Espelho de nós

Em defesa de nós mesmos

Quando somos tratados com falta de respeito ou de alguma outra maneira que julgamos não merecer,  automaticamente somos dominados por um senso de justiça o qual nos obriga a mostrar que não merecemos tal tratamento. Isso quando existe um mínimo de serenidade, pois é comum a reação tender para a raiva e aí o objetivo é xingar e cultivar no peito todo tipo de ódio, raiva e rancor.

Há algum tempo me lancei na campanha de abafar esse senso de justiça. E hoje vejo o quão libertador é conduzir a vida sem a necessidade de mostrar para as pessoas o quão merecedor de tratamentos dignos nós somos. Livrar desse mal (é assim que o vejo) trás leveza e tranquilidade para nossas vidas.

Se alguém, gratuitamente, lhe falta com o respeito, compaixão ou afeto, nosso senso de justiça salta à garganta e ali deixa uma sensação entalada por conta da injustiça sofrida. Então, sentimos raiva. Porém, a matemática da situação é simples. Se alguém, gratuitamente (é preciso salientar isso), falta com o respeito, o problema não é nosso. Por mais que sejamos vítimas desse tratamento, quem realmente tem um problema é o indivíduo capaz de tratar o outro dessa maneira. Não somos nós. É nessas horas que nosso autoconhecimento deve superar nossa vontade de sermos reconhecidos e então devemos ser capazes de nos tranquilizar com a certeza de que merecemos mais. O resto é o outro com sua própria consciência. É ele quem deve ser capaz de avaliar como vem tratando seus próximos.

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