudo de mão beijada e corrupto nas pequenas coisas. Mas ao mesmo tempo, as faculdades e universidades estão muito fora do contexto do que é o mercado de trabalho e não estão cumprindo nem um pouco a função de realmente trazer conhecimento válido e principalmente PRÁTICO pra nossa vida aqui fora. Estão por fora também das demandas da sociedade e poderiam estar produzindo coisas muito mais úteis e menos acadêmicas, fechadas para o seu próprio mundinho. Além disso, a própria metodologia de estudo em que se avalia por pontos e provas é extremamente falha. Sem contar toda essa primitividade de aula expositiva com cadeiras enfileiradas do século XIV. Acho que você está correto no que se diz sobre corrupção no seu texto, mas sobre desinteresse, simplesmente as universidades e o ensino em geral pararam no tempo. As pessoas não conseguem se interessar por aquilo que estão estudando porque simplesmente não vem como aquilo vai ser importante para a sua profissão futura, muitas vezes porque aquilo não vai ser, muito menos do jeito que é dado. Isso é muito frustante. Só uma mudança brusca na forma de se ensinar e aprender dês da base pode acabar com essa frustração que os professores estão sentindo atualmente. O que devemos e queremos aprender? O que realmente é importante pras nossas vidas? Se não, realmente é mais interessante ficar no boteco socializando e trocando ideia.

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  114. JF Morais disse:

    Prezado Rodrigo, seu texto é bastante interessante e consistente, no entanto, quando você diz “Nunca tive problemas com chamadas. A aprovação era minha absolvição. Por conta disso, a única postura que adotei como professor foi a de passar uma lista de chamada e reprovar por infrequência apenas aqueles que não obtiveram 60 pontos.” você sugere que aprova um aluno infrequente que tenha obtido a nota mínima de aprovação. Não creio que esteja dentro das prerrogativas do professor alterar regras de aprovação instituídas pelo governo federal (reprovar se o aluno obtiver mais de 25% de faltas)

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  115. rsantos1974 disse:

    A corrupção está do professor da universidade federal que coloca alunos de mestrado e doutorado para dar aula no seu lugar, pois dar aula não melhora sua carreira ou salário. A pesquisa é seu trampolim para seu desenvolvimento profissional e fonte de recursos humanos para cobrir sua ausência em sala de aula. Quem aqui não teve, em sua época, disciplinas ministradas integralmente por mestrandos e doutorandos?

    E tem mais: temos mestrandos e doutorandos corruptos que não fazem o estágio de docência e o professor orientador corrupto assina os documentos atestando que o estágio foi feito, ou seja, o futuro professor (nem professor é ainda) já não quer dar aula quando é aluno de pós-graduação, imagine quando virar professor… Já sei, quando virar professor vai colocar mestrando e doutorando para dar aula no seu lugar. O ciclo de corrupção se fecha…

    Preguiça e “pouco caso” acontecem quando o professor da universidade pública falta às aulas sem justificativa e continua empregado pois possui a tal “estabilidade”.

    O descaso acontece quando o professor da universidade pública reprova a maioria dos alunos de uma turma e diz que a culpa é dessa geração perdida. Não faz nada para mudar a metodologia de ensino que é a mesma desde o século 19. Os alunos são de 2016 e a metodologia de ensino vitoriana.

    Acho esse texto um verdadeiro mimimi de choque de geração.

    Sou professor universitário, tenho 45 anos e já ouvia na minha época de estudante, professores velhacos descarregando sua própria incompetência na minha geração. A história só se repete.

    É o professor corrupto acusando o aluno corrupto.
    É o PT corrupto acusando o PMDB corrupto.
    É o PMDB corrupto acusando o PT corrupto.

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  116. Romário disse:

    Já possuo graduação e irei fazer outra. O chato desse comentário, é que ele generaliza. Como se a maioria dos universitarios seguissem esse caminho. Tive uma ótima turma com bons professores. A corrupção deve sim ser repudiada em nosso meio. Mas não taxada exclusivamente a universitários.
    A diminuição da corrupção, vem da auto-avaliação, e também da crítica construtiva ( mesmo que seja a pessoa mais errada, a questão é que ela está enchergando o ponto a ser melhorado no outro).

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  117. Jafet disse:

    A situação fica mais corrupta quando o Professor (ra), que não adere ao esquema é tachado de ruim etc…. Aí começa o pacto da mediocridade eu não ensino e sou bom e você não aprende e é bom ……. Isto de fato não é novo vive isto deste os anos 70 na Universidade apenas salientar que no novo mundo de resultados isto tem se tornado mais frequente e com novas roupagens . A nova moda é o ponto extra , ou seja além dos já acordados e legais no semestre , tudo vem com o apelo de ponto extra .

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  118. Deiverson Silveira disse:

    Texto muito bom, estou querendo fazer mestrado para dar aula em faculdade (jogos digitais), o publico alvo realmente para a área que quero dar aula é um pouco complicado (jovens gamers, mas se realmente quiserem produzir jogos, acho que vão amar as aulas), então estou procurando mais informações do que é dar aula em uma faculdade, eu normalmente tenho o perfil mais rigoroso, e me deixa bem irritado a ideia de alunos quererem me enganar, acredito que o desafio é CONQUISTAR o aluno e conscientizar nos primeiros dias de aula, dizem que são os pais que educam, mas são os professores que ensinam. Então quando há incompetência dos pais em educar, sobra para o professor, e acredito que não seja responsabilidade do professor isso, mas é a chance de corrigir a postura de um cidadão, mesmo o professor não ganhando para isso, não sei, posso estar sendo ingênuo, mas se o professor conseguir estabelecer uma estrategia de despertar o chama do conhecimento interior, aquilo que motiva a pessoa a estudar, pode ser que obtenha exito nas aulas e os alunos retenham o conhecimento. Bem, é só uma opinião mesmo, não sei o que acha, mas acho que se não esta conseguindo o objetivo, é necessário mudar a estrategia, repedindo a mesma estrategia, vai obter os mesmos resultados.

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  119. Vinícius Simionatto disse:

    Belo texto! Eu também sou professor universitário e também sou blogueiro na área da educação. A verdade é que há muitos e muitos aspectos diferentes que levam à mesma cultura atualmente instalada do “aluno desinteressado, corrupto, etc.” que você descreve.

    Como professor, eu não admito que eu mesmo perca a fé nos alunos, por isso busco, ainda que sozinho, motivar os alunos a buscarem o conhecimento e o desenvolvimento pessoal como um objetivo final.

    Entre em contato comigo, podemos bolar algumas coisas legais!!

    Abraço,
    Vinícius

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  120. Marco disse:

    “Sad but true”. O pior é que a corrupção não é um mal exclusivo dos alunos na universidade, mas é facilmente observada também entre professores e técnicos. Como tudo mais, a universidade brasileira é uma cópia mal feita do conceito europeu de universidade; um tênis com “náique” escrito do lado. Leia um post que escrevi sobre o que é um professor universitário: https://marcoarmello.wordpress.com/2015/02/12/professor/.

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  121. Ze Facilitador disse:

    Perfeito. Sempre achei que a mudança em nosso país teria que vir da universidade. É nela querendo ou não onde encontramos os pensadores e dela que saem, para transformar a sociedade, ou não. Para completar, … um texto sobre corrupção docente seria interessante … .
    Uma pequena observação: aqueles que foram atingidos desviam logo o foco para a política dizendo que é um texto petista. Bom, se este for o caso, na minha visão, os petistas estariam certos.

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  122. Ademir da Silva Costa disse:

    Excelente o enfoque sobre os alunos. Fui professor no ensino médio e aluno na universidade, e vejo que tudo continua como antes. Vi professor corrupto até no mestrado que fiz. Favor escrever um texto falando da corrupção dos professores. Creio que vc tem algo a dizer a respeito, que eu esperava ler já neste, mas reconheço que já está um texto longo. Aguardo e, se possível, me avise, para eu também ler.

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  123. Robson disse:

    Nesse campo também existe o professor preguiçoso, que empurra a disciplina com a barriga, não planeja a aula, ciloca um pdf em inglês e fica traduzindo na hora pensando que os alunos são idiotas. E se você questiona essa situação, corre risco de ser reprovado. E se procurar a coordenação, nada adianta porque figen que nada estar acontecendo. Isso também é corrupção. “Professores” que estão interessados apenas no dinheiro no fim do mês.

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  124. Gian disse:

    Sou professor há mais de 20 anos… e digo o seguinte… o professor sendo o mais experiente no processo de ensino -aprendizagem é também o mais responsável pela manutenção da qualidade escolar ou Universitária. Não adianta lamentar-se pelos alunos que se tem… eles são vítimas do sistema! Cabe aos mais hábeis e esclarecidos assumirem a responsabilidade e o processo de melhoria das escolas., das instituições, do país!!!

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  125. Cristielle disse:

    Na universidade em que estudei isso tudo acontecia. E também acontecia:

    – O professor concursado que não entendia nada da disciplina mas era designado pra me dar aulas porque precisava de mais horas e era amigo do coordenador do curso;

    – O professor que mandava “xerocar” uma pasta imensa e teria uma apresentação em cada auçla sobre os temas (assim ele não precisaria preparar aula);

    – O professor que não aceitava o pedido de segunda chamada, ou avaliava mal uma resposta subjetiva porque ele era chatinho e criticava a aula demais;

    – O professor que puxa o tapete de outro professor pra conseguir mais horas;

    – O coordenador que demite professor competente por questões pessoais;

    – O orientador que mandava o aluno “mandar pra ele ler o TCC por email” mas sempre desmarcava as orientações;

    – O coordenor que fraudava seleção pra oferecer bolsa de extensão pro aluno queridinho;

    – O coordenador que fraudava a seleção pra oferecer a honra ao mérito dos formandos pro aluno queridinho;

    – O coordenador do curso errar ao não me incluir na lista de inscrição pro ENADE e me tirar o direito de ter meu diploma por ANOS, alegando ainda que a culpa foi minha.

    Enfim, caro colega. Nenhuma corrupção justifica a outra. NENHUMA. Mas se cada um fizer a sua parte fazemos uma escola melhor. Só acho que vale lembrar que o professor está na universidade na função de exemplo e referência. Se temos sérios problemas de corrupção em quem deveria ser exemplo, a tendência é isso ser replicado pras partes mais baixas da pirâmide, não?

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  126. M.V disse:

    Sou estudante, e o texto relata toda uma realidade que eu não só vejo, mas tbm respiro e acho revoltante vc sonhar com uma educação melhor para o país, e se deparar com toda uma maioria de negligentes (alunos) que querem vida facil

    meu apoio ao senhor pros R.R

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  127. Cassia Cristina Boer disse:

    Caro professor autor, acho que vou me meter em discução de cachorro grande pois não sou professora, muito menos doutora, nem sequer aluna de universidade ou faculdade. Sou uma dona de casa que leu seu texto que, por acaso, apareceu no facebook. Mas, pensei que talvez seria interessante para o senhor, saber como uma pessoa de fora do seu rol acadêmico,ou até mesmo de fora do seu mundo, entendeu ou interpretou seu texto.
    Em primeiro lugar achei o texto muito bom, expressa exatamente o perfil atual da grande maioria dos alunos , não só do ensino superior, mas de todas etapas educacionais. Porém, os trechos intitulados ” Pai Rodrigo adivinhando o futuro”, expôs sua posição ideológica (ou política) e desviou o foco do importante assunto central . O texto não deveria ter as adivinhações, que, embora corretas, são claramente parciais.
    Agora, já que os trechos ” pai Rodrigo adivinhando o futuro” fazem parte do texto, eles deveriam ter sido escritos com mais justiça pois, apenas parte deste alunos corruptos serão os hipocritas do futuro, outra parte de alunos corruptos serão os espertos que, conscientes das vantagens obtidas com o mínimo esforço, ingressaram na vida pública (organizações, sindicatos, movimentos, cargos públicos, etc…) para continuarem transformando a sociedade e disseminando a cultura da corrupção . Ah, e ainda tem a parcela de alunos raiz de k, que no futuro continuarão sendo explorados.

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  128. Hamilton Klimach disse:

    Interessante o texto. Contém algumas opiniões que compartilho.
    Mas penso que se restringiu apenas a um aspecto do ‘todo’. Vejo o comportamento descrito no texto em diversos alunos, mas também o identifico em muitos docentes e em vários técnico-administrativos com quem tenho tido contato, ao longo de meus 25 anos de carreira na Eng. Elétrica da UFRGS.
    Essa postura de ‘esperar mais direitos que deveres’, está estratificada em toda a sociedade brasileira.
    É uma cultura perversa que está enraizada no modo de vida do brasileiro. E que se traduz em diversos comportamentos:
    – o aluno que não estuda, cola nas provas e fica ‘chorando nota’;
    – o professor que se restringe a ensinar o que está nos livros, não prepara aulas, repete sempre a mesma coisa da mesma forma, e não se preocupa com sua parcela de responsabilidade no desempenho dos alunos;
    – o servidor público que trabalha muito menos do que deveria, pois sabe que há poucos mecanismos de responsabilização no sistema público e a menos que ele faça algo excepcionalmente grave, não será demitido;
    – o cidadão que corre acima da velocidade permitida na rodovia ou estaciona em local proibido porque sabe que não há fiscalização;
    – o empresário ou profissional liberal que faz maquiagem na sua contabilidade para sonegar impostos;
    – o funcionário que arranja desculpas ou atestados médicos para faltar no serviço;
    – o deputado, o juiz, o governador, que acham que estão acima da lei porque têm acesso a alguma forma de ‘poder’ que pode ser usado para pressionar quem tentar imputá-los de algo;
    – os pais que tentam se convencer que dar presentes caros aos filhos e pagar uma ótima escola compensam a falta de carinho e de atenção com que os tratam;
    – e por aí vai…

    O Brasil está vivendo uma crise profunda de valores morais, que é a causa principal de todas as outras crises. Enquanto os valores morais que alicerçam a base da nossa sociedade não mudarem, o país continuará afundando à deriva…

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  129. IVONETE MELO DE CARVALHO disse:

    Rodrigo, boa tarde. Imprimi seu texto e devo trabalhar com ele nesse início de ano letivo com meus alunos (curso superior e ensino médio). O motivo é simples: demonstrar aos meus alunos que não sou somente eu que me angustio com algumas situações com as quais nos deparamos ao longo dos períodos letivos sejam eles semestrais ou anuais. Creio que, porque também seja graduada em matemática, compreenda sua argumentação. Parabenizo você pela criação do blog. Li todos os comentários postados e alguns chamaram, especialmente, minha atenção: como realizar tarefas (listas de exercícios, trabalhos) que não valem nota, o aluno não tempo para isso… interessante que as poucas listas/trabalhos que realizei valendo nota (faz 30 anos que terminei a graduação) que colaboraram (claro) com minha formação foram os seminários ou debates. Meu “chão”, meu “porto seguro” foi construído, principalmente, pelas leituras adicionais, pelas infindáveis horas de biblioteca (ainda não havia internet) e pelos quilômetros de exercícios resolvidos. Respeito a opinião de todos, contudo, adoraria ouvir: “prô, você tem um tempinho para me esclarecer um a dúvida” com mais frequência do que ouço: “que exercício cai na prova”!

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  130. Elizandro Max disse:

    Rodrigo, se minhas disciplinas fossem um filme, seu post seria o roteiro. Identifiquei-me demais. Quero mostrar esse post para todos os meus alunos, passados e futuros, e também meus colegas professores, para ver se eles me enxergam, se eles SE enxergam, e percebam que é preciso adotar uma postura radicalmente diferente se quisermos abandonar a hipocrisia que é o nosso Ensino Superior, e avançar de verdade. Um grande abraço!

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  131. Iuro N. disse:

    O problema é muito mais profundo do que você expõe no texto. Eu concordo com os pontos expostos no texto, e poderia até dar exemplos piores do que estes, mas achar que o problema é a falha moral e hipocrisia dos alunos me parece um equívoco. Tem sido comum textos críticos deste estilo apontar falhas em alguns setores(neste caso, os alunos) e não fazer uma analise do próprio(os professores) setor. Então, resolvendo a falha moral dos alunos, como ficam as inúmeras falhas éticas dos professores? Quem estuda ou estudou recentemente em universidade federal, sabe o quão difícil é lidar com alguns professores, que a revelia de qualquer regra universitária faz o que quer, algumas vezes com a complacência de colegas em posição de chefia. Preciso enfatizar, o problema é muito mais profundo e enraizado na sociedade, não apenas de alunos, professores e nem de políticos. Simplesmente temos uma cultura onde corrupção, falhas éticas/morais são faladas abertamente em público, muitas vezes com orgulho do feito, como se o enganado é o otário e o ludibriador é o esperto. Me parece que o que precisamos é uma revolução cultural, como a que aconteceu na Inglaterra em 1730(?não me lembro bem se a data é esta), mas é preciso cortar na carne, se o problema é sempre o outro, nada se resolve. Abraço.

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  132. Allan Jr disse:

    Olá,
    Gostaria de agradecer por ter partilhado tais realidades nesse texto. Na justificativa você disse que não tinha intenção de prestar apoio ou relacionar com qualquer instância partidária. Parece-me, infelizmente, que no Brasil isso é impossível de acontecer. Apenas pelo fato de discordar com alguma inverdade automaticamente o colocará contra todo o aparato mentiroso que domina o país. E o mesmo está mais do que enraizado no mundo acadêmico, aliás, o mundo acadêmico é o local de produção desse lixo cultural. São sistemas ideológicos partidários que controlam nossas universidades e através delas tentam mudar a cultura. Discordar do que eles ditam é ser de outro “partido” por mais que essa não seja a intenção. O jeito é ficar com o partido da verdade, que ao meu ver será sempre controverso. Mesmo assim é sempre bom partilhar os desafios.

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  133. Ademir disse:

    Você disse: “adotei como professor foi a de passar uma lista de chamada e reprovar por infrequência apenas aqueles que não obtiveram 60 pontos. Ou seja, não precisou ir à universidade para ser aprovado? Parabéns, campeão.”

    Você acaba de dar um exemplo de corrupção. Ao abonar faltas, o professor está emitindo um atestado falso. Está atestando que o aluno estava presente na sala, enquanto que ele não estava. Diante disso, como cobrar honestidade dos alunos?

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  134. Wellington Menezes disse:

    Excelente texto, fiz 3 cursos superiores e 1 técnico, apesar de saber que vou sofrer uma enxurrada de críticas. Por que ninguém faz um texto sobre os professores que chegam em sala de aula mandam ler 20 páginas acaba a aula e não falam nada, os que chegam de ressaca, os que faltam por tudo, os que tiram verdadeiros papiros e copiam no quadro o que fazem a 20 anos, aqueles que dizem só sou professor porque não arrumei algo melhor, ainda tem aqueles que ninguém tira nota boa e ainda fala na minha época o professor passou a mesma prova e ninguém tirou mais que 5, aqueles que dizem pra mim tanto faz se vão aprender ou não meu salário será o mesmo. Desculpa quem se ofender mas no Brasil algumas classes sempre são vítimas. Professor sempre ganha mal, policial também, ninguém pode confrontar as minorias, as religiões estão sempre certas e se criticar algo, é tachado de rebelde ou ignorante por não defender o mesmo. Com todo respeito aos professores, não acho que professores universitários ganhem mal, afinal eles formam todas as profissões, mas não são responsabilizados pelo prédio que cai como o engenheiro, nem pela medicação errada dada pelo enfermeiro que levou a óbito um paciente, nem pelo avião que caiu. Nem correm o risco do bombeiro que morreu no incêndio ou do policial que não voltou para casa após a troca de tiros. Tá os professores merecem respeito, não precisam que sintam pena ou que sejam cultuados. Se eles ensinam, alguém também os ensinou, são seres humanos e profissionais como todos nós. Ah eu também sou professor.

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  135. Marco Orsini disse:

    De modo geral a explanação descreve aquilo que todos já sabemos sobre salas de aula, alunos desinteressados, matérias que aparentemente não tem lugar em nossa vida cotidiana e professores que não tem o devido respeito dos alunos. Um pouco é culpa destes mesmos professores que permitiram uma tomada politica da instituição de ensino, sim tomada politica, pois o que vemos hoje é um proselitismo pró esquerda, pró comunismo e totalmente dominados por entidades de esquerda… E hoje o que se ensina não é o currículo que se deseja, a podridão do estudo no brasil é notória internacionalmente… E o professor culpa que? O aluno que esta ali para aprender e não para ser doutrinado… E o mais estranho é que no texto não um único mea culpa, Minha mãe era professora e mesmo a contra gosto da escola ele busca material complementar, busca auxiliar os alunos não só com a matéria más também com motivação e estimulando a busca de valores como honra, mérito e apreço pelo trabalho, coisa que a esquerda abomina já que deseja ser dona da sociedade… Chega desta baboseira comuna precisamos de escolas que formem docentes e Profissionais não um bando de ativistas bitolados com discurso de “mais valia”…

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  136. co disse:

    Olá, Prof. Rodrigo!
    Dou aula em uma universidade federal e o seu texto representa muito bem o que vivencio diariamente: alunos querendo provas ou atividades fáceis, recortam em colam textos da internet e entregam como se fossem os autores; chegam atrasados, assinam a lista (ou pedem para alguém assinar), saem e voltam no segundo horário para assinar a atividade; etc. Recentemente presidi uma comissão de Processo Administrativo-Disciplinar porque um aluno fez prova no lugar de outro aluno. Eu acho que as causas são muitas mas as principais estão na própria formação da sociedade brasileira (o jeitinho brasileiro) e também a nossa conivência com as pequenas corrupções (cópias piratas, roubo de sinal de TV e internet, achado não é roubado, etc.). Parabéns por ter levantado a discussão!

    Abraços

    CO

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  137. Luiz Rodrigues disse:

    Caro colega,

    Muito salutares cada uma das tuas indagações, questionamentos e frustrações. De fato, em meus 12 anos de ensino superior na UTFPR (campus Curitiba) eu me fiz cada um destes questionamentos. Afinal, só podemos melhorar se identificamos (noss)os erros.

    Inicialmente, digo-lhe que é um prazer dar aula e que fico frustrado quando a minha carga horária é reduzida (como agora) por eu assumir uma função administrativa. Tanto que eu me recuso a ter algum semestre sem dar aula. Houve ocasião em que os problemas internos do meu departamento tinham me deixado muito infeliz (e questionando se valia a pena ser professor universitário). No entanto, desde aquele período, eu notei que, enquanto eu estou numa sala de aula, todos os meus problemas e preocupações somem. Duvido que haja droga que seja capaz de produzir (em mim) tamanho bem-estar. Parte disso, se deve a eu não ter fugido dos teus questionamentos, que seguem sendo meus até hoje.

    Vamos lá. MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS: Um dos nossos cursos de graduação era/é noturno e, como se pode imaginar, nunca faltou alunos me dizendo: “alivia aí, professor. Estou cansado!”. E, numa ocasião, um aluno me questionou, sério, se eu tinha consciência de que eles (alunos) estavam cansados porque tinham trabalhado durante muitas horas e era mais ou menos 22:00h. Minha resposta foi simples, direta e sincera. Eu chamei o aluno pelo nome e lhe disse: Quem disse que você tem que estar aqui? Quem na sociedade o obriga a estar aqui? Por que você não está vendo novela ou está num bar ou vendo o futebol? Afinal, ninguém lhe obriga a ter um diploma. Aliás, sua presença aqui, apesar do seu cansaço, não terá nenhum efeito se você, apenas assistir a aula. Participe dela, revise a matéria e faça os exercícios. Senão, você terá todos os motivos para estar frustrado, pois perdeu o seu tempo. Minhas palavras (aparentemente duras) não passaram disso que eu relatei. Claro que na hora o rosto do aluno externou toda a sua consternação com o que eu disse. Provavelmente, ele até lembrou da minha santa progenitora. Faz parte né, mami? Porém, ficou claro para ele e seus colegas que aquilo não era um jogo. A vida é feita de atitudes e opções. Conclusão, aquela foi uma das turmas de melhor desempenho que eu já tive… e uma das mais participativas por parte dos alunos. Ah, o aluno em questão, por opção dele apenas, acabou sendo meu orientado de trabalho de conclusão de curso (num tema muito inovador). Ele até me procurou poucos anos atrás para tratar de um possível mestrado. E, como diria uma propaganda antiga: “isso não tem preço”.

    Dito o que disse no parágrafo anterior, não faltarão leitores me acusando de assédio ou bullying. Na verdade, no Brasil, ser sincero e dizer a verdade são tabus para muitas pessoas. É preferível omitir opiniões e posições controversas. Parecer bonzinho parece ser a mais fácil. Mas, como eu sempre fui sincero e brincalhão, nunca sofri qualquer questionamento quanto ao meu comportamento. Muito pelo contrário.

    – LISTAS. VALE PONTO AÍ, FESSÔ? Pois bem, minha regra para as listas é simples. Dependendo da disciplina, eu passo várias listas de exercícios, mas não cobro a entrega delas. Eu apenas informo que todas as questões da prova sairão de lá (no máximo com outros valores para os dados). Eu, inclusive, incentivo os alunos a compartilharem suas listas e, claro, eu divulgo os valores/soluções de cada exercício da lista, além de ter um dia reservado para dúvidas. Mas, se ninguém perguntar, eu sigo dando matéria. Aliás, em qualquer dia de aula, eu estou aberto a resolver quaisquer questões dos alunos. MAS, eu não resolvo, simplesmente. Eu costumo dizer que aceito que a minha explicação não tenha sido tão boa e, então, eu explico novamente a matéria envolvida e peço ao aluno(a) que a partir dali conclua o exercício (no quadro). Daí, ou o aluno(a) finaliza o exercício – claro que eu estou ali ao seu lado para ajudá-lo(a) neste processo – ou o aluno “não sabe nada de nada” e acaba vítima dos risos da turma. Meus horários de permanência na universidade também são divulgados para que qualquer um me procure, se quiser.

    – TRABALHOS. VALE PONTO AÍ, FESSÔ? Trabalhos nas minhas disciplinas têm o mesmo peso de uma prova. Tenho disciplinas onde uma das avaliações é um trabalho oral (sem nenhum relatório envolvido) e com duração de até 30 minutos. No final da apresentação, a equipe/aluno deve propor quatro questões sobre o tema apresentado, de onde eu avalio o conteúdo, a apresentação e a qualidade das questões propostas. Posteriormente, eu encaminho os arquivos ppt a todos os alunos, e estas questões são a base para uma prova pouco tempo depois. Se houver alguma apresentação onde eu não pude retirar ao menos uma questão, o trabalho recebe nota baixa. Curiosamente, isso nunca ocorreu e as apresentações costumam ser divertidas e participativas. O tema do trabalho pode ser qualquer caso prático (ou aplicação) do conteúdo da disciplina no “mundo real”, sendo que duas turmas não podem ter o mesmo tema. A capacidade dos alunos de darem uma conotação prática ao que eu ensino sempre me surpreende.

    COLA – Meu caro colega, quem cola, normalmente diz (talvez não para você, mas diz) que se tiver chance também será corrupto. Mas, você pode se “divertir” com esta questão, fazendo o feitiço virar contra o feiticeiro. Nas vezes em que ofertei Robótica (robôs industriais), parte do conteúdo são Transformações Homogêneas (operações com matrizes que expressam a posição e orientação de uma junta em relação a uma referência), Cinemática Direta e Inversa, necessários para a definição da trajetória (posições “visitadas” pelo robô). Devido ao conteúdo, em qualquer prova, os alunos podem levar três folhas para consulta (na prova). Claro que sempre há os engraçadinhos que dizem quem levarão três folhas A0. Eu lhes digo que tudo bem, mas que só quero ver eles manusearem aquelas folhas durante a prova. Nesta hora, quem bancou o engraçadinho vira motivo das risadas. Minha lógica é simples. Todo o conteúdo das aulas não cabe em três folhas e, por isso, quanto mais o aluno estudar, melhor ele saberá o conteúdo a inserir nas três folhas. Resultado, todo mundo estuda. Normalmente, eles nem precisam consultar as folhas, devido ao tempo gasto preparando-as. Numa prova, um aluno me disse que tinha esquecido de inserir um conteúdo nas três folhas. Eu lhe respondi: então você se ferrou por opção própria – pra delírio do resto da turma e dele próprio que riu desajeitado.

    Também em relação à cola, eu deixei uma aluna para exame final porque eu a peguei colando, ainda que ela não tenha notado que eu sabia. Após o exame final, faltava 0,5 ponto para ela passar e ela foi reclamar pra mim que eu tinha sido “muito duro”. Ela alegou que “tinha tido um branco”. Eu, calmamente, peguei uma folha em branco, lhe ofereci a mesa ao meu lado e disse a ela que ela teria quanto tempo ela precisasse para resolver qualquer questão não respondida. Afinal, a prova tinha sido poucos dias antes e, se de fato ela tinha estudado, não seria difícil obter mais 0,5 na nota. Após duas horas e a folha ainda eu branco, eu lhe perguntei: ainda temos algo para analisar? Até o semestre que vem, caso você se matricule nesta disciplina.

    APRENDER OU NÃO APRENDER, EIS A QUESTÃO. Eu não aprovo ou reprovo ninguém. É o aluno quem (se) faz isso. Aqui há algo que nós professores e a sociedade temos que entender. Eles são adultos. Pode acreditar nisso. E, neste caso, ninguém é obrigado a querer aprender algo ou, mesmo, você NUNCA poderá incutir um conhecimento “a fórceps” em alguém. A opção de querer aprender (ou não) SEMPRE é do aluno. Cabe a você servir o buffet de conhecimentos, mas sempre há os que optam pela bulimia e anorexia. Paciência! O bom professor não ensina, ele oportuniza o conhecimento para aqueles que querem aprender. E, sempre há muitos alunos querendo aprender. Se você checar os cursos ofertados nos Estados Unidos, Europa etc, você verá que o objetivo explícito do curso é que o aluno “APRENDA A APRENDER”. Note os relatos de alunos do Ciências sem Fronteiras que foram para Harvard, MIT e outras instituições reconhecidas, que dizem que tem baixa carga horária em aula e MUITAS horas na biblioteca. Temos (nós professores no Brasil) que quebrar o paradigma do ensino imposto. Temos que nos fazer disponíveis para aqueles que desejam aprender, quando o desejarem. Nosso papel é o mesmo do prefácio de um livro. Ou seja, tentar convencer que vale a pena se aprofundar naquele conteúdo.

    Caríssimo professor, nunca quis julgá-lo e não o farei. O ringtone que eu uso para alunos é tirado da música “Perfect Strangers”, do Deep Purple. Num trecho, ela diz: … do you remember… remember my name… as I flow throw your life? Traduzindo: você se lembra… se lembra do meu nome… enquanto eu passo pela sua vida? Ironias a parte, já fui visitado por alunos muitos anos após a sua formatura e isso me convence que TUDO tem valido a pena na minha carreira de professor.

    Um forte abraço,
    Luiz
    PS: Meu ringtone para chamadas de colegas professores é “Don’t stop believing” (nunca deixe de acreditar), da banda Journey 😉

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  138. Tamiris disse:

    Ótimas colocações!!
    Minha interpretação segue pela linha de revisão de valores… sim, a corrupção vem na maior parte de nossos próprios atos, e infelizmente é o que mais acontece (o ser humano tem um péssimo hábito de julgar e apontar os erros, mas não se autoavaliam quanto ao fato de estarem aptos para fazerem este juízo ou não, funciona como a frase: “quem não tenha pecado algum que tire a primeira pedra”, o problema que cometemos “pecados” tanto quanto a quem/fato a que julgamos).
    Numa sociedade onde o jovem -este que representa o futuro, aquele que poderia fazer tudo diferente e tecer um sistema com valores éticos-, esta acomodado e acostumado ao fácil (em sua maioria). Digo isso, porque vivencio ambos os lados questionados em comentários anteriores, sei que não é fácil para quem trabalha árduas horas e depois ter que encarar uma faculdade e um monte de trabalhos, que você nem se quer teve tempo de se preparar ou ao menos revisar a aula anterior…sei também que tem professores que nem merecem entrar dentro de uma sala de aula….porém há, e muito, alunos que estão ali simplesmente pelo diploma, não se interessam em aprender nem o mínimo o que poderia exigir em sua formação, e são verdadeiros “corruptos do sistema universitário” (como mencionados em comentário anterior), e infelizmente serão eles os “corruptos do futuro” ou aqueles que estarão julgando e cobrando valores que eles mesmos não possuem, ou infringiram…

    Parabéns pelo texto!!!
    (Rs, é excelente a quantidade de comentários, acho que conteúdos assim merecem ser mais abordados e questionados – apesar que certas pessoas precisam expandir a forma com que interpretam o conteúdo.
    É importante chamar a atenção para problemas que precisam ser resolvidos como a educação no Brasil que precisa urgentemente de mudanças tanto por parte de alunos, quanto dos educadores, como também por parte do Governo…)

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  139. SAMARA ALVES TESTONI disse:

    Olá Professor. Parabenizo-o pelo texto, pois pela pouca experiência que tenho como docente pude me identificar em alguns aspectos. Acho relevante abordares o outro lado – o Professor – , como já mencionado em diversos comentários, pois, se há este descaso por parte dos alunos, há também um descaso por parte de alguns professores. Vejo profissionais desmotivados em seu trabalho, vejo profissionais que engessaram-se e tornaram-se meros transmissores do conhecimento, atuando de modo automático, sem paixão pelo que fazem, sem eloquência em suas palavras, vejo professores aplicando provas datadas de 1999 em pleno ano de 2016, por falta de criatividade, por falta de ânimo diante do seu trabalho. Acredito que estas falhas, tanto relacionadas aos alunos quanto aos professores, tenham suas raízes no sistema ao qual estão sujeitas. O sistema de avaliação e ensino necessita uma reforma, acredito que a começar pela formação dos professores, que deva se centralizar em um modo de ensino mais crítico, que conduza à reflexão e não ao aceite de respostas prontas e decoradas. Acredito que essa e outras mudanças na docência possam facilitar transformação de um aluno medíocre em um aluno plenamente capaz de arguir sobre o que aprende, interessado – e não obrigado – a assistir aulas, curioso e instigado.

    Agradeço o espaço para críticas e coloco-me à disposição para debate. Um abraço!

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  140. Francisco Jaborandi disse:

    Este post é idêntico à realidade do Ensino Médio. O sistema educacional está falido. Existe uma postura do não estudo. Estuda-se apenas para obter ‘o canudo’ ; a excelência profissional que se lixe. Isso vem de uma política educacional que sofre influências gramscianas há mais de 30 anos. Há décadas estamos formando gerações de pessoas de ínfima capacidade acadêmica. Isto reflete diretamente no tipo de sociedade e de governo que temos. Dotar uma pessoa de senso crítico saudável, capacidade de discernimento e lógica dá muito trabalho, custa dinheiro e é prática erigosa para muitos sistemas governamentais. Não existe alta cultura nesse país.

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  141. Guilherme Silva Araújo disse:

    Não sei se existe algo do tipo, mas além dessas situações passei algumas barras pesadas que me desestimularam a continuar nas salas de aula. Alguns estudantes com esse perfil, por exemplo, eram os mesmos que traficavam drogas dentro da sala de aula. Ou procuravam coordenadores de cursos para pressionar por notas “porque pagaram”…

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  142. Marco disse:

    Também sou professor da UFMG e sei do que você está falando. Na esmagadora maioria do tempo, sinto-me jogando pérolas aos porcos, tentando dar uma formação de alto nível a quem quer apenas um diploma a custo zero. Ainda bem que, em cada turma de 60 alunos, tem sempre uns 2 ou 3 para quem vale a pena preparar um curso top. Foco neles e sigo em frente, senão piro.

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  143. Artur Moura disse:

    Falar sobre educação é sempre um assunto controverso, que nas salas dos professores trás muitos debates e discussões, e por isso mesmo, muitas vezes, evito expor minha opinião e até mesmo, relutei por escrever esse comentário. Bom, como sou professor de Matemática, mega apaixonado por essa profissão, achei que seria uma contribuição interessante. Muitas coisas que você relatou que ocorrem com os alunos do Ensino Superior, começam na realidade no Ensino Básico. Primeiramente, para bem valorizar nossa profissão, sugiro que troque a expressão “trabalho por amor” por “trabalho com amor” isso passa a falsa impressão para nossa sociedade que nossa profissão não precisa ser bem remunerada, pois trabalhamos “por amor” e não “por necessidade profissional”. A parte disso, retomando os problemas que você citou, eu percebi que muitas vezes você falou nos alunos (prefiro chamá-los de estudantes) e no sistema de corrupção da Universidade por parte deles, por conta de colas, assinatura de listas de chamadas, copias de trabalhos, entre outros. Realmente isso é verdade por conta do sistema de troca, que você mesmo citou a nota e não aprendizagem. Mas não podemos colocar a culpa disso exclusivamente nos alunos, seria como colocar a culpa da corrupção do Brasil exclusivamente no num só partido. Esta no sistema, nós, sociedade (professores, diretores, ENEM, ENADE, pais de alunos, seleção, OBM, …) damos um valor muito grande para nota, assim como a sociedade da valor muito grande para o dinheiro. Gosto de impactar as pessoas com a pergunta “Ta, mas e se não tivesse nota, o que você (ou seu filho, seu aluno) iria vim fazer na escola?” Quando li o título do teu texto, achei que você traria a questão da corrupção nos processos de seleção de bolsas, nos processos de seleção de professores, quando professores colocam o nome em pesquisas de colegas para ganhar Qualis…
    A mudança nesse ciclo vicioso de recompensar o aluno com nota não vai partir deles, deve partir do sistema, onde nós professores temos mais poder para corromper do que os alunos. Será que o que ensinamos realmente tem relevância? Será que os processos de avaliar os alunos não contribuem para formação de um cidadão corrupto? Será que as Escolas e as Universidades estão cumprindo o seu papel de formação de cidadania?

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  144. Daniel disse:

    Esqueceu de dizer:

    Universidade é uma farsa! Ilusão e sabemos disso! Persiste-se em pesquisa e na busca de um título de doutorado ou vaga de professor universitário por puro viés de confirmação (querer acreditar acima de qualquer coisa). Alguns suportam fazer pesquisa para rechear o currículo para concursos e outros suportam dar aulas esperando um dia entrar numa universidade federal para fazer pesquisa, já que dar aulas do nível médio pra baixo é pedir pra morrer (infelizmente as crianças chegam a universidade com quase a mesma cabeça e comportamento). Fiz graduação, mestrado e doutorado numa universidade federal, um ciclo de 10 anos. Sofri, vivi, assisti, e fiquei sabendo de todo tipo de trapaça, mesquinharia, molecagem, fofoquinhas, difamações, perseguição pra afetar meus orientadores, que não podiam ser afetados diretamente e tiveram seus orientandos atacados, ao melhor estilo “quebre as pernas dele”.

    Tive trabalhos roubados (artigos e patentes), mesmo ajudando a tantas pessoas pelo bem do princípio da multiplicação do conhecimento e colaboracionismo. Fiz parcerias com pessoas de outras instituições federais e tudo isso é um lixo. O meio acadêmico é uma mistura de Game of Thrones com Senado Federal. Só não rola dinheiro fácil. Muita sujeira, esquemas e conspirações a troco de nada (até parece que vão ganhar o Nobel). Não adianta trabalhar sério, vão te definir pela aparência, dinheiro, poder que acham que você tem, e enquanto tiver utilidade (que te fará ser muito “querido”). E todo mundo de diversas universidades federais com quem falei de norte a sul por e-mail, skype, etc., diz que sou novato nessa rotina de mazelas e eu não vi nada ainda.

    O meio acadêmico universitário não é um modelo para a sociedade. Não é um ambiente mais maduro, consciente, honesto, evoluído ou respeitador. É um reflexo da sociedade. Muitos dirão “mas em todo lugar é assim”. Questão então de avaliar o custo benefício, pois, de gari ninguém quer trabalhar (embora como gari você não gere ilusões, tem essa vantagem). Não se pode esperar nada de salvador para o país vindo desses “cérebros” que estão mais para intestino grosso da nação.

    Nesse ambiente tem mais respeito o professor que pega as alunas, o que exige ser chamado de doutor até pra tomar um café, o que acumula cargos pra praticar assédio moral, o que fala palavrão, o que faz festinhas e participa de grupos de whatsapp com os alunos sem finalidade científica ou acadêmica, o que rouba ideias e pesquisas até de alunos PIVIC, o que enrola a aula com recortes de figurinhas e colagem em nome da “didática” imbecilizante aprendida na licenciatura (onde por sinal boa parte do tempo se ensina a reduzir o conteúdo a 10% do total ou se faz propaganda comunista). Hoje tenho um currículo até bom (todos dizem e tenho criticismo pra saber) para concorrer a uma vaga numa federal, mas desisti. Mas o resultado nunca é proporcional ao esforço muito por culpa dessas trapaças a que se é vítima quando não se aceitar entrar em esquema.
    E nem falei das seleções de mestrado onde o valor da prova cai para 50% da nota (os outros 50% são de um currículo biônico montado pelos orientadores do aluno que já está na federal), tornando impossível um aluno que venha das particulares fazer mestrado numa federal.

    De nada vale ganhar o mundo e perder sua alma. A cada concurso que vejo está mais concorrido. Se em 2006 eram 5 candidatos por vaga eu já cheguei a ver 80 (claro que a maior parte desiste da prova no dia). Concursos arranjados (até os professores revelam aos alunos de confiança) numa frequência que deveria ser denunciado ao Fantástico (já que tem mais visibilidade nacional) só para usarem suas câmeras escondidas e deixar os senadores brasileiros menos desamparados nesse mar de lama. Secretários que roubam bolsas, ou exigem o primeiro mês da bolsa de cada aluno do PIBIC ao doutorado e deixam alunos de mãos atadas sem poder denunciar por medo de ficar sem renda ou para evitar que um conhecido ou parente perca a bolsa. Alunos de iniciação científica imbecis que compram brigas de seus orientadores e deixam de falar com os colegas que são orientados por outros professores. E pior, acham que se não agirem de acordo com essas práticas estão sendo otários, e a coisa assim se eterniza, nascendo mais um criminoso sendo incubado para o próximo concurso montado. E aí vem mais um(a) metido(a) a esperto(a) com seus recortes de figurinhas, palavrões, paqueras, faltas, propaganda do currículo e dos títulos.

    Para sobreviver você sempre precisará de um favor, que mais tarde será cobrado por um dos muitos secretários de satã que vivem nas universidades federais e te farão de otário para o resto da sua vida a acadêmica, que já dá demonstrações do inferno que pode ser ainda no estágio probatório. E você se verá com mais idade dizendo o já ouvi de muitos professores: “eu devia ter seguido outra carreira”, “eu devia ter feito direito”, “eu devia ter investido na bolsa”, “eu devia ter aberto um comércio”, “eu devia ter feito medicina”.

    O bem eu não sei se existe, mas o mal eu tenho certeza absoluta e não é teoria científica. Desistir dessa carreira amaldiçoada não é morrer na praia, é simplesmente não aceitar aportar em qualquer praia minada e com tubarões.

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  145. Alexandre Mattos disse:

    Parabéns pelo texto…. acho que a descrição é fiel sobre a postura do aluno atual, mesmo no 3º grau. Quem não consegue interpretar um texto vai escorregar para a logica maniqueísta. Comentários como vi de Ulrich indicam que ele próprio deve ter sido este tipo de aluno sobre o qual problematizamos. Abs

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    • ANGELI ROSE DO NASCIMENTO disse:

      Não sei se com vocês ainda surgem coisas do tipo,em orientação,por exemplo: “ainda não recebi retorno do material enviado”.
      Observo na resposta que não recebi qualquer material novo e que, por favor, reenvie o email com o material.E o aluno ,claro,não reenvia,manda um “novo” email. Daí começa uma comunicação difícil…quando responde,pois há casos de sumiço que inviabilizam a orientação.Além de necessariamente ter de usar programas de anti-plágio.
      (desenvolvo há algum tempo um MEMORIAL DIALÓGIC@ no FACEBOOK ,fazendo algumas considerações sobre a trajetória docente,especialmente no ensino superior,como pós-graduanda e como profissional em serviço(quando deixam!).Neste trabalho,depois de exercitar-me em blog,relaciono-me com teóricos e pensadores como Bakhtin(dialogismo),Walter Benjamin e outros que apoiam a noção de fragmento,por exemplo, na teoria literária e suas novas textualidades.Quem sabe,será mais um artigo no mar de produções reflexivas.)

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  146. Ricardo disse:

    Aquelx alunx que não frequenta aula, quando entra na sala atrapalha a/o mestre, aquelx que fica fazendo piquete e gritando palavras de ordem, empunhando bandeira da extinta URSS, aquelxs que enquanto as aulas são ministradas ficam nos “diretórios acadêmicos” fumando canabis, bebendo e idolatrando figuras de outros países, que enquanto vivos matavam negros, brancos, homens, mulheres, crianças, homossexuais e qualquer um que ele achasse que era contra revolucionário, essx sim será um excelente profissional.Ah tá!
    Tenhamos por base o “sr lindbergui”, que muito tempo foi líder desses mentecaptos e hoje é senador e ao que tudo indica, será um dos acusados na lava jato! Limpinhoooo o abestado!
    Pois é, vai censurar?
    #EscolaSemPartido #ChegaNé @escolasempartido

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  147. Miguel disse:

    Estudo em uma universidade de “marca” e sou um aluno exemplar do curso de P. sou desses que só faltam em última instância, participa de todas as aulas, muito comprometido e responsável com os trabalhos e notas. Acontece que os alunos com uma postura diferente, esses que não fazem o trabalho ou só fazem de última hora, esses que faltam em todas as aulas e pedem o caderno te rotulam como o chato, o mala, o crítico, o mandão, o “problemático” por ser minoria e de alguma forma quando você é assim parece que os professores passam a te olhar não como o ALUNO e te desvalorizam por não ser socialmente aceito, preferindo a atenção dos que imploram por nota e fazem caras e bocas. Olha a merda desse sistema corrupto!

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  148. Daniel Niemeyer disse:

    Olá, Rodrigo, sou físico e também sou professor universitário. Dou aulas não só de matérias relacionadas à física como algumas de matemática, como cálculos.

    Concordo com 100% do que você escreveu e é uma coisa que já vinha há tempos notando e conversando com meus pares. Obrigado por tornar isso público!

    Muita força e um grande abraço!

    Daniel.

    PS: Quantos pontos vale esse meu comentário, fessô?

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  149. wneto disse:

    Bom texto. Vale ressaltar, entretanto, que o título parecia abranger mais do que o comportamento do aluno frente a essas situações. Posso garantir que não é exatamente assim que a coisa funciona. Pode ser que a maior parte dos alunos faça isso e nem se importe, mas certamente vale a pena questionar a carga horária e a maneira com que o conteúdo é exposto e cobrado do aluno. Já ouvi algumas vezes professores valendo que não estudei, que não me esforcei, que não sei isso e não sei aquilo, alguns inclusive riram da minha prova. GRADUAÇÃO deveria ser uma TROCA de EXPERIÊNCIAS entre alunos e professores, não um palanque onde o professor dita o que deve ser aprendido, simplesmente passando a matéria que está no livro/plano de ensino e cobrar exatamente isso do aluno. Onde está o aprendizado nisso? Não digo que os comportamentos citados acima estejam corretos, mas certamente há MUUUUITA coisa errada além disso, de forma que apenas criticar os alunos não resulta em benefício algum. Exigir que se decore mil coisas? Salas super lotadas? Poucos livros na biblioteca? 4 provas no mesmo dia? Alternar entre os campi duas/tres vezes ao dia? Professores estupidamente grossos e arrogantes com os alunos? Isso tudo também acontece, UMA COISA NAO JUSTIFICA A OUTRA, mas é necessário levar isso em consideração também.

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  150. Inanna Vox disse:

    Olá!

    Eu não acho que o texto tenha se remetido diretamente ao PT. Contudo, há nele um viés, de certo modo, condenatório e determinista que me causa um pouco de desconforto. Não creio que um aluno que cole nas prova esteja condenado a repetir tal procedimento vida a fora. Acreditar nisso é dar as costas ao nosso próprio papel de formadores de valores. E às possibilidades de aprendizado, amadurecimento e reflexão do ser humano em formação.

    Vivemos, sim, essa realidade descompromissada e de pífios valores do alunado – mas não podemos induzir a nossa frustração ao caminho da previsão do futuro. Os alunos são o reflexo da sociedade, assim como nós, docentes, também o somos. A cultura da cola, do plágio e da lista de presença falsificada, já pensaram, que teve seu início junto a outros professores e a outros estabelecimentos de ensino? Não é em casa que um aluno aprende a colar numa prova ou a forjar sua presença na aula…então, essas atitudes são frutos da própria escola e de professores que vieram antes de nós. É o establishment – que esteve lá desde o princípio, formando paralelamente esse conjunto de valores.

    Analogamente, isso é como exigirmos trabalhos nas normas da ABNT e nenhum professor mais o fazer. Faltam sinergia e espírito de corpo na universidade pública. Muitos docentes, ao desfilarem seus egos e títulos, também se perdem do sentido da docência. Aliás, toda universidade federal deveria ter um Setor de Administração de Egos!

    Sou professora de universidade federal e da área de Educação e Engenharia de Produção. E as universidades possuem, sim, claustros de ego e de professores péssimos em didática e até no próprio trato com os alunos. Um título de doutorado, a depender da área, não assegura técnicas pedagógicas para aulas envolventes. Os currículos dos cursos são desmotivadores, desinteressantes e descontextualizados, via de regra. O ensino da Matemática tem sido objeto de estudo da área da Educação há algum tempo já. As maiores taxas de evasão, nas universidades, ocorrem nas disciplinas das Exatas. Criar uma abordagem pedagógica atrativa para essas disciplinas tem sido um imenso desafio para os estudiosos da área da Educação.

    Vão algumas dicas pedagógicas: o aluno quer prova com consulta? Pois deem prova com consulta. Com uma questão em que somente a consulta não ajude, se ele não pensar, racionalizar e juntar 2 mais 2. Elaborem questões em que, de posse da informação, o aluno precise raciocinar, fazer associações e criar soluções/resultados.

    Façam composições diversificadas de trabalhos, para que eles exerçam todas as suas habilidades: seminários, pesquisas de campo, trabalhos em sala, resumos de livros e provas. Abram espaço pros debates. E componham a nota. Um dos maiores equívocos pedagógicos é fazer apenas a avaliação escrita ao final – que se constitui em uma avaliação somativa, que ocorre apenas ao final do processo. Quando já é tarde demais para intervirmos. A avaliação precisa ocorrer ao longo de todo o processo e, se ela for inteligente, progressiva e diversificada, mantém o aluno engajado. Não há nada melhor do que a avaliação como instrumento de aprendizagem. Poucos docentes conhecem as técnicas da avaliação como coadjuvante do ensino.

    E enxergam a avaliação como algo punitivo, um momento de frustração e um ponto de atrito com os alunos. Avaliação não é cobrança – ela é coadjuvante que pode unir a turma e engajar os alunado.

    Eu costumo praticar o seguinte: a prova escrita vale a nota mínima ( 5,0). Tudo o mais vai valendo pontos. Se o aluno não estiver presente nas aulas e não entregar os trabalhos, a nota máxima dele, se gabaritar a prova – será 5. Ou seja: eles sabem, desde o início, que a progressão da nota está vinculada à assiduidade e ao comprometimento com os trabalhos.

    E ainda dou trabalhos “optativos” : os alunos que os fizerem ganham um “depósito de nota” – normalmente 1,0. Caso precisem, na final – e tenham cumprido com todas as demais tarefas, essa nota do “depósito” entra pra ajudar na média final. Eles amam essa ideia. E praticamente todos fazem os trabalhos optativos. Dou 5 trabalhos, valendo 0,2 cada um.

    Então, quando eles percebem que eu tenho um dispositivo “de emergência”, a confiança se estabelece e eles enxergam justiça na minha conduta com eles. Isso faz uma diferença incrível na relação minha com as turmas. Mais de 30% das minhas publicações é com alunos – estamos sendo pesquisando e publicando.

    Eu realmente não tenho esses tipos de problemas com os meus alunos – minhas aulas lotam e muito frequentemente eu abro mais vagas para as turmas. Tenho ouvintes de outros cursos. E, pasmem: eu dou aulas às sextas-feiras das 20:00 às 22:40h. Essa é a turma que mais lota!

    O aluno falta? Pois bem: façam trabalhos surpresa em sala e atribuam pontos. Especialmente naquelas sextas-feiras de sala vazia. Mas deixem clara essa regra desde o início, pra não parecer traição.

    E, acima de tudo, é preciso investirmos em atualização e desenvolver um estilo de aula mais dinâmica e interativa ( apesar dos poucos recursos das IES públicas) . Somos os mediadores – motivadores, encantadores, sedutores no caminho do conhecimento. Cabe a nós vencermos essa barreira – que realmente existe – mas que não é intransponível. Processar isso pode demorar um tempo, mas acho que vale trazer pro debate o fato de que esse fenômeno do alunado não é unilateral. Se pensarmos em contexto, vamos incluir a universidade, a educação prévia que forjou os valores, a formação dos docentes e a cultura da incompetência e da permissividade nisso também.

    O aluno, que chega a esse ponto, veio de uma origem. Não podemos analisar apenas o problema instalado, mas também as suas causas e agentes em uma determinada linha de tempo.

    Parabéns pelo texto – acho que, para evoluirmos nos debates, precisamos amadurecer mais essas reflexões!

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  151. Daniel Passarelli disse:

    Moral da história: “quem tinha preguiça de estudar quando jovem agora não pode reclamar dos bilhões que a PeTralhada rouba”. Por mais que o autor negue, foi isso que ele disse.
    Lamentável, pois tinha tudo para ser um texto brilhante.

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  152. ANDRE disse:

    Vim parar aqui porque, como estou profundamente frustrado com o curso de graduação que tive, fiz uma pesquisa no google buscando alguma análise crítica aos professores universitários brasileiros. Pelo menos a maioria dos meus, foram péssimos. Tive cursos horríveis; as aulas não eram preparadas, a ementa não era respeitada, horários também não e, talvez o pior, a avaliação, que é uma parte importantíssima da função do professor, me prejudicou muito, pois, em muitas disciplinas básicas, fui aprovado sem conhecimento suficiente. Até hoje, no final do mestrado, que tive alguns dos mesmos problemas por sinal, sofro com a falta de uma base sólida em função destas aprovações.
    Por causa destes problemas e outros que não citei, lei quase 6 anos para me formar num curso que, se tudo desse certo, poderia ser concluído em 3 anos e meio. O mais frustante de tudo isso é que não se pode, sequer, reclamar. NÃO EXISTE NENHUM MECANISMO DE CONTROLE DA QUALIDADE DOS AULAS DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS!
    E se reclamar ainda corre o risco de “ficar queimado” e ser prejudicado em futuras orientações, bancas, e etc.
    Diante deste senário aterrador, ter que ler essas suas críticas aos alunos, que são a parte mais fraca e, ao mesmo tempo, a parte mais importante da universidade, é deprimente. Desculpe o desabafo.
    Alias, a maioria destas críticas que o senhor fez, são, na verdade, culpa dos próprios professores. Ora, basta que o professor dê um ótimo curso e aplique boas provas e REPROVE os que merecerem, simples assim.
    Os alunos que fizerem essas bobagens que você listou, serão reprovados e, num próximo curso acordarão pra vida.
    Lembre que os alunos não funcionários publicos, o professor sim. Lembre, ainda, que muitos alunos são imaturos. Eu, por exemplo, coloquei na cabeça que os cursos de calculo eram bobagens e só queria estudar as disciplinas do tronco profissional da matematica e , como já disse, sofro até hoje. Culpa foi só minha nesse caso, ou foi principalmente dos professores que me aprovaram?
    Professor, pense melhor e veja que o maior problema da aniversidade ( na verdade não sei se toda universidade ou todo curso é assim, foi isso que estava pesquisando quando cheguei aqui) são os professores.

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  153. angelinascimento disse:

    Destaque: “E assim continuaremos sendo essa sociedade que ainda não entendeu o valor moral e intelectual da universidade, pelos séculos dos séculos…”
    Essa é a diferença: na sociedade brasileira a 1a.leva de intelectuais que instaurou cursos de pós-graduação em humanas em escala maior,de turma de pós- aqui no país foi um pessoal de 1970.É tudo muito recente em termos de sociedade letrada.Isto não alivia a precariedade de nossa realidade universitária,entretanto,dá a ver o quanto o atraso do país se arrasta na invisibilidade.Nem vamos falar da Ditadura Militar e civil que também deixou sequelas incontornáveis para o sistema universitário e as políticas públicas em educação superior.

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  154. Lucas disse:

    Achei o texto incrível.
    Estou com ele salvo há algum tempo, mas como todo bom professor, só tive tempo de lê-lo agora!

    Concordo em todos os aspectos citados acima. A educação tem muito a melhorar, com certeza os termos avaliativos são ruins, mas enquanto temos este método precisamos que ele seja seguido e os alunos precisam entender isso e ser mais responsáveis pelo seu ensino e por aquilo que vão fazer com seu conhecimento “adquirido” (em aspas, pois me preocupa a quantidade de alunos que saem das faculdades e universidades com menos que o mínimo de conhecimento)!

    Parabéns pelo texto!

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  155. cezar disse:

    Existe uma discrepância muito grande entre o que é ensinado nas Universidades brasileiras e o que realmente é necessário no mercado. A grande maioria dos professores são acadêmicos de carreira que dificilmente vivenciaram uma rotina de trabalho em sua área. Existe ainda um agravante no Brasil, que é a cultura do concursado público. Então os alunos mais estudiosos vão buscar um concurso público pra ganhar seus dez mil reais por mês e se esconder atrás de uma mesa pro resto da vida sem produzir absolutamente nada de útil para o país. Basicamente não existe motivação para um comportamento diferente do atual e isso é culpa, principalmente, da fraca estrutura da educação brasileira.

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  156. Jorge disse:

    Retratou bem a situação nas universidades. Mas, ao meu ver, faltou outros ingredientes tais como a “ajuda” institucional, principalmente nas escolas privadas. Explico:
    – Olhando pelo lado do “negócio” escola, não é bom para o negócio reter alunos. Então, forças “ocultas” (nem sempre ocultas) também fazem coro para o “pega leve fessô”. Aliás, criam mecanismos para evitar o pesado, tirando o que resta de moeda de troca (pontos) para que o professor barganhe com o aluno para que ele estude. Mecanismos tais como: avaliação integrada (aqui tem seus benefícios, mas se usado para o negócio, só ajuda a atingir as metas de aprovação), média global, descarte de avaliações (sempre as de menor nota e adivinha quais são descartadas…).
    Já vivenciei critérios de aprovação que as avaliações dos professores tinham peso praticamente zero.

    O que vejo é que, nessas instituições, os alunos são tratados como clientes, e ai entra uma máxima: – O cliente sempre tem razão.

    O professor acaba ficando entre a cruz e a espada: se pegar pesado, pode ocorrer da turma se unir e reclamar do “método” do professor. Já vi a queda de muitos bons professores.

    Por trás das cortinas, para o negócio, é melhor aprovar os alunos por várias razões:
    1) O aluno evadi menos.
    2) Os custos são menores, pois muitos em condição de dependência atrapalham a logística de alocação de salas e professores. Afinal, técnicas de produção são aplicadas nesse processo.
    3) Mais vagas para o próximo vestibular: mais alunos, mais receitas.
    4) etc

    Enfim, a perspectiva não é das melhores. Os alunos de hoje serão os professores de amanhã, iniciando na formação fundamental. Como mudar o aluno na universidade se já não estudam desde sempre?

    Parabéns pela matéria.

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  157. Tarcísio Carvalho disse:

    Legal só que a parte que o aluno que não colou e foi honesto vai se dar bem, é bem irreal, tenho vários amigos que colaram a facul toda, chegavam só na hora de responder chamada entre outras coisas e hoje estão muito melhores que os honestos, achar que a vida vai ser boa com você só porque faz as coisas certas é utopia, Temos que fazer oque é certo simplesmente porque é certo, sem esperar nada em troca, até porque não vai ter nada em troca.

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  158. Jose alves disse:

    Olá! Sou professor também, e achei bem interessante o seu texto. Não procurei se vc já fez, então gostaria de sugerir um texto sobre corrupção dos professores.

    Gostaria de destacar dois pontos:
    – durante a graduação eu era do tipo de aluno que não colava. Os professores relaxavam quanto a isso, tive alguns que até saiam de sala na hora da prova. Resultado? Os alunos que colavam tinham notas melhores que as minhas no geral. E com um histórico melhor, eles conseguiam as melhores bolsas de iniciação científica ou vagas de estágio. Acabou que eles aprenderam mais do que eu porque aplicaram as coisas na prática durante a graduação, algo que eu não tive oportunidade, e com currículos melhores conseguiram empregos melhores inicialmente, e progrediram na carreira. Como eu sempre quis a área acadêmica, não me importei com isso, mas amigos que, assim como eu, não colavam, estão na média (e na mediana) em situação pior do que os que colavam. No caso, foi uma combinação de desleixo dos professores e incentivo à cola (seleção das bolsas através de notas). Nesse caso o crime compensou

    Outro ponto é professor sacana. Tem professor (muitos, alias) que não usa prova para avaliar o aluno, mas pra lascar mesmo. Conheço vários professores que disputam quem reprova mais alunos, alguns fazem até aposta em dinheiro. Minha esposa está na graduação ainda, ela se mata de estudar, estuda noite e dia, mas tem disciplinas que ela não dá de conta porque os professores fazem as provas com o intuito de reprovar 55 alunos de 60. E ela cola nessas disciplinas, e eu não recrimino. A cola dela é feita por ela, ela não cola dos outros. No ato de fazer a cola ela revisa todo o assunto e faz um resumo organizado. Acaba que ela aprende o conteúdo, que é o objetivo principal de ensino. Então nesse caso a cola não foi ruim, os professores quem tem que mudar o método de avaliação, pra realmente avaliar se o aluno aprendeu ou não, coisa que uma prova muitas vezes não consegue, ainda mais quando o objetivo é reprovar o máximo possivel

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  159. Pedro Henrique Brinck disse:

    Olá Rodrigo,

    apesar de ainda estar no processo da minha graduação, já atuo como professor na rede básica e no ensino médio como professor de artes, piano e teoria no conservatório estadual e eu percebo a mesma postura dos meus alunos. Porém, após buscar ajuda de uma psicopedagoga que é minha professora na graduação (USP-RP) algumas posturas dos alunos mudaram com a mudança de abordagem. Eu sei que ser docente no ensino superior é um inferno – eu sou monitor de disciplinas e auxilio duas docentes do meu dpto, e sei como os alunos se comportam e apesar disso ainda pretendo seguir com mestrado e doutorado, mas percebo que assim como muitos outros docentes do ensino superior não tiveram formação em psicologia da educação, didática geral e no meu caso didática musical enfrentam problemas em prender a atenção dos alunos, e tornar o processo de descoberta e construção do conhecimento um processo prazeroso. Embora eu particularmente não assuma essa postura – se quiser te mando até meu histórico pra vc ver que eu não estou brincando – eu percebo que os professores quais tornam a disciplina um suplício são aqueles que ou não tiveram formação pedagógica instrumental ou não se interessam de fato pelo ensino, e sim só pela pesquisa. Acho extremamente problemática a ética dos alunos – e eu não sou isento de falhas, eu assumo as vezes que eu deixei de fazer leitura ou preferi decorar a encarar o professor com um eu não sei durante as aulas – mas eu percebo que muito é colocado só na mão do aluno, como se simplesmente disponibilizar e palestrar sobre o conteúdo por si só funcionasse como mediação quando estes são ferramentas pedagógicas que o educador lança de mão durante o processo. Entende meu ponto de vista? Abraço.

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  160. Mariana disse:

    Sou aluna universitária de uma instituição de ensino pública renomada, vou te dizer do ponto do vista de uma aluna…
    A UNIVERSIDADE SÓ VALORIZA SUAS NOTAS, por isso esse desespero para ter pontos, essa mendicância de pontos, porque é só isso que a universidade valoriza.
    Porque você não propõe aos seus alunos novas formas de avaliação quando eles pedem provas fáceis?
    Porque a universidade não valoriza suas habilidades e nem as desenvolve, só prova, prova, prova. É só isso que mostra o seu valor!
    A universidade está cheia de professores incoerentes, que cobram o que não ensinaram, que perdem tempo demonstrando fórmulas, que serão cobradas nas provas, então precisaremos saber de cor, mas quando eles demonstraram estavam com seus livros nas mãos. Se é preciso saber, porque eles mesmos não dominam?
    Não discordo de todas as suas reflexões, mas você não aprofundou no assunto, não é só porque somos corruptos que queremos pontos. É porque a universidade só se baseia nisso.

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  161. foureaux disse:

    Rodrigo, com exceção de sua confessa resistência à frequentar as aulas, por preferir estudar sozinho, não retiro uma só vírgula do seu depoimento. Sou professor de Literatura há 25 anos e, para ser absolutamente sincero, sinto-me “condenado” a ir para Mariana toda semana, apesar de gostar imenso de falar sobre Literatura Portuguesa e Comparada.

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  162. Anderson Martins disse:

    Gostei do texto mas alguma coisa me perturba nele (não é problema de lógica dedutiva ou indutiva na apresentação dos argumentos). Educação é um campo complexo demais, por isso fácil demais resvalar em algum equívoco quando falamos sobre ela, especialmente a de nível superior.

    Não sou especialista no assunto mas percebo que a educação, principalmente ao nível da graduação, está sendo vista como obrigatória para todos, necessariamente. Os jovens entram no ensino médio já pensando no ENEM e qual curso/carreira escolherão, como se a universidade/faculdade realmente fosse a garantia de futuro e sucesso profissional. E não é bem assim, justamente porque a universidade não é capaz de acompanhar as mudanças tão rápidas desse planeta globalizado, onde relações de trabalho, emprego, renda, tecnologia etc, mudam da noite para o dia.

    Nesse sentido, enxergo os alunos muito mais como vítimas que vilões da sala de aula. E pela natureza transgressora própria da juventude, ao perceberem que o ‘buraco é mais embaixo’, tentam tirar proveito de todas as lacunas/falhas do sistema, numa atitude meramente utilitarista. Se é certo ou errado não consigo dizer. O que vejo claramente é que algo não está dando certo e, certamente, a culpa não é dos alunos.

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  163. Nilzabete caetano machado disse:

    MEU seguinte comentário é que corrupção tem para todos os lados não só em faculdade referente a alunos, mas também no geral ;mas os professores tem que zelar pela sua ética também.

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  164. Tulio Santos disse:

    Alunos são os mesmos, desde sempre, em todo lugar. Tem sempre os mais interessados e os menos interessados. A diferença é que antes a disciplina era mais rígida. Alunos do curso superior tem que ser tratados como adultos que são, fazem suas escolhas e devem assumir as consequências. A única coisa que eu não admito é conversa e barulho em respeito aos demais que estão interessados na minha aula.

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  165. Andreia disse:

    Nossa muito real esse assunto. E não é apenas no Ensino Superior. Ja está acontecendo direto no EF. Nas escolas privadas ainda tem mais um agravante…. estou pagando!!! meu filho tem que passar!

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