O dito

Hoje te digo que sinto saudade
Sem medo da sua censura
que sempre, sem ternura, afastava qualquer profundidade

Digo que sinto a minha saudade
Aquela singela que na boca um sorriso, deixa
E, sem nenhuma queixa, aquarela o peito de tranquilidade

Digo que sinto a sua também
Esse tipo de saudade que a barriga gelada, mantém
enquanto faz do peito só cavidade
A mesma do corpo pesado que leva a qualidade das lembranças de um passado
que insiste em permanecer no presente, hospedado

Te digo que tenho estado
Meio assim
Meio assado

Digo até que tenho fracassado
Sim! Na tarefa de tentar entender
tantas saudades
tantas meias verdades
e tantos excessos

E por fim

confesso
que assim me tornei um viciado
na droga de compreender
“eu”
você
e por que Diabos não se podia dizer
a saudade que dava não te ter!

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