Chuva

Trovoadas, tudo cinza e água grossa. Chove lá fora.
O barulho faz tremerem, as janelas, o chão e o peito.
Faz tremer a ideia de ideias tranquilas.

Não gosto de chuva nos dias de ansiedade. Ela vem, meio sem avisar e te força a ficar em casa junto de suas ideias, seus pensamentos justamente no dia que você quer evitar a si mesmo e se esforçar para cortar qualquer linha de pensamento existencialista.

Mas tem coisa mais poética e existencialista que a chuva?

A chuva grossa e barulhenta pode te prender em você mesmo no momento em que você só queria sair e não pensar em muita coisa. Aí ela vem, força a barra e coloca você pra pensar e refletir sobre sua vida, sobre você, sobre tudo! Te deixa meio depressivo, com a cor cinza que não ajuda nem um pouco, entretanto não há outra opção. Será necessário encarar esse alguém que vinha evitando por um tempo: você.

Mas aí ela passa. Deixa tudo molhado e com um cheiro diferente, inclusive você! E ela vai embora trazendo o alívio bom de ter sobrevivido ao encontro de nós mesmos, a esperança de ter encontrado uma razão pra qualquer coisa e um ar de renovação, afinal ela vem forte, lava e leva tudo com ela.

Tem também aquela chuva fininha que te pega num dia bom. Essa também te coloca pra pensar, mas coloca sem obrigação sem aquele ar de castigo. E aí você pensa numa coisinha aqui, noutra alí e vai curtir uma cama quente ou um bom filme.

O que todas tem em comum? O aspecto de renovação e o convite a reflexão.

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